Em 26/04/2010 | Resenha - Megadeth (Pepsi On Stage, Porto Alegre, 26/04/10)

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Resenha - Megadeth (Pepsi On Stage, Porto Alegre, 26/04/10)


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Definitivamente de volta ao circuito de apresentações internacionais de metal, a grande atração de abril em Porto Alegre foi o show do MEGADETH. A banda, que veio ao Brasil para comemorar o vigésimo aniversário do clássico disco “Rust in Peace”, aproveitou a oportunidade para mostrar um pouco do seu mais novo CD, o ótimo, “Endgame”.

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Fotos: Denis Azevedo

Na capital gaúcha, o MEGADETH foi recebido com o típico frio de outono e com uma chuva que incomodou a cidade durante todo o dia. No entanto, mais de cinco mil fãs da banda não se importaram com a água que caía do céu e começaram a formar uma longa fila na frente do Pepsi On Stage, desde as 19h30 – cerca de duas horas antes do previsto para o início do show. Devido a uma série de problemas técnicos e de equipamento que envolveu a produção do espetáculo, somente às 21h50 a banda de abertura subiu ao palco, totalizando quase uma hora de atraso.

Com um set de aproximadamente quarenta minutos, a DISTRAUGHT – uma das bandas expoentes do thrash metal gaúcho – apresentou composições do seu novo álbum, intitulado “Unnatural Display of Art”. Com o som de qualidade impecável que brotava das PA’s do Pepsi, o grupo formado por André Meyer (vocal), Ricardo Silveira e Marcos Pinto (guitarras), Nelson Casagrande (baixo) e Éverson Krentz (bateria) pode mostrar porque completa – assim como o “Rust in Peace” do MEGADETH – vinte anos de idade. Inegavelmente, a DISTRAUGHT é um dos principais nomes do thrash metal de todo o Brasil. Em comparação com a primeira vez que conferi a banda ao vivo, em 2001, ela está, atualmente, no seu ápice de competência musical e de profissionalismo. O público, que durante o show ainda entrava no local, se empolgou bastante com “Unnatural Display of Art” e “Hellucinations”, a última música da apresentação.

Com o Pepsi On Stage completamente tomado por fãs do MEGADETH, o quarteto americano subiu ao palco exatamente às 23h30, diante de um público que aguardava ansiosamente o início do show dos caras. Embora não tenha sido amplamente divulgado na cidade, como aconteceu com os shows de METALLICA e de IRON MAIDEN, o MEGADETH – que não é nenhum coadjuvante do cenário internacional – levou uma massa de headbangers para o seu espetáculo. Com certeza, a banda não esperava uma recepção tão calorosa, desde as primeiras duas músicas: a dobradinha “Dialectic Chaos” e “This Day We Fight!”, ambas do seu novo disco. Enquanto que o público ainda respirava para conferir o “Rust in Peace” na íntegra, Dave Mustaine & Cia. ainda executaram as famosas “In My Darkest Hour” e “Skin O’ My Teeth” no início da apresentação.

Embora não seja um grande admirador da intenção de um reproduzir um álbum inteiro no palco, preciso admitir que a fórmula funcionou muito bem para o MEGADETH. Essencialmente, por dois motivos: a banda não deixou de fora da apresentação os grandes sucessos de outros discos e os fãs gaúchos, surpreendentemente, se mostraram admiradores fervorosos da maioria das composições de “Rust in Peace”. Enquanto que uma parcela do público aguardava para conferir “Holy Wars” e “Hangar 18” (como eu), outros tantos pediam e vibraram com “Take No Prisioners” e “Rust in Peace... Polaris”.

No entanto, não restam dúvidas que a melhor parte do show, considerando a animação da plateia como fator de medida, foi com as últimas três músicas do set: “A Tout Le Monde” (cantada em uníssono), a absoluta “Symphony of Destruction” e “Trust”. Certamente, o MEGADETH acertou quando alterou o repertório da turnê em meio à série de apresentações no Brasil. Entre todos os clássicos, as novas (e ótimas) “Headcrusher” e “The Right to Go Insane” ficaram um pouco escondidas na parte final do espetáculo, mas não surpreendeu a forma como tiveram o suporte do público, que cantou junto com Dave Mustaine.

Depois de 1h40 de show, os cinco mil gaúchos deixaram o Pepsi On Stage com a certeza de que o MEGADETH está em grande forma. É verdade que Dave Mustaine não é um cara muito carismático e que ele interage muito pouco com os fãs entre as músicas. Mas, mesmo assim, a banda deixou o palco com a promessa de ter realizado, na noite de 26 de abril, a melhor apresentação da recente tour sul-americana de “Endgame”.

Set-list:
01. Dialectic Chaos
02. This Day We Fight!
03. In My Darkest Hour
04. Skin O' My Teeth
05. Holy Wars... The Punishment Due
06. Hangar 18
07. Take No Prisoners
08. Five Magics
09. Poison Was the Cure
10. Lucretia
11. Tornado of Souls
12. Dawn Patrol
13. Rust in Peace... Polaris
14. Headcrusher
15. The Right to Go Insane
16. A Tout Le Monde
17. Symphony Of Destruction
18. Trust
19. Peace Sells

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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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