Esta matéria foi publicada em 16/11/04. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
Em recente entrevista à agência de notícias Associated Press, o vocalista Jon Bon Jovi, líder do BON JOVI, falou a respeito do box set celebrando duas décadas de existência do grupo — que será lançado nos próximos dias — além do vindouro novo trabalho de estúdio que a banda lançará em meados do ano que vem.
A grande novidade deste box set é uma faixa que foi gravada em homenagem ao finado líder do NIRVANA, Kurt Cobain, que morreu em 1994. O artigo foi transcrito pela revista canadense Brave Words and Bloody Knuckles, e os principais excertos você confere a seguir:
Associated Press — Por que lançar um box neste ponto da sua carreira?
Jon Bon Jovi — Nunca me senti muito bem em celebrar momentos, como esses vinte anos que se passaram. Eu estava orgulhoso, especialmente em meus anos mais jovens. Muitos dos momentos mágicos ficaram perdidos em mim porque eu estava sempre focado no próximo dia, o próximo álbum, o próximo passo. Fui ficando mais velho e passei a me divertir mais com isso, e eu sabia que esses vinte anos estavam chegando, assim como a marca de 100 milhões de álbuns estavam rapidamente chegando a nós, e pensei: ‘por que não?’. Por que não pegar esse tempo todo e agradecer aos membros da banda e as pessoas que nos apoiaram nesses vinte anos e ir direto a essas faixas que as pessoas já ouviram falar e nunca puderam ouvir?
Associated Press — Mas 50 músicas?
Jon Bon Jovi — Você valoriza seu dinheiro com essa banda, sem dúvida alguma. Quando pensei sobre isso, acho que foi há quase um ano, queria ter certeza que havia uma razão para isso. Entende, como nosso 20º aniversário?
Associated Press — Por que há tanto material não-lançado?
Jon Bon Jovi — Como a indústria musical mudou muito dos anos 80 até agora, especialmente na Ásia e na Europa, você tem que dar às pessoas muitos lados B para promover os singles — para que você possa entrar nas paradas, vender seus álbuns e então vender ingressos. Fizemos de dois a três lados B para cada single que lançamos. E por termos sido bem diligentes a cada vez que fazíamos um álbum, gravamos muitas músicas para chegarmos às doze faixas finais. Nós não somos como essas bandas que escrevem doze músicas para um álbum. Nós escrevemos quarenta e detalhamos todas em demos, e é o que você ouvirá neste box.
Associated Press — E há alguma turnê a caminho para promovê-lo?
Jon Bon Jovi — Não, não. Nós temos um novo álbum para o ano que vem que já está pronto.
Associated Press — Há alguma faixa no box set que você considera uma pérola?
Jon Bon Jovi — Há uma balada que se chama ‘These Arms Are Open All Night’, e acho que ela chega a ser cinematográfica. Qualquer grande contador de histórias de Tom Waits a Blly Joel poderia cantá-la perfeitamente. O conteúdo lírico de certas músicas eu gostaria que tivessem servido como um testamento, de lançá-las e explicar o que cada uma delas significava. Eu estava triste na época, e não queria lançá-las porque queria mostrar o lado bom da coisa, o lado do otimismo.
Associated Press — Você pode me dar um exemplo?
Jon Bon Jovi — Há uma música que se chama ‘Lonely at the Top’, que escrevi logo após a morte de Kurt Cobain. Eu não corri para a imprensa para mostrá-la e falar sobre ele ou a perspectiva de que ele era um novo pai com um novo bebê e que eu tinha um também. Agora, anos mais tarde, está tudo bem em dividi-la. Eu senti muito pelo cara. Eu senti o que ele estava sentindo como celebridade. Eu também estive nessa e consegui atravessar. Felizmente para mim, nós éramos capazes de conversar com as pessoas e pedir ajuda, infelizmente para a música e para sua filha, não. Então, escrevemos essa faixa, e acho que é uma música muito tocante. Gostaria de enviá-la a Courtney Love e que ela a tocasse para sua filha. E espero que eles não se sintam ofendidos com isso. Acho que esses momentos pessoais significam muito para mim.
Associated Press — Como você mantém tudo isso funcionando neste estágio do jogo?
Jon Bon Jovi — Eu me divirto com isso tudo. Eu me divirto com o processo de composição, depois com o processo de gravação e por último com os shows. Acho que esse é jeito comigo nesses vinte anos. Eu queria ser um rock star. Queria que as pessoas ouvissem a minha música. Se você estivesse com 6 ou 60 anos, na América ou na África, não importava, eu queria que você ouvisse as minhas músicas. E isso nunca mudou. Eu adoro quando alguém me diz: ‘cara, eu gosto desta música’ ou ‘eu fui influenciado por esta música’ ou ‘isso marca uma parte da minha memória’, porque era assim que eu me sentia quando garoto.
Associated Press — Isso não o faz se sentir um pouco velho?
Jon Bon Jovi — Sim, definitivamente. Quando eu olho para o que está acontecendo agora, me sinto com 18 anos de idade. Mas então eu olho ao meu redor e ‘oh’. Ashlee Simpson esteve no estúdio esses dias, e veio nos encontrar. Ela foi muito doce e legal e lançou um ótimo trabalho, a propósito. Mas ela tem 19 anos. D-E-Z-E-N-O-V-E. Eles estão cantando cedo e tendo um sucesso enorme. E eu me sinto um pouco velho. Isso foi engraçado. Não me sinto velho por dentro, mas vem aquele pensamento do tipo ‘eu poderia ser pai dela’.
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Formado em Jornalismo, 23 anos, fanático por Bruce Dickinson e seus comparsas no Maiden. O heavy metal surgiu na minha vida quando ouvi o vocalista da Donzela de Ferro em "Tears of the Dragon", em meados de 1994. Mas também aprecio a voz de pato bêbado do controverso Dave Mustaine, a simplicidade do Ramones, as melodias intrincadas do Helloween, a belíssima voz de Dio ou os gritos escabrosos de Rob Halford. A Whiplash apareceu em minha vida sem querer, acho que seus criadores são uns loucos amantes de rock e acredito que este seja o melhor site de rock do país, sem qualquer demagogia!
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