Esta matéria foi publicada em 07/02/07. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
Ashley Brown do “The Kansas City Star” escreve:
Pelo segundo ano o SLAYER foi indicado para o Grammy na categoria “Melhor Performance de Metal”. Mas de acordo com o guitarrista Kerry King, eles só vão se for pela cerveja grátis.
"Fomos para a festa de premiação sem intenção de ganhar", ele disse. "Nós fomos para um bar, demos um tempo, entramos e fomos para os nossos lugares. Quando o TOOL venceu, nós dissemos 'legal', e voltamos para o bar".
King foi direto também, sobre a recente performance da banda na televisão, a primeira vez no programa "Jimmy Kimmel Live!". Os produtores não insistiram na produção de palco, mas transformaram "Jihad", música do novo disco "Christ Illusion" em alvo de piada no fim do programa. A letra da música é tipicamente mórbida: "Eu caminho pelo sangue, dominado pelo medo, espero a vinda de Deus", ruge o gutural Tom Araya.
"Toda vez que você vai a TV, você fica sob a vontade dos donos da emissora", diz King. "Nós dissemos: 'legal, queremos tocar 'Jihad',' e no dia anterior, eles chegaram com 40% da letra cortada da música. Nós ficamos a quase 10 minutos de desistir, mas aí dissemos, 'vamos acabar logo com isso'".
"Jihad" não é a primeira música do SLAYER a ser interpretada como apologia ao radicalismo; antes houve "Angel of Death", que fala sobre Josef Mengele, um médico Nazista que realizou experiências em prisioneiros nos campos de concentração, a banda involuntariamente ganhou fãs entre os carecas Neo-Nazistas.
"A única coisa que fica martelando na minha cabeça é que se isso fosse uma história na CNN, não seria nada demais. Mas já que é o SLAYER cantando isso nas músicas, nós viramos o Anticristo", diz King, frustrado com tanta polêmica.
"(A música) não diz 'nós pertencemos à Jihad agora, vamos destruir a sociedade', mas você acaba pensando isso".
Leia a matéria na íntegra (em inglês) no Kansas City Star.
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