A revista Guitar World americana realizou uma entrevista com o guitarrista do METALLICA, Kirk Hammett, para sua edição de dezembro de 2008. Confira abaixo alguns trechos da conversa:
Guitar World: Um dos seus contemporâneos do thrash metal, Alex Skolnick do Testament, gravou alguns álbuns de jazz como Alex Skolnick Trio. Vocês já os ouviu?
Hammett: "Adoro os álbuns. Eu amo seu trabalho. O que o Alex está fazendo ao colocar o heavy metal em um contexto de jazz é completamente renovador. Sua versão da 'Detroit Rock City' me deixou perplexo; aquela música nunca soou melhor para mim. E quando você pensa sobre isso, os padrões antigos do jazz eram a música pop daquela época. Então Alex atualizou a noção do que é um padrão, e abriu para todas as músicas atuais para interpretação. A idéia de tocar Kiss ou Scorpions no estilo de Dave Brubeck é ótima e bem radical. Há muitas pessoas da Julliard que estão tocando 'Straight No Chaser' pela enésima vez, então está na hora de alguém tentar algo novo".
Guitar World: O que você acha que aprendeu do "St. Anger"?
Hammett: "Eu fiquei chocado com como as pessoas sentiram falta dos solos de guitarra e do meu modo de tocar no 'St. Anger'. Eu apenas pensei que não faria muita diferença. Na turnê, no entanto, pelo menos cinco pessoas me perguntariam todos os dias o porque de não ter solos de guitarra no álbum e se haveria solos no próximo disco. Para dizer a verdade, eu não tinha idéia que as pessoas consideravam esse aspecto, esse ingrediente, como uma parte tão grande de nosso som. Eu sempre me vi mais como a cobertura do bolo. Mas, cara, aquelas pessoas realmente gostam dessa cobertura! Eu aprendi que há uma assinatura no som do Metallica, e se nós sairmos muito dela, nossos fãs ficam impacientes, ou eles simplesmente não entendem, ou não percebem o sentido. Eu não to dizendo que isso é bom ou ruim: é só algo com que nós temos que lidar".
Guitar World: É um som que eles não conseguem com mais ninguém.
Hammett: "Há um pouco de verdade nisso. Nos anos 90, nós provavelmente passamos muito tempo desconstruindo esse som. Nós fizemos isso intencionalmente, mas nós simplificamos erroneamente. Junto disso veio qualquer coisa que estivesse nos influenciando naquela época. Mas eu concordo com você. Você não pode conseguir o Metallica se não for por a gente, e eu acho que as pessoas têm a impressão de que nós estávamos nos guardando apenas".
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Douglas Morita acha que se existem constantes em sua vida, uma delas definitivamente é o Metallica. Fã da banda desde que se conhece por gente, criou o site Metallica Remains em 1998 e considera o grupo como sua principal - porém, obviamente, não única - influência musical. Além do Metallica, tenta ouvir de tudo um pouco, sem se limitar a estilos ou rótulos.
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