Por Amy Sciaretto, traduzido por Nacho Belgrande.
O GUNS N’ ROSES, a despeito de qual encarnação, passou por vários empresários ao longo de sua existência. Algumas das equipes de empresários são mais famosas do que outras, como o chefão da indústria Irving Azoff, que foi processado por Axl Rose.
Mas Alan Niven talvez seja o mais interessante, já que ele foi o primeiro empresário do lendário grupo. Ele aceitou o emprego relutantemente em 1986, antes de a banda estourar e ficou no posto até ser despedido na véspera do lançamento de ‘Use Your Illusion’. Ele não falou muito sobre seu antigo emprego na imprensa nos 20 anos que se passaram desde sua surpreendente dispensa. Até agora.
O site-paródia METAL SLUDGE conseguiu apanhar Niven para uma longa entrevista, na qual ele diz que aceitou o emprego porque ninguém mais aceitaria. Ele admitiu, “Eu tinha feito uma pesquisa sobre o Guns N’ Roses, e claro, eles eram um desastre. Eu sabia no que estava entrando: metade da banda era viciada em heroína, e eles já tinham gasto 75 mil dólares em dinheiro sem nenhuma gravação decente para lançar. Eles deviam ter dinheiro, mas estavam totalmente falidos.” Não era exatamente uma receita de sucesso, especialmente já que a Geffen estava louca pra quebrar o contrato com eles.
Ele basicamente topou a empreitada quando seu amigo, um executivo da Geffen de nome Tom Zutaut, o chantageou emocionalmente, dizendo que seria despedido se não arrumasse um empresário pro grupo.
Quando Niven encontrou com a banda em uma casa no sul da Califórnia onde eles estavam morando e subseqüentemente fizeram com que o valor da propriedade despencasse como se fosse feita de merda, ele lidou com Izzy Stradlin quase desmaiando e Slash dando coelhos brancos para sua cobra tentando espantar Niven. Uma bela primeira impressão.
Então porque diabos ele aceitou o emprego?
Niven de fato fez com que as coisas mudassem, empresariando a banda do zero até lotar o Wembley Stadium na Inglaterra. Ele passou metade de sua vida no escritório ou na estrada, enquanto a banda excursionava com o The Cult, Mötley Crüe e Alice Cooper. A Geffen queria tirar a banda da estrada depois que ‘Appetite For Destruction’ vendesse 200 mil cópias, de modo a gravar um novo disco. Niven convenceu os poderosos do selo a darem mais tempo a ele, e ele sabia como chegar na MTV e fazer um gol. Ele disse, “foi necessário um esforço coletivo completo para chegar na MTV. Eu, David Geffen. Nós tentamos pela segunda vez. Eu fui até as pessoas na MTV, e eu disse, ‘Que porra é essa? A banda está obviamente conectando com as pessoas. ’ Porque eles continuam com música pop europeia e não dão uma chance pra esses caras?”
O resto é história.
Niven também revelou que Axl Rose tinha pânico de palco, e queria cancelar a marcante turnê da banda com o Aerosmith na época. Ele também forneceu uma perspectiva interessante de Rose – como frontman. Niven disse, “Ele não queria ir”, sobre a turnê com o Aerosmith. Foi um dos pontos de reviravolta da banda em sua caça pelo estrelato, mas as coisas não iam muito bem.
Ele continuou: “Naquela época, era bem evidente que ele tinha um tipo de fobia do palco. Ele é um cantor, e cantores têm que ir lá três, quatro vezes por semana, eles investem sua alma no que eles estão cantando. Os guitarristas têm algo nas mãos. Eles não estão nus. O cantor está ali, desnudado, e algumas vezes isso é difícil de fazer. Obviamente, Axl ainda tem problemas com isso porque ele ainda se atrasa.”
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Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.
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