Business: porque a música dos EUA ainda domina o mercado?

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Business: porque a música dos EUA ainda domina o mercado?

Postado por Nacho Belgrande | Fonte: Playa Del Nacho

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Matéria publicada em 30/10/12. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Por Paul Resnikoff, em Seul.

É uma pergunta muito antiga: se há música saindo pelo ladrão em todo canto do globo, porque a música estadunidense é tão popular mundialmente? Especialmente em um ambiente midiático sem fronteiras, e digitalmente liberado? E mesmo em países que tem mágoas profundas dos EUA, ou cujas culturas são radicalmente diferentes?

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Sentado no Starbucks em Seul, na Coreia, que fica bem do lado de um Dunkin’ Donuts, a pergunta fica difícil de evitar. Fora das óbvias diferenças de idioma, esse é igual a qualquer Starbucks de Los Angeles, até na música. Eu estou ouvindo a Norah Jones, Nancy Sinatra, e até mesmo Bobby McFerrin, mas nenhum cantor coreano.

Não que não haja música coreana por perto. Há k-Pop e PSY, claro, e muitas baladas coreanas açucaradas. Mas mesmo o canal de vídeos coloca Jay-Z, Alicia Keys, Beyonce e Britney Spears em alta rotação. Mude de canal para um jogo de beisebol coreano, e tocam Nickelback, e Earth Wind & Fire [sim] durante os intervalos. Assista ao torneio mundial comentado por coreanos, e rola 30 Seconds to Mars na vinheta de volta dos comerciais.

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Isso é mais profundo do que música tocando ao fundo: a cultura e a música pop estadunidenses estão sedimentadas profundamente nessa cultura – conscientemente ou não. Enquanto eu procurava por meu hotel, eu fui salvo por uma jovem que me guiou muito educadamente ao longo do labirinto de Seul. Ela estava trajando uma jaqueta verde com um logo do GUNS N’ ROSES nas costas, ainda que ela nunca tivesse ouvido falar do grupo. Eu disse a ela que era algo mais dos anos 80 e 90, mas um grupo lendário até hoje. ‘Que nem o Nirvana’, ela respondeu. Deixamos assim.

Você pode dizer que isso é algo isolado, mas a música estadunidense – e as celebridades anexadas a ela – viajam muito bem. Enquanto eu passeava pela França depois da MIDEM ano passado, eu comecei a conhecer os residentes locais. Quando os profissionais de mídia e da indústria foram embora, o hotel continuou tocando pop dos EUA sem parar: um motorista de limusine me mostrou fotos de quando ele conduziu membros do Black Eyes Peas pela cidade. O conciérge do hotel, que também trabalhava para uma empresa que faz reservas de iates, adorou me contar sobre concursos de xixi à distância de Diddy com bilionários russos na Riviera. Foram o ponto alto… sim, para os franceses.

Ela está inserida até em refúgios de viciados em drogas na Sibéria. Vice, da revista Edgy, certa vez levou suas câmeras para os prédios mais deprimentes e infestados de heroína da região, e a discussão acabou sendo sobre Rihanna. Os nóias estavam discutindo se gostavam da cantora, apontando para uma capa de revista. Como é que é?

Claro, a música estadunidense não é bem executada em todo canto, e não é como se outras culturas [como a do Reino Unido] não fossem bem exportadas também. Mas a estadunidense por vezes permeia os ambientes mais remotos, frequentemente com pouca ou nenhuma proteção contra a pirataria. É quase que como uma extensão dos próprios EUA: dizimados e desmoralizados, as grandes gravadoras ainda retem poder para lançar grandes astros musicais, mas sem habilidade para monetizar tudo isso devidamente. É difícil dizer se essa é uma máquina que ainda continuará funcionando ou o que acontecerá depois que ela quebrar.

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.

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