Matérias Mais Lidas

imagemEncontro entre Paul Di'Anno e Steve Harris resultou em "algo que será discutido"

imagemSteven Tyler dá entrada em clínica de reabilitação após sofrer recaída

imagemVital, o ex-Paralamas que virou nome de música e depois foi pro Heavy Metal

imagemMark Tremonti, do Alter Bridge, revela que é grande fã de lendária banda de metal

imagemMarcello Pompeu agradece mobilização de fãs

imagemO que Adrian Smith descobriu ao retornar ao Iron Maiden

imagemA opinião de Arnaldo Antunes sobre a competição interna que havia nos Titãs

imagemAs composições de Paul McCartney nos Beatles preferidas de John Lennon

imagemO clássico do Helloween que fez Angra mudar nome original de "Running Alone"

imagemShavo Odadjian, baixista do System Of A Down, conta quais álbuns mudaram sua vida

imagemRegis Tadeu explica porque Ximbinha é um dos melhores guitarristas do Brasil

imagemNicko McBrain, do Iron Maiden, mostra o seu novo (e enorme) kit de bateria

imagemNick Mason relembra a época que o Pink Floyd desastrosamente tentou tocar reggae

imagem"Eu não tinha ideia de quão grande o Maiden iria ficar", diz Bruce Dickinson

imagemA fundamental diferença entre Paulo Ricardo e Schiavon que levou RPM ao fim


Stamp

Povo compra, mas não ouve: fim da moda do vinil pode estar perto

Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Em 12/08/15

Um quarto dos jovens que compram discos de vinil nunca os ouve, diz uma pesquisa feita entre fãs ingleses em 2015.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Alguns de nós pode tomar isso como pilhéria ou um comportamento pretensioso, mas o futuro do vinil pode estar em sua habilidade em achar pontos de venda que transcendam sua função básica de formato musical.

Tendo perdido há muito a batalha do custo e conveniência para formatos rivais, o vinil, ainda assim, está desfrutando de seu revival mais prolongado desde a introdução do CD.

As vendas têm subido agudamente desde 2007, com um pico de 54% em 2014 – impulsionadas por cifras contabilizadas nos EUA, Reino Unido e Alemanha; ainda assim, o total de vendas é pífio se comparado ao montante total de venda de produtos musicais.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A varejista independente bretã Rough Trade tem tipificado as fortunas frívolas da mídia. A empresa cresceu na era dourada dos anos 80 com uma gravadora que contratava astros de renome mundial como os Smiths e uma famosa loja em Londres, onde artistas do primeiro escalão como o Talking Heads tocavam, o que levou a uma rede de distribuição global e novas lojas de Paris a Tóquio.

O império encolheu dramaticamente à medida que novos formatos surgiam. A rede de distribuição pediu falência em 1991, e as lojas fora do país fecharam.

Mas, após ter sido reinaugurada em 2007, a Rough Trade está indo muito bem novamente. A gravadora está contratando grandes nomes, e novas lojas têm sido abertas no Reino Unido e em NYC, sendo que esta última em um local enorme que se tornou a maior loja de discos da cidade, isso tudo em uma época na qual várias empresas do ramo, mesmo as solidificadas, estão fechando.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A manobra audaciosa se sustenta em prover um ‘terceiro lugar’ entre a casa e o trabalho, diz o coproprietário Stephen Godfroy, que outros formatos não teriam como oferecer.

"Esse era o papel original da loja de discos", diz Godfroy. "Ser mais do que um ponto de compras… um lugar de congregação para mentes criativas e independentes, um lugar que recompensasse a curiosidade com descobertas, apelando a todas as idades e gostos na música. "

O crescimento tem sido sustentado pelo preço decadente da música, acredita Godfroy.

"Nos últimos cinco anos, temos visto uma ressurgência particular graças ao acesso barato à música como se ela fosse um serviço público, e as gerações mais jovens estão descobrindo os méritos do vinil pela primeira vez.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

"Acessar música tornou-se virtualmente gratuito. Isso aliviou o valor derivado de possuir um artefato musical gravado, dos quais o vinil é o mais atraente. As gerações mais jovens, e atentas a formatos ouvem música em vários formatos e aparelhos, mas cada vez mais optam por investir em vinil quando se trata de suas gravações mais queridas, dado o valor sensorial único que o vinil tem. "

A Rough Trade tem procurado ampliar seu apelo através de parcerias comerciais amplas, mas cuidadosamente escolhidas, e suas lojas também abrem espaço para livros, bicicletas e até produtos para a pele.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

"Temos sido mais ousados quando se trata de redefinir o que uma loja de discos pode ser", diz Godfroy.

Mas o fim do vinil se avizinha?

A verdade é que o produto central disso tudo está sendo cada vez mais ameaçado por limitações logísticas. A produção de vinil depende de equipamento que não tem sido modernizado desde a era áurea e mão de obra capacitada é ínfima.

Há cerca de doze prensas de vinil nos EUA e um punhado na Europa, e elas têm que atender a toda a indústria, e à medida que a demanda cresce, os prazos de entrega podem levar meses.

Apenas duas empresas no mundo todo produzem o verniz necessário para masterizar um LP, uma das quais é mantida por um único homem no Japão. Quando sua empresa foi afetada pelo tsunami de 2011, a indústria também o foi.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

"Todo o setor é baseado em maquinário e tecnologias de 50 anos", diz Raik Hölzel, chefe do departamento de mídias sociais da Handle With Care, um fabricante de mídias de Berlin que se especializa em vinil. "A solução é investir no desenvolvimento de novas máquinas, mas não há tanto dinheiro no ramo para encorajar os agentes globais a investir nisso. Todo mundo está esperando ver como é que o mercado se desenvolve – 2015 pode ser o fim dessa euforia do vinil. Por enquanto, máquinas velhas significam mais lucros. "

As vendas sobre, mas estão mais espalhadas, com pedidos menores, diz Holzel, que encorajado pela proliferação do vinil em gêneros novos. A Orquestra Filarmônica de Berlin é um cliente novo. As vendas internacionais também têm sido fortes, e Holzel cita parcerias valiosas com selos do Reino Unido.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Um modo de compensar os problemas no volume tem sido variar o produto e lançamentos com novidades estão em ascensão – como capas elaboradas e vinis coloridos. Os fabricantes também recebem pedidos de variações bizarras, como LPs prensados em café, sangue e cinzas de crematórios.

"Esses detalhes são importantes agora, vemos muito mais edições limitadas", diz Holzel. "É importante para os reais entusiastas ter algo especial…. tentamos fazer lançamentos bem únicos."

Dado o custo relativamente alto do vinil e o tempo exigido para se manter uma coleção, seu futuro poderia ser um nicho de luxo, acredita Dominik Bartmanski, um sociólogo na Universidade Técnica de Berlin, e autor de "Vinyl: The Analogue Records In The Digital Age. "

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

"O vinil não tem como reconquistar o mercado mainstream, mas pode se manter como uma mídia relevante", ele diz.

"A música digital é incontestavelmente muito prática, e agora é um padrão, e, portanto, rotina no modo de consumir música no cotidiano. A música analógica exige atenção ritualizada mais elaborada. É rotina versus ritual.

"O vinil tem um potencial por ser um meio ‘ritualístico’ melhor… você não quer baixar seu prato favorito, você vai a um bom restaurante para saborear aquela comida. Certas experiências não são baixáveis ou possíveis de serem salvas em um HD."

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Se a moda dos vinis continuar, a indústria pode precisar de conhecedores, mais do que de consumidores.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Estúdios: Os 10 que você deve conhecer antes de morrer


Câncer na língua: entenda a doença de Bruce Dickinson


Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

Mais matérias de Nacho Belgrande.