O guitarrista do recém reunido EXTREME, Nuno Bettencourt, falou recentemente com a revista inglesa Classic Rock acerca do novo trabalho de estúdio do grupo, “Saudades de Rock”, e também sobre as motivações por trás desta volta da banda, entre diversos outros tópicos.
Classic Rock: Como foi voltar e escrever um novo álbum?
Nuno Bettencourt: "Foi interessante porque todos nós crescemos ao longo dos anos, e não crescemos apenas nos lados e frentes. Todos trouxeram coisas novas e diferentes à mesa. Musicalmente você é o que come, e nós estivemos comendo coisas bem distintas ao longo dos últimos dez anos".
Classic Rock: Como você classificaria a vibração do novo álbum?
Bettencourt: "É um daqueles trabalhos que as pessoas dirão: ‘sim, eles são uma banda de rock’. É como se você tivesse a etiqueta ‘banda de rock’ e todos aqueles elementos diferentes aparecessem em seu som. Com todas as bandas que amamos — QUEEN, LED ZEPELLIN — quando você ouvia um daqueles álbuns aquela jornada era maluca. Era rock ‘n roll porque tinha guitarras, mas ao mesmo tempo havia muitos altos e baixos. Sempre tivemos esses elementos, com mais funk, harmonias vocais, elementos acústicos. E tudo isso ainda está lá. É um disco de rock, mas também um pouco eclético".
Classic Rock: O EXTREME se reuniu algumas vezes há alguns anos. Esses shows foram a base para essa reunião completa?
Bettencourt: "Não tínhamos intenção de fazer isso em larga escala. ‘Reunião’ é uma palavra feia, porque soa como um movimento de marketing. Algo como ‘vamos nos reunir e fazer algum dinheiro, e depois vamos sair em turnê’. Sempre temi isso. Nunca fizemos nada no passado por dinheiro. E continuamos não fazendo isso. E por conta de nosso detrimento. Fizemos muitas decisões errôneas em termos de negócios. Negamos diversas turnês ao longo dos anos que nos dariam um dinheiro estúpido. Mas sempre disse ao Gary [Chreone, vocalista]: ‘Não quero voltar a menos que tenhamos uma razão para isso, a menos que estejamos inspirados de verdade para compor e ter algo para dividir com as pessoas’. Agora temos".
Classic Rock: Então você vê essa reunião como algo longo?
Bettencourt: "Sim, vejo. E acho que essa era uma das razões pelas quais não quis fazer isso antes, porque não me sentia desse jeito. Não estava com a cabeça no espaço certo".
Classic Rock: O que levou tantas bandas a se separarem na década de 90?
Bettencourt: "Diferentes opiniões a respeito da direção musical, na direção dos negócios. Mas mesmo nos separando, nunca nos odiamos".
Classic Rock: Qual a principal diferença do EXTREME de 1988 e o de 2008?
Bettencourt: "Provavelmente a quantidade de cabelo. Acho que você pode relacionar isso com sexo: quando você é jovem e sai pra se divertir com uma garota, é demais, mas provavelmente vai tudo acabar muito rápido. Mas agora você está mais maduro e há mais profundidade na relação. Acho que com este novo álbum você não o ouvirá apenas uma vez e esquecê-lo, ele vai bem mais fundo".
O novo trabalho do EXTREME chega às lojas em junho. A turnê mundial começa em julho. A banda também promete shows para a América do Sul.
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Formado em Jornalismo, 23 anos, fanático por Bruce Dickinson e seus comparsas no Maiden. O heavy metal surgiu na minha vida quando ouvi o vocalista da Donzela de Ferro em "Tears of the Dragon", em meados de 1994. Mas também aprecio a voz de pato bêbado do controverso Dave Mustaine, a simplicidade do Ramones, as melodias intrincadas do Helloween, a belíssima voz de Dio ou os gritos escabrosos de Rob Halford. A Whiplash apareceu em minha vida sem querer, acho que seus criadores são uns loucos amantes de rock e acredito que este seja o melhor site de rock do país, sem qualquer demagogia!
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