Antonio Pedro Fortuna: Parte da história do rock nacional

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Antonio Pedro Fortuna: Parte da história do rock nacional

Por Rodrigo Werneck e Rodrigo Araujo

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Tendo participado de algumas bandas de grande relevância no cenário rock brasileiro, o baixista e compositor Antonio Pedro Fortuna nos concedeu entrevista exclusiva, na qual fala sobre seus trabalhos com Sergio Dias e Os Mutantes, Raul Seixas, Arnaldo Baptista, Lulu Santos e Unziôtru, Lobão e Blitz, entre outros.

Fotos: Arquivo pessoal Antonio Pedro

Como e quando foi o seu primeiro contato com música? Quais as bandas e artistas que te chamaram a atenção primeiro, e que te influenciaram a começar a tocar?

Ouvia música pelo rádio ou em discos que meu pai comprava. Quando surgiram os Beatles, ficou claro pra mim que era isso que eu queria. Gostava também dos Stones. Depois, Cream, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, etc.

Antonio Pedro atualmente

Qual foi o seu primeiro instrumento? Você teve aulas ou aprendeu por conta própria?

Já tinha um violão na minha casa, depois tive uma guitarra Giannini. O primeiro baixo que toquei era emprestado e era um Giannini sem trastes. Tive algumas aulas de violão, mas acabei desenvolvendo o baixo por conta própria. Mais tarde estudei música e piano e contrabaixo acústico.

Qual o seu primeiro trabalho como músico?

Fiz minhas primeiras apresentações na banda cover "Os Mesmos". Tinha uns 15 anos.

Como foi o seu período no Veludo Elétrico? Foi lá que você conheceu o Rui Motta (baterista) e o Túlio Mourão (tecladista), com quem tocou depois nos Mutantes?

Já conhecia o Rui Motta e tinha tocado com ele em algumas oportunidades. Quando voltei de Londres, ele me chamou para a banda, que estava sem baixista. Conheci então Lulu Santos (guitarra, vocal), que depois virou meu parceiro. O Túlio eu também já conhecia da época dos estudos musicais no Instituto Villa Lobos. A minha fase na banda foi pequena, já que logo depois os componentes foram para Os Mutantes.

Como você foi chamado para se juntar aos Mutantes?

Eu já tinha ido umas vezes na casa do Sergio (Dias, guitarra e vocal) em SP para ver ensaios. Quando Liminha (baixista) saiu e a banda já morava no Rio, foi a oportunidade perfeita.

Os Mutantes no sítio em Itaipava: Rui Motta, Antonio Pedro, Túlio Mourão, Sergio Dias

Quais eram as principais influências da banda na época? Eram mais do rock progressivo inglês, ou do fusion?

Era uma mistura. Tinha esse lance do progressivo, Yes, Pink Floyd. Tinha o fusion da Mahavishnu. Tinha Lou Reed, Deep Purple e outros. Além da experiência de vida aqui no nosso país.

Como rolava o processo de composição? Era tudo planejado e ensaiado antes, ou rolava mesmo de muita coisa pintar na hora da gravação?

Algumas músicas eram apresentadas pelo compositor e a banda desenvolvia o arranjo. Outras eram criações coletivas de música e letra. Nas gravações oficiais já estava tudo resolvido e ensaiado. Mas sempre tinha um espaço para uma idéia nova.

Fala-se muito que boa parte das gravações e ensaios na época rolavam sob o efeito de drogas. Isso era um fato? O Sergio Dias comentou em entrevistas que o "A e o Z" foi gravado totalmente sob o efeito de drogas, mas não o “Tudo Foi Feito Pelo Sol”...

Ele já comentou algumas vezes q o TFFPS foi gravado sob o efeito do LSD. Era comum, na época, os músicos fazerem essa "viagem".

Você teria comentado no Orkut que a faixa que daria o título ao TFFPS era pra ser outra. Você se recorda de qual seria essa música?

Existiam duas músicas com o mesmo tema (o sol). Ambas eram lentas e contemplativas. Eu dei força para gravarmos a que ficou conhecida. A outra acabou esquecida.

Vocês chegaram a fazer muitos shows com essa formação? Como era a química entre vocês ao vivo, rolava muito improviso?

Fizemos shows do Rio Grande do Sul até a Bahia. Os mais memoráveis foram as temporadas do Teatro Bandeirantes em SP e do Tereza Raquel no Rio. A química era ótima. O repertório estava em constante desenvolvimento. É só ouvir o disco de Londrina (pirata) para encontrar ali versões ótimas e desenvolvidas de músicas como “Cavaleiros Negros” e “Eu só penso em te ajudar”.

Há uma boa quantidade de músicas dos Mutantes dessa época que nunca foram oficialmente lançadas, mas que vocês tocavam em shows (algumas delas chegaram a aparecer em discos piratas). Entre elas: "Santo Graal", "Sempre Foi Assim", "Quero Escutar o Som" (essas 3 estão naquele pirata de Londrina), e mais "Preciso de Amor", "Você Aqui", mais uma outra sem título conhecido ("Todas as Manhãs"??). O que você poderia nos falar sobre cada uma delas?

Eram músicas que certamente entrariam num futuro disco, que acabou abortado. "Santo Graal" era do Túlio. Eu entrei com umas frases de baixo e umas modulações, e virei parceiro. "Sempre foi assim" é típica do Túlio. Uma música suave que ganhou um arranjo mais pesado e roqueiro. "Eu quero escutar o som" é bem legal. É do Sergio e tem uma intervenção de baixo com wah-wah e distorção. "Preciso de amor" é minha e do Sergio, ao estilo de "Tudo bem". Era uma música nova que estava em desenvolvimento. Eu a batizaria de "Tudo no ar". "Você aqui" (Sergio) e "Todas as manhãs" (Túlio) eram músicas suaves e melodiosas.

Existem registros pessoais, por exemplo, da temporada de shows no Teatro Tereza Rachel, no Rio. Qual a sua impressão do caminho que a banda vinha seguindo?

As gravações, como um todo, mostram que a banda mudava aos poucos de rumo, e que estava indo mais na direção de um rock com mais pegada de um Deep Purple (por exemplo), do que de um Yes. “Cavaleiros Negros” já apontava nessa direção e na gravação tem "Preciso de amor”, “Eu quero escutar o som”, e “Sempre foi assim", que confirmam a tendência.

Mas a banda continuava apresentando passagens instrumentais interessantes, como em "Você aqui" e "Eu quero escutar o som", que tem um solo de baixo com outros elementos, e mais criativo do que o solo no disco (pirata) de Londrina.

A "Santo Graal" é uma composição do Túlio que freqüentava o repertório da banda. Em algum episódio, você comentou que quando chegou nos ensaios tinha uma música que quase entrou no TFFPS. Seria essa?

O que eu lembro é que dei força para a mudança da música-título e também para tirar uma instrumental e colocar "Eu só penso em te ajudar". A música instrumental que ia entrar no TFFPS não era “Santo Graal”.

Por que essa formação não durou mais tempo? Como ocorreu a sua saída?

O showbiz por aqui era muito devagar. Trabalhávamos muito e ganhávamos pouco. E ainda tinham os empresários, que costumavam nos roubar. Mas teve um episódio que ajudou a acelerar o fim daquela formação. Fomos convidados para a abertura da Tenda do Calvário, local para shows ao lado da igreja do Calvário, em SP. Acontece que o local estava sendo vigiado pela polícia, devido a denúncias de que os organizadores estavam usando drogas no local. Na tarde do dia da inauguração, estávamos lá passando o som quando a polícia chegou e levou todo mundo, inclusive nós. Foi muito desgastante. Pouco depois, eu e Túlio pedimos as contas.

Você também participou do LP do Tim Maia de 1976, num esquema em que havia um baixista titular tocando as bases e você com um distorcedor tocando um segundo baixo. Como foi que surgiu essa idéia, algo meio inovador para a época?

Foi realmente uma ousadia do Tim e nossa gravar um disco com 2 baixos e 3 guitarras, além dos usuais: teclado, bateria, percussão, 3 vocais, e ainda cordas e metais. Poderia embolar tudo, mas o resultado foi ótimo. Virou uma "cozinha" gigante, cheia de swing. Usei um pedal Funk Machine, que tem aquele efeito "Q", um tipo de envelope sensível à dinâmica do toque. Mais força é igual a mais ação do efeito. Era o máximo naquela época do slap. Larry Graham usava, e outros.

Tim Maia e banda, incluindo Antonio Pedro no baixo

Além desse disco com o Tim Maia, você chegou a trabalhar com o Raul Seixas nessa época. Como foi isso?

Ele estava lançando o disco "O dia em que a terra parou". Liminha me chamou para tocar nas temporadas do Rio e SP, e mais alguns shows. Tocar com ele era "emocionante", porque além da criatividade, Raul costumava se empolgar e sair malhando o regime. E como era comum ter algum "olheiro" na platéia, às vezes sujava e tínhamos que sair de fininho.

Como rolou o lance do Unziôtru? Interessante você ter tocado com o Sergio Dias e logo depois com o Arnaldo, irmão dele...

O Arnaldo (Baptista, teclados e vocal) era um amigo que ia a Itaipava, no nosso sítio, e também tocava em alguns shows dos Mutantes da minha época. Eu e Lulu (Santos, guitarra e vocal) desenvolvíamos um trabalho meio black no Rio e quando Arnaldo veio morar aqui resolvemos juntar as forças.

Unziôtru: Lulu Santos, Antonio Pedro e Arnaldo Baptista

Por que a banda durou tão pouco tempo, sem ter deixado registro gravado?

A banda fez meia dúzia de shows e Arnaldo voltou para SP. Mas eu e Lulu continuamos e várias daquelas músicas foram gravadas no começo da carreira solo dele.

Antonio Pedro com a Blitz em show no Canecão (RJ)
Depois disso, você foi direto para a Blitz?

Continuei gravando e fazendo shows com Lulu. A banda era eu, ele e Lobão (baterista). Até que Lobão me chamou pra tocar com Marina Lima e depois na Blitz, que estava no começo. Nessa época fiz também uns trabalhos com a Gang 90, e gravei o primeiro disco solo do Lobão.

Como surgiu a idéia da Blitz, quem foi o artífice?

Lobão fazia uma temporada com Marina Lima no Teatro Ipanema. Depois dos shows ele, Ricardo Barreto (guitarrista) e Evandro (Mesquita, vocalista) ficavam fazendo um sonzinho e foram surgindo umas músicas. Lobão batizou a banda, e fizeram algumas apresentações até que pintou o Circo Voador do Arpoador. Aí eu fui chamado para dar uma repaginada no repertório. As meninas (Fernanda Abreu e Márcia Bulcão, vocalistas de apoio) entraram para aumentar a graça e o visual, e então foi aquela explosão que sacudiu o país.

Vocês ajudaram a definir e a criar aquele estilo de rock brasileiro dos anos 80, um rock mais despojado e irônico, com composições mais diretas e arranjos sem tanta preocupação com vôos instrumentais. Como você vê esse processo com uma perspectiva de 25 anos à frente?

Acho que foi um momento necessário para a música brasileira. O cenário estava parado com aqueles medalhões de sempre dando as cartas. Na verdade, a base musical da banda (eu, Ricardo, Evandro e Lobão) vinha dos anos 70, e tínhamos embasamento para começar o movimento que depois foi seguido pelos mais jovens. Com relação ao estilo, mais direto e ligado ao humor, tínhamos realmente a preocupação de não complicar e não nos estender demais para chegarmos mais facilmente ao grande publico. Alias, Os Mutantes do começo também faziam canções curtas, sem muita preocupação com o instrumental, e cheias de humor e ironia.

Foi uma surpresa para vocês a grande receptividade que tiveram? Ou havia uma expectativa (não me refiro a desejo) grande de sucesso?

Estávamos preparados para matar ou morrer. Sabíamos que esse projeto do Arpoador (Circo Voador) poderia ser o último da banda, já que todos tinham outros trabalhos paralelos e não tinham tempo pra perder. Mas a banda demonstrou um carisma muito forte, começou a atrair muita gente para os shows. Daí para o sucesso foi um pulo. Mas não deixou de ser uma surpresa, afinal tudo poderia ter terminado ali no Circo.

Como foi a participação da banda no Rock In Rio em 1985?

O Rock in Rio foi um marco. Um projeto realmente grande. No primeiro show tivemos um problema de som e foi difícil ir até o fim, mas no segundo tudo deu certo e acabou nos rendendo convites para apresentações na Argentina e também na Europa. A banda ao vivo sempre rendeu bem e tinha muito mais peso do que nos discos.

Por quanto tempo você permaneceu na banda? Quais foram as maiores contribuições suas para a Blitz (hits, etc.)?

Estive desde o começo em 81 até o fim em 86. Quando ouvi pela primeira vez "Você não soube me amar" percebi logo que era um hit. Ainda tinha uma forma tosca. Além da linha de baixo, eu coloquei o dialogo inicial no tempo da música e dei outras sugestões. Fiz coisas parecidas em outros sucessos como "A 2 passos do paraíso", "Weekend", etc. E sou co-autor de "Mais uma de amor" (Geme, Geme), “Betty Frígida”, “Egotrip”, “Dali de Salvador”, “Eu só ando a mil”, “Blitz Cabeluda”, “Meu amor que mau humor”, “Malandro Agulha”, e outras.

Algum outro projeto de destaque após isso?

Ajudei a formatar o selo Niterói Discos, fundei o Cidadão da Terra, tive músicas gravadas por Lulu Santos, Milton Guedes, fiz um estúdio, tive 3 filhos, etc. Participei também de um retorno da Blitz entre 94 e 97, que rendeu mais uns discos de ouro. Tenho oito, incluindo ouro e platina.

Antonio Pedro em casa, hoje em dia

Hoje em dia você se dedica mais a compor do que a tocar em estúdio e ao vivo, certo? Isso te satisfaz plenamente?

Satisfaz em parte. Já levei muito banho de empresário, não gosto mais de virar noites. Enfim, me adaptei a um novo momento. Só faço o que quero e assim consigo mais espontaneidade e prazer no que faço. É chato ficar tocando as mesmas músicas em shows durante anos. Acho legal mudar, arriscar, não ter compromissos. Estou fora da mídia, mas muita gente boa também está. O mercado brasileiro não pode ser comparado ao americano, por exemplo. Está todo mundo indo para o independente. É isso aí, independência ou morte (risos).

Como foi o episódio do retorno frustrado da versão 74-76 dos Mutantes? Chegaram a rolar alguns ensaios no estúdio do Sergio Dias na Granja Viana, em Cotia (SP), não foi?

É verdade. Foi um encontro espontâneo, que me trouxe muita alegria e a todos também. Foi legal a gente se encontrar pra tocar 30 anos depois do “Tudo Foi Feito Pelo Sol”. Todos maduros, com saúde e histórias pra contar.

A química entre vocês permaneceu intacta após todos esses anos?

Na primeira ida a SP ficamos dois dias tocando ser parar, improvisações de 10, 15 minutos, todos rindo e felizes com o momento. Na segunda, começamos a compor e gravar. Nota 10 em química.

Qual a sua opinião sobre essa reunião com a participação da Zélia Duncan?

Então, a nossa reunião foi interrompida pelo convite do Barbican para uma apresentação dos Mutantes tropicalistas (Arnaldo, etc.) numa mostra sobre o Tropicalismo em Londres.

Acho que Sergio fez certo em aceitar o convite. Também foi bom pro Arnaldo. Quanto à Zélia, acho ela muito talentosa.

Existe alguma possibilidade de vocês retornarem ao projeto de ressuscitar o Mutantes do TFFPS?

O disco tem uma legião de admiradores e não digo ressuscitar, mas esse disco merece ser um dia celebrado. E acho que essa chance existe.

Algum outro plano seu para o futuro? Algo mais que queira complementar?

Estou amadurecendo o projeto de um disco solo. Uma parte terá leituras de minhas músicas gravadas principalmente por Mutantes, Blitz, Lulu e Lobão, e parte com músicas inéditas feitas principalmente com um antigo parceiro poeta, que não vou revelar para que outras pessoas não venham com a mesma idéia.

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Sobre Rodrigo Werneck

Carioca nascido em 1969, engenheiro por formação e empresário do ramo musical por opção, sendo sócio da D’Alegria Custom Made (www.dalegria.com). Foi co-editor da extinta revista Musical Box e atualmente é co-editor do site Just About Music (JAM), além de colaborar eventualmente com as revistas Rock Brigade e Poeira Zine (Brasil), Times! (Alemanha) e InRock (Rússia), além dos sites Whiplash! e Rock Progressivo Brasil (RPB). Webmaster dos sites oficiais do Uriah Heep e Ken Hensley, o que lhe garante um bocado de trabalho sem remuneração, mais a possibilidade de receber alguns CDs por mês e a certeza de receber toneladas de e-mails por dia.

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