Em 26/08/2007 | Kiss: "o dinheiro manda", diz Eric Singer

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Kiss: "o dinheiro manda", diz Eric Singer

Traduzido por Cleber Monteiro | Fonte: Blabbermouth

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O baterista Eric Singer foi recentemente entrevistado na 21º NY/NJ Kiss Expo pelo Rock & Roll Comic C.C. Banana. Em partes séria e em partes cômica, a conversa foi transcrita e agora está disponível online. Assuntos incluem o baterista original do KISS, Peter Criss, as várias contratações e dispensas de Eric da banda e os experimentos de Ace Frehley com Viagra.

C.C. Banana: Você se tornou parte da "família Kiss" por tocar bateria para Paul Stanley em sua primeira turnê solo em 1989. Como conseguiu essa chance, e na época havia alguma pista de que você estaria sendo considerado pra preencher a vaga de baterista no Kiss?

Eric Singer: "Bem, naquela época eu estava em Nova Iorque gravando um álbum com o BADLANDS. Eles tinham a mesma gerência que o cara que tocava baixo na turnê solo de Paul, Dennis St. James, cujo nome verdadeiro é Dennis Feldman... por que os caras judeus no ramo da música sempre tentam americanizar seus nomes (clara referência a Gene Simmons, cujo nome real é Chaim Witz)? De qualquer forma, Dennis mencionou aos empresários que Paul Stanley estava planejando uma turnê solo e precisava de um baterista. Até então, eu já tinha terminado de gravar minhas partes com o Badlands e eles me mandaram ao escritório da gerência do Kiss, que ficava literalmente na esquina do meu hotel. Lá eu conheci Paul e dei a ele alguns dos CDs nos quais eu tocava. Ele na verdade me contratou baseado apenas naquelas credenciais. Sendo realista, eu não tinha razão para pensar que ia acabar tocando bateria para o KISS por que Eric Carr ainda estava na banda naquela época. No ano seguinte, o Kiss fez a turnê do 'Hot In The Shade' e apenas um ano depois Eric Carr ficou doente. Foi quando eles me chamaram para tocar bateria em 'God Gave Rock 'n' Roll to You' para a trilha de 'Bill & Ted's Bogus Journey' (conhecido por aqui como "Bill & Ted - Dois Loucos no Tempo"). Depois disso, eles começaram a me considerar para a banda e para o próximo álbum, que seria o 'Revenge'".

C.C. Banana: Em 1995, foi você quem sugeriu a Gene e Paul que eles deveriam deixar Peter Criss tocar com a banda em uma das convenções oficiais do KISS. Isso liberou uma cadeia de eventos que acabaram levando à reunião da formação original do KISS, fazendo você e Bruce Kulick serem despedidos. Fazendo um retrospecto desta situação, como se sente hoje?

Eric Singer: "Bem, foram Gene e Paul que me disseram que Peter queria vir para a convenção com sua filha. Eles queriam saber se eu ficaria desconfortável com isso. Eu disse a eles que não somente não ficaria desconfortável mas que eles deveriam deixar Peter tocar. Isso resultou na filmagem do 'MTV Unplugged' que por fim resultou na reunião completa. Mas eles ainda não tinham idéia de como as coisas iam ser com Ace e Peter. Então, se a reunião não funcionasse e a turnê não fosse bem sucedida eles já tinham o 'Carnival Of Souls' na manga e ainda tinham eu e Bruce na reserva. Por isso eles nos mantiveram na folha de pagamento, éramos tipo um 'Plano B', em último caso era só continuar de onde haviam parado. Essa parte não foi tão ruim pois ainda estávamos ganhando enquanto eles estavam lá fazendo a reunião".

C.C. Banana: Eles estavam te pagando o suficiente para que valesse à pena ficar "marcando" sem fazer nada enquanto o KISS estava em turnê sem sua presença?

Eric Singer: "Bem, eles estavam faturando milhões enquanto nós estávamos em casa apenas recebendo cheques de pagamento! Até que um dia recebi uma ligação de Gene... eu acho que por volta de julho de 1996. Ele ligou para dizer que o KISS estaria vindo para Los Angeles em breve para tocar no Forum e que nós devíamos nos juntar para um encontro. Eu soube logo ali que eu estava pra ser despedido! No dia seguinte, eu coloquei um anúncio vendendo meu carro".

C.C. Banana: Em 2001, você recebeu um convite para retornar ao KISS na parte final da então chamada "Farewell Tour" (traduzindo livremente, "Turnê do Adeus"), substituindo Peter Criss para as datas no Japão e Austrália. Como foi a sensação de colocar a maquiagem e a roupa e tocar com a formação clássica do KISS naquele primeiro show?

Eric Singer: "Na verdade, a primeira vez que eu me maquiei foi para a primeira sessão de fotos. Paul foi quem fez a maquiagem, pois eu não sabia que diabos eu estava fazendo. Dali em diante eu mesmo a fiz, e agora estou totalmente acostumado. Mas sim, a primeira vez que eu usei a maquiagem antes de um show foi meio que bizarro. Nossos primeiros shows foram no Japão e não tínhamos feito nenhum ensaio de produção usando maquiagem. Eu só lembro de olhar para o palco durante o show e pensar 'wow, aquele é Gene Simmons... esse é Ace Frehley... Paul Stanley... e eles estão todos de maquiagem... e eu estou tocando bateria!'. Parecia uma viagem de ácido".

C.C. Banana: Eles te deram sua própria roupa ou fizeram vc usar as velhas e "fedidas" de Peter?

Eric Singer: "Não, eles me fizeram uma nova. Peter e eu somos do mesmo tamanho, mas temos constituição física diferente. As botas serviam quase perfeitamente, mas a roupa de Peter é um pouco maior no meio e eu sou um pouco mais magro. Apesar que no momento eu estou um pouco rechonchudo, então acho que agora não serviria em nenhuma das duas!"

C.C. Banana: Eles te deixaram ficar com a roupa ou eles o fizeram devolvê-la no final da turnê?

Eric Singer: "Não, eu a guardei! Eu sou esperto, fiz que isso fosse uma parte do meu acordo! Na verdade eu tenho duas roupas completas".

C.C. Banana: Já usou a roupa apenas para diversão? Algo como o Halloween ou festas nos finais de semana?

Eric Singer: "Hum... não".

C.C. Banana: Em 2003, você foi chutado da banda de novo quando Peter retornou mais uma vez para a "World Domination Tour" com o AEROSMITH e para a gravação do "KISS: Symphony". Na época você ficou tão puto que jurou nunca trabalhar com o KISS de novo, e mesmo assim aqui está você de novo. O que te fez mudar de idéia? Não se sente sempre em segundo plano?

Eric Singer: "Ah, eu estou sempre em segundo plano! Mas quer saber de uma coisa? Segundo plano ou não, pelo menos eu consigo comer! E a razão pela qual voltei... você sabe que Gene assina seus autógrafos com um grande sinal de dólar? Por isso. O dinheiro manda. Resumindo, eu toco bateria para viver e eu gostando disso ou não, ainda são negócios. Gene vai te dizer a mesma coisa. Não é 'companheiros de música', é 'negócios de música'. Então, eu não tenho arrependimentos".

C.C. Banana: Você já esteve alguma vez na presença de Peter Criss usando a maquiagem de Peter Criss?

Eric Singer: "Ainda não. Mas ainda há tempo".

C.C. Banana: Você já recebeu um beijo de um membro do KISS?

Eric Singer: "Ace pode ter tentado me beijar em alguma ocasião. Eu lembro Paul me contando que uma vez nos velhos tempos eles estavam todos sentados no camarim e sabe-se lá por que Peter foi até Ace e colocou seu pau no ombro dele! Então Ace se virou e o beijou (referindo-se ao pênis de Peter)!"

C.C. Banana: Lembre-se - não ponha seu pau no ombro de Ace.

Eric Singer: "Uma noite, antes de um show do KISS, ele tomou viagra por que queria que seu pau estivesse duro durante o show. Quando eu perguntei o motivo, ele disse, 'para as pessoas me verem ficar duro usando a roupa'. Ele até tentou cheirar isso uma vez!"

C.C. Banana: Ace Frehey cheirou Viagra?

Eric Singer: "Sim! Ele achou que ia chegar ao seu sistema mais rápido. Então Ace cheirou o Viagra... mas você sabe o que aconteceu? Seu nariz ficou inchado ao invés disso. A história é verdadeira! Quando conto essas coisas as pessoas acham que eu estou mentindo ou aumentando. Mas é tudo absolutamente verdade. Qualquer um que já tenha trabalhado com Ace irá confirmar. Você nunca vai conhecer outra pessoa como ele".

A matéria completa (em inglês) pode ser vista neste link.

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Sobre Cleber Monteiro

Nascido em 87,estudante de Publicidade e técnico em automação comercial. Nas horas vagas, toca guitarra nas bandas E.N.D. e Freak e vale dizer que sonha em seguir carreira profissional na música, assim como seus ídolos. É loucamente apaixonado pela namorada e ama seus amigos. Maiden-maníaco há mais de 10 anos (sim,desde molequinho), aprecia a boa música, independente do estilo ou vertente. Algumas bandas essenciais (além da já citada) - Faith No More, Nevermore, Cannibal Corpse, Kreator, Angra, Harem Scarem, Sepultura, Slayer. Ídolos supremos - Bruce Dickinson, Mike Patton, Dimebag Darrel e Warrel Dane.

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