“Stabbing The Drama” foi um CD importante para o Soilwork. Se não agradou a todos os fãs, resgatou boa parte da força da banda, que não estava tão presente em “Figure Number 5”. Após vários shows e um 2006 atribulado, conversamos com o vocalista Bjorn “Speed”, para falar sobre a resposta ao novo CD, e planos para o futuro. Veja abaixo o papo na íntegra.

Mundo Rock - A banda terá um ano atribulado, com shows e participações nos festivais europeus. Vocês planejam começar a gravar algo ainda este ano?
Speed - Não. Fizemos quase 150 shows ano passado e paramos três meses. Vamos retomar a rotina agora e a princípio pensamos em começar a trabalhar num novo álbum a partir de novembro.
Mundo Rock - “Stabbing The Drama” foi bem recebido pela crítica, mas alguns fãs não gostaram do CD. Como você analisa a resposta ao mesmo?
Speed - Foi boa. Conseguimos resgatar parte da intensidade que não colocamos em “Figure Number Five”. É um álbum mais pesado, mas intenso e diversificado. Acho que essa diversidade é que pode ter causado algumas diferenças e respostas mais controversas.
Mundo Rock - Algo bem similar aconteceu com o In Flames quando lançaram “Soundtrack To Your Scape”. Vocês chegaram a ser comparados a eles?
Speed - Talvez alguma coisa no estilo musical, mas não nas letras. Eles têm um engajamento político bem mais intenso, e eu não sou chegado nisso. Além do que nossos “backgrouds” são diferentes. Mas concordo com a comparação em alguns momentos.
Mundo Rock - Você e Thomen Stauch (ex-Blind Guardian, atual Savage Circus) estão com um projeto novo. O que você pode nos adiantar sobre este álbum?
Speed - Será pesado. Thomen é gente boa e um grande amigo. Será uma mistura de Soilwork e Bling Guardian, com mais toques de metal. Gravaremos em dezembro e planejamos lançar o CD em 2007. Estou muito feliz com isso, porque planejo trabalhar e desenvolver muito meus vocais neste projeto, e isso será ótimo para o Soilwork.
Mundo Rock - E eu li que você tem se apresentado com uma banda de blues. Você acha que isso pode influenciar em algo seu posicionamento com o Soilwork?
Speed - Blues no Soilwork? Acho que não. Mas esses projetos são ótimos para mim como vocalista, porque me permitem trabalhar em diferentes linhas vocais, o que me deixa super satisfeito. É como voltar as raízes, porque o rock tem raízes no blues, e esse desafio me deixa super satisfeito.
Mundo Rock - De 1999 em diante, algumas bandas como Soilwork, In Flames e Children Of Bodom começaram a flertar com linhas melódicas em suas músicas, antes mais chegadas para o death metal. O que você pode comentar sobre isso?
Speed - Acho algo bem natural. Desde o começo, e falo por nós, sempre pensamos em mesclar estes estilos. Não queria apenas gritar, e sim cantar. Não fizemos isso para vender mais, mas se aconteceu melhor ainda. Acho que o mesmo pode ser dito sobre o In Flames e o Bodom. Se você notar, é algo natural. Pode ajudar a vender mais? Sim, é claro! Mas não é algo intencional.
Mundo Rock - “Figure Number 5” é considerado um CD marcante par ao Soilwork, pelo seu conteúdo e pelas mudanças ocorridas na sonoridade. Como você o analisa agora? Seria o seu favorito?
Speed - Não... não realmente. É um bom CD, com boas músicas e um bom trabalho de guitarras. Mas senti falta da intensidade que o novo CD trouxe de volta. Acho que o verdadeiro Soilwork é o que você ouve quando põe “Stabbing The Drama” para tocar.
Mundo Rock - Como foi tocar no palco secundário do Ozzfest?
Speed - Uma doideira. O mais difícil era acordar cedíssimo e tocar às 10 da matina. As pessoas estavam acampadas por perto, e era louco demais. Mas foi muito legal. Foi uma nova época para a banda, aonde visitamos novos territórios. Foi muito bom.
Mundo Rock - E você chegou a presenciar a confusão entre Bruce Dickinson e Sharon Osbourne, que culminou na polêmica apresentação do Maiden recebendo ovos e tendo o som cortado?
Speed - Cara... acredita que não vi? (Risos). Para mim foi um “freakshow” (Risos). Estava fora do local, mas me assustei quando me contaram sobre isso. Me lembro de ficar perguntando “O que? Ela fez isso mesmo?” umas dez vezes. Um horror, uma sacanagem das grossas.
Mundo Rock - Os festivais de metal estão voltando a ter força no Brasil. Algumas bandas como o Children Of Bodom tocaram aqui anos atrás. O Soilwork chegou a ter propostas para tocar aqui?
Speed - Ainda não tivemos, mas isso tem que acontecer. Nosso manager está tentando, e espero que na próxima turnê isso possa se concretizar. Não mediremos esforços para isso.
Mundo Rock - E há planos para algum DVD no futuro?
Speed - Sim... certamente. Pensamos em fazer algo bem grande. Um show completo com documentário e entrevistas. O show foi gravado recentemente, e antes do novo CD pensamos em soltar um pacote completo.
Mundo Rock - Ok Speed, obrigado pela entrevista. Este espaço é seu para deixar uma mensagem para os fãs do Soilwork que visitam o portal Mundo Rock?
Speed - Obrigado... desculpem-nos por não termos tocado no Brasil, mas queremos. Podem ter certeza que daremos um jeito.
Site Oficial: http://www.soilwork.org
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Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?
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