
Por André Toral
WHIPLASH - Conte-nos um pouco da história do Claustrofobia.
Claustrofobia / A banda começou em 1994 na cidade de Leme (interior de SP), com o objetivo de fazer composições próprias e crescer no cenário do metal. Depois de algumas formações a banda se estruturou em 1996 e se mantém a mesma nos dias de hoje.
WHIPLASH - O que o primeiro CD representa para a banda e o público banger em geral?
Claustrofobia / Graças a DESTROYER, que resolveu dar essa oportunidade para a banda, esse primeiro CD foi fruto de muito trabalho, seriedade, dedicação e amor ao metal. Quanto ao público, a receptividade está sendo melhor do que esperávamos; quem for verdadeiro vai respeitar nosso trabalho mesmo não curtindo o estilo.
WHIPLASH - Para a produção do primeiro CD, o Claustrofobia trabalhou com Marcello Pompeu (Korzus) e o resultado ficou excelente. Vocês pensam que é importante contar com pessoas que sejam “do ramo”?
Claustrofobia / Totalmente, porque são pessoas que estão dentro do metal há muitos anos e conhecem muito bem o estilo.
WHIPLASH - Existe muito thrash, fúria e peso. Como o Claustrofobia chegou ao ponto de ter, finalmente, captado toda essa essência?
Claustrofobia / Curtindo as bandas verdadeiras do metal e muita dedicação ao som pesado, que para nós é uma “arte” e está no sangue.
WHIPLASH - As letras abordam problemas sociais, como em “Pivete”, “Old World”, “Terror and Chaos”, “Tabaco”, etc. De que forma houve a ligação entre este fato e a fúria contida no CD?
Claustrofobia / Nossas letras abordam tudo o que há de podre nesse mundo e por isso aproveitamos para mostrar nossa revolta, que já nasce dentro de todos nós. É só você assistir a um telejornal que todos vão saber do que estamos falando e pensando.
WHIPLASH - Aliás, a letra de “Tabaco” diz: “Um antes e um depois do jantar - Se pelo menos desse alguma loucura - Valia a pena gastar”. Isso já gerou algum tipo de entendimento distorcido por parte de fãs ou mídia?
Claustrofobia / Cada um interpreta do jeito que quiser...
WHIPLASH - “Selva Urbana”, considerando todos os grandes centros, seria uma referência exata a São Paulo?
Claustrofobia / Para nós é uma referência a São Paulo pelo fato de vivermos aqui, mas serve para todas as cidades que se encaixam no tema.
WHIPLASH - Não é muito fácil identificar influências da banda no CD. Diga-nos quais são.
Claustrofobia / Todas as bandas clássicas do metal: Slayer, Iron Maiden, Pantera, Sepultura, Metallica das antigas, Napalm Death, Cannibal Corpse, etc., mas cada um também possui influências pessoais de outros estilos.
WHIPLASH - Junto com o Claustrofobia temos o Andralls, Dust From Misery, Noisekiller e Panzer, destilando uma metal vigoroso e pesado. No Brasil, onde no momento temos muitos estilos infiltrados, o thrash está retornando com força para o topo?
Claustrofobia / Se depender do Claustrofobia, com certeza isso vai acontecer, apesar de que para nós nunca saiu do topo.
WHIPLASH - Como vem sendo a aceitação para o CD do Claustrofobia?
Claustrofobia / A aceitação tem sido muito boa por parte dos headbangers, e mesmo quem não curte está respeitando.
WHIPLASH - Em um show da banda, após os primeiros acordes, o que pode ser presenciado no ambiente?
Claustrofobia / Desgraceira total (no bom sentido).
WHIPLASH - Quais as músicas do CD que mais se destacam ao vivo?
Claustrofobia / Terror and Chaos, Be Buried Alive e Victims of Cowardly, mas sem descartar as demais.
WHIPLASH - Se no Brasil o underground não está na mídia, que tipo de dificuldades freqüentes ocorrem com a banda ao querer se divulgar?
Claustrofobia / Todas as dificuldades possíveis, pois no Brasil não há apoio para as bandas de metal.
WHIPLASH - Existem novidades na divulgação da banda, a nível nacional e internacional?
Claustrofobia / A gente procura fazer todo contato possível, mesmo não tendo retorno esperado.
WHIPLASH - E sobre o site da banda?
Claustrofobia / Já temos um site: http://run.to/claustrofobia
E-mail: claustrofobia@bol.com.br
Caixa Postal: 16.392
CEP 02599-970 São Paulo-SP
WHIPLASH - Por favor, deixem uma mensagem aos leitores desta entrevista.
Claustrofobia / Muito metal na veia e paga-pau não tem vez! À Whiplash! obrigado pela oportunidade, e que vocês continuem esse tipo de trabalho, que é importante para as bandas e o crescimento do underground nacional.
Para acessar o site oficial da banda: http:--run.to-claustrofobia
Para contactar a banda: claustrofobia@bol.com.br
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