W. Axl Rose: antes do Hollywood Rose e do Guns houve o Rapidfire

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W. Axl Rose: antes do Hollywood Rose e do Guns houve o Rapidfire

Postado por Nacho Belgrande | Fonte: Playa Del Nacho

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Antes do HOLLYWOOD ROSE e do GUNS N' ROSES, W. AXL ROSE já iniciara sua estelar trajetória em outra banda dentre as tantas que só ficaram na memória da cena rock dos anos 80 em Hollywood, o RAPIDFIRE.

Composta por Mike Hamernik [baixo], Chuck Gordon [bateria] e pelo fundador Kevin Lawrence [guitarra], a banda foi a primeira a perceber o real potencial do nativo de Indiana que vagava pelas ruas de Los Angeles tentando a sorte como músico.

O que segue abaixo é um trecho traduzido de um texto de um amigo do grupo, JOSHUA SOLON, que confeccionou uma pequena biografia da banda [em inglês] que você pode ler na totalidade no link abaixo.

http://www.rapidfire1983.com/Rapidfire-Recordings-Web1.pdf...

“No outono de 1982, o RAPIDFIRE fez seu primeiro show para o público. Kevin havia usado um toca-fitas portátil em um dos ensaios da banda para criar uma demo tape rudimentar. Ele carregou esse toca-fitas pela cidade procurando por um palco sem custo e uma plateia já angariada – tocando sua demo para qualquer um que a ouvisse. Kevin finalmente achou o que queria em “um bar horrível” chamado H.J.’s em North Hollywood. O barman deles gostou do que ouviu,o suficiente para permitir que três moleques menores de idade subissem ao palco numa noite de sábado.” [...]

“Numa noite de março de 1983, Kevin estava no Troubadour – tal como ele fizera dúzias de vezes antes. A certa altura, ele decidiu pegar um ar fresco no lado de fora. Vestindo uma jaqueta de couro, ele saiu e viu alguém familiar. Com cabelo claro e uma jaqueta de motoqueiro branca, aquele cara que Kevin logo conheceria como Bill dava uma alternativa ao visual de Kevin. Ele se destacava em contraste ao cabelo lambido e couro preto que ele vestia. Naturalmente arrastado pela simetria e equilíbrio, talvez tenha sido esse contraste que inspirou Kevin a puxar conversa. Ele já tinha visto essa pessoa por ali.

Ele até já havia formado uma impressão. Kevin se lembra de achar que o garoto de couro branco parecia ‘cool’ e ‘ reservado’. Mas eles nunca haviam se falado, nem mesmo reconhecido a presença um do outro. Isso estava prestes a mudar.

Axl estava fumando um cigarro na calçada em frente ao Troubadour quando ele e Kevin começaram uma conversa. De acordo com a norma, a discussão suavemente voltou-se para os assuntos de praxe: interesses musicais, ligações com bandas, habilidades instrumentais, etc. Kevin disse a Axl que ele estava no Rapidfire, mas não se lembra de nenhuma reação.

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É provável que Axl nunca tiver ouvido falar da banda de Kevin. Kevin perguntou se Axl estava em uma banda. A resposta foi não. Ele continuou perguntando que instrumento ele tocava. Axl indicou que era vocalista. Isso chamou a atenção de Kevin. Em seguida ele fez a pergunta apropriada para qualquer um que se diga cantor – “Você tem PA?”. Axl disse que sim. Isso era bom o suficiente. Kevin convidou Axl para o próximo ensaio do Rapidfire.

Alguns dias depois, Axl apareceu na casa dos pais de Chuck em Encino com seu PA pronto para tentar tornar-se o frontman do Rapidfire. Qualquer um que esteja lendo isso provavelmente sabe que Axl cresceu cantando, e se apresentando em público. Ainda assim, ninguém acharia que cantar músicas de igreja num coral prepararia alguém para ser líder de uma banda de heavy metal. Mas até aí, se Axl Rose servir de exemplo, talvez toda banda aspirante devesse estar procurando por vocalistas nas missas de domingo.

Agora, seria legal poder dizer que Kevin e os outros reconheceram imediatamente o talento incrível que acabara de adentrar o domínio deles. Na verdade, o mundo não parou de girar em seu eixo, os céus não se abriram, nenhuma luz incidiu de cima. Não foi tão dramático, mas à medida que a situação se desenrolou ao longo das vindouras semanas e meses, tudo ainda era muito impressionante.

Quando eu perguntei a Kevin de sua impressão inicial de Axl cantando, ele riu e disse, “Bem, ele foi melhor do que eu era”. Daí ele ficou sério, e continuou. “O que eu sabia era que Axl podia cantar de verdade – e havia apenas alguns poucos caras em Sunset Strip que conseguiam cantar de verdade.” Axl tinha talento. Kevin escreveu as letras de algumas músicas pra Axl, e as cantou ele próprio uma vez. Quando chegou a vez de Axl, ele bem por dizer mandou certeiro logo de cara. Ele ouvira a música apenas uma vez – uma que ele nunca havia escutado – e daí conseguia cantá-la muito passavelmente em sua primeira tentativa. Kevin o convocou ali mesmo. O Rapidfire tinha um novo cocalista. A banda era finalmente um quarteto. Simetria alcançada – no momento certo. Eles tinham um show importante a caminho.

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Fazendo uso do mesmo método – da mesma fita, na verdade – que tinha conseguido aos caras o primeiro show no H.J. ’s antes – Kevin tinha tentado tocar com a banda em vários locais, grandes e pequenos, por toda Los Angeles. Logo antes de conhecer Axl, ele havia recebido uma ligação do gerente do Gazzari’s. ele tinha ouvido a fita, e convidou o Rapidfire para competir em uma ‘Batalha das Bandas’, que rolaria no dia 20 de Março. Apesar de ele ter esquecido a data exata na qual Axl entrou no barco, ele se lembra que foi menos de duas semanas [talvez até mesmo uma] antes do show. Essa seria a primeira chance da banda de tocar em um dos clubes famosos – a primeira oportunidade que os caras teriam de se apresentar em um palco de verdade, em frente de uma plateia autêntica de rock and roll. Eles conseguiram o show como um trio. Até o panfleto que eles haviam feito e colado por toda a rua para divulgar o evento só mostrava Kevin, Chuck e Mike. Com poucos dias para se prepararem, Kevin estava trazendo um novo membro para sua banda e logo em seu show mais importante até então. É certo dizer que ele havia visto algo muito impressionante em Axl. Se não havia sido no primeiro dia, estava prestes a acontecer.

Pela semana seguinte, mais ou menos, a banda se preparou para o show no Gazzari’s. isso significava que Axl tinha que aprender a melodia e as letras de pelo menos vinte músicas que ele nunca tinha ouvido antes, e aperfeiçoar seu desempenho. Kevin frequentemente refere-se à sua banda como uma ‘mini-ditadura’. Ele admite abertamente que ele queria que suas músicas fossem interpretadas da maneira dele, e ameaçava chutar qualquer um que resistisse às suas orientações. Eu não sei se isso facilitou ou complicou as coisas para Axl, mas memorizar uma ou duas músicas em uma semana e estar pronto para tocá-las ao vivo não é um feito pequeno sob nenhuma circunstância. Fazer isso com vinte músicas parece totalmente impossível. Ainda assim, foi exatamente o que Axl fez. E ele então fez algo realmente impressionante – bem, todos os quatro o fizeram.

No dia 20 de março de 1983, o Rapidfire estava bem ensaiado e pronto para subir ao palco do Gazzari’s com sua nova formação. E de fato subiram. Eu odeio usar tamanho clichê, mas eles botaram pra fuder. E eu não tenho que acreditar na palavra de Kevin sobre isso. Há provas empíricas. Naquela noite, o Rapidfire venceu a batalha das bandas. Eles não deram um show meramente passável. Eles deram uma surra nos outros competidores, e deram ao público o melhor show da noite. Enquanto os caras estavam guardando seu equipamento, o técnico de som do Gazzari’s foi até eles e disse que achava que eles eram o maior grupo que já tinha tocado na casa desde o VAN HALEN. Um belo elogio, de fato. Naturalmente, o crédito disso vai para todo e qualquer membro do Rapidfire. Ainda assim, há de se considerar o fato de que em sua estreia pública como cantor de rock, Axl Rose tinha levado a medalha de ouro. Quando ele encontrara Kevin, ele era apenas outro aspirante fumando do lado de fora de uma casa noturna enquanto outra pessoa se apresentava no palco. Menos de duas semanas depois, ele estava do lado de dentro, no palco, liderando a banda número um da casa.

Na onda desse sucesso, marcar shows tornou-se mais fácil para o Rapidfire. Os caras tocaram no Gazzari’s outras três vezes – nos dias 8 e 29 de Abril e 28 de Maio. Eles também tocaram em uma pequena festa particular. Kevin não se recorda de todos os detalhes, só que “um cara” perguntou se a banda tocaria na casa dele na noite de sexta ou sábado. A resposta de Kevin foi ‘claro’, então os quatro caras do Rapidfire acabaram fazendo um show na sala de estar ‘de um cara’ em Westwood para talvez um pouco mais do que um punhado de pessoas. Foi a única vez que Kevin e sua banda tocaram em público fora de uma casa noturna ou um estúdio. Eu imagino que foi a primeira vez de Axl também. Eu me pergunto se qualquer um dos presentes jamais imaginou a singularidade do que eles tinham vivido.

Dentro do curto espaço de menos de três meses, o Rapidfire conseguiu alguns de seus mais significantes êxitos, e, com certeza, desfrutou do maior sucesso que jamais teria. Não há dúvida de que foi ali que o grupo fez sua marca. Em maio, os caras entraram no estúdio Telstar Sound Recorders em Burbank e gravaram as faixas que encorpam essa história. Também em Maio, a banda posou para a câmera em uma sessão de fotos feita por um amigo de Kevin. As fotos foram tiradas nas coxas nas ruas e becos da zona oeste de Los Angeles em um único dia. Em certo momento, os caras se apoiaram em um Porsche Speedster estacionado. Era apenas um carro estacionado, escolhido aleatoriamente por seu visual apropriado.

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Nas fotos, você pode ver Kevin, Axl, Chuck e Mike todos fazendo suas melhores poses de astros do rock. Kevin, de calça de lycra, está forçando a barra [por anos, ele tinha tanta vergonha daquilo que ele nem me mostrava todas as fotos]. Chuck e Mike são apenas dois jovens de cabelo zoado em camisetas bem vagabundas fazendo tentativas lamentáveis de deixar crescer pelos na cara. Axl, bem, ele é apenas um garoto também – sem tatuagens, e muito pouca atitude. Ele parece bem confortável deixando que Kevin seja o centro das atenções. Você meio que pode ver o ‘cool caladão’ que Kevin notara quando ele ainda era apenas um estranho. Talvez seja apenas uma manifestação por ser o cara novo.

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Ser o cara novo certamente não teve nenhum impacto no modo que Axl encarou ser parte da banda.

O esforço que ele fizera para estar pronto para o primeiro show do Rapidfire no Gazzari’s mostrou comprometimento e dedicação intensos. Não teve corpo mole. Axl falava sério quanto a ser um astro do rock. Ao entrar pro Rapidfire, ele mergulhou de cabeça e começou a fazer a parte dele. Ele ia a todos os ensaios. Ele ajudava a promover a banda colando panfletos divulgando o próximo show. Ele até se encarregou de confeccionar um deles [o panfleto do dia 28 de maio é obra dele]. Ele estava na hora certa pra tudo, e sempre preparado. Como minha introdução deixou claro, qualquer pessoa que queira ouvir sujeira sobre Axl não vai encontrá-la falando sobre o Rapidfire.

A impressão mais forte de Kevin sobre seu novo colega de banda era em torno de seu profissionalismo. O cara era absolutamente confiável, e sério quanto a trabalhar. Isso agradava muito a Kevin. A música não era só um hobby pra ele.

O Rapidfire era a empresa dele.

Essa inclinação compartilhada pelo profissionalismo não impedia que Kevin e Axl se divertissem com o que eles estavam fazendo. Isso também não os impediu de passar tempo juntos fora do ‘trabalho’. Pelo contrário, os interesses compartilhados provavelmente deixaram mais propenso que os dois se sentissem muito à vontade um com o outro rapidamente. Eu nunca soube de Kevin ter muitos amigos- apenas alguns próximos. Ele nãoé do tipo que se apega de pronto a qualquer pessoa, nem é particularmente social. Na primavera de 1983, contudo, ele se conectou com Axl. Eles estiveram ligados por muito pouco tempo para se chamar aquilo de uma amizade, mas eles saíam e conversavam – na maior parte sobre seu sonho conjunto de vencerem na música. À noite, eles subiam pelas escadas de incêndio dos edifícios de Westwood e sentavam nos telhados divagando sobre o que eles fariam quando ‘chegassem lá’. Kevin recorda-se que os sonhos de Axl eram modestos. Ele só queria comprar um bom par de botas de cowboy. Se ele soubesse o que estava guardado pra ele…

Infelizmente, essa associação que aparecera do nada e crescera com tamanha facilidade orgânica não duraria.

O show do Rapidfire no dia 28 de Maio seria o último Axl cantando. Terminou tão suave e naturalmente como começara e progredira.

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Naquela noite, Axl apareceu para o show trajado ‘glam’ dos pés à cabeça. O cabelo dele estava arrepiado. O rosto dele maquilado. Couro branco, agora tingido de rosa. Alguma coisa tinha mudado. As ‘hair bands’ estavam em ascensão. Axl estava rumando em uma nova direção. Quando IZZY STRADLIN apareceu na coxia depois que a banda completara seu set trajado bem parecido com seu chapa Axl, a mensagem estava clara. Tal como Kevin se recorda, ele simplesmente virou-se para Axl e disse algo tipo, ‘Bem, acho que é isso então’. Axl respondeu afirmativamente. Os dois apertaram as mãos e se separaram. Foi sucinto assim – apenas parte do fluxo constante da cena. Sem ressentimentos. Sem queima de fogos. Eles simplesmente perceberam que queriam seguir em direções distintas do sonho.

Foi um fim amigável para uma relação produtiva. Axl e Izzy até convidaram Kevin e Chuck para o primeiro show do Hollywood Rose – e lá estavam eles.

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Pode parecer quase contraintuitivo, mas eu acredito que se as coisas não tivessem rolado bem como rolaram, Kevin poderia ter se oposto à ideia da fissura. Porque pelo fato de arrumar seu primeiro vocalista ter sido tão indolor e fácil, eu não acho que ele tenha se preocupado muito sobre achar o próximo. A experiência dele foi de encontro ao que o futuro traria, mas ele não tinha como saber disso. Kevin não tinha como saber que quando ele apertou a mão de Axl naquela noite, ele estava dizendo adeus à última pessoa que jamais pegaria num microfone e cantaria as músicas do Rapidfire – a não ser ele mesmo.” [...]

Ouça abaixo um trecho de “Ready To Rumble“, gravada pelo Rapidfire no dia 25 de Maio de 1983.


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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.

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