Bullet for my Valentine: Animação do início ao fim para o público jovem
Resenha - Bullet for my Valentine (Audio, São Paulo, 03/09/2022)
Por Diego Camara
Postado em 07 de setembro de 2022
Desde confirmada a presença histórica do Bullet for my Valentine no Rock in Rio, os fãs estavam empolgados pela possibilidade da banda fazer um show solo. Todo mundo valoriza apresentações e festivais, são eles que movem a cultura musical, mas shows solo são sempre melhores e no final tem maior animação do que as apresentações curtas de festivais onde o palco nunca está pronto para receber cada uma das bandas, com estilos diferentes e necessidades diferentes.
E na noite fria e chuvosa de sábado, o público se reuniu na Audio para a apresentação solo da banda em São Paulo, um dia após a performance incrível do Bullet na Cidade do Rock. O público, que no geral não viu a performance da banda no Rio de Janeiro, estava extremamente empolgado e encheu a casa para o show. A empolgação e ansiedade eram tantas que os fãs cantavam todas as músicas tocadas nas caixas de som da casa, em uma espécie de aquecimento pré-show que parecia uma festa - e ainda faltava uma hora para o início do show.
Bullet For my Valentine - Mais...

O público estava tão empolgado que ficava a dúvida se eles iriam aguentar este ritmo durante o show, mas eles não decepcionaram quando "O Fortuna" marcou a abertura e a entrada da banda. O som ensurdecedor do público quase que anulou a banda por completo, o som dos instrumentos não parecia estar regulado para aguentar uma carga tão grande do público, e foram engolidos, especialmente os vocais de Tuck, que mal conseguiam ser ouvidos dado que o próprio público cantava as letras mais alto.

O som subiu, e o misto do público com a banda ficou extremamente alto. A acústica da Audio é sempre muito boa e cumpriu as expectativas. A bateria de Jamie Mathias foi um arraso em "Waking the Demon", onde cada pancada soava como uma explosão de som, como também o solo de guitarra a cargo de Michael Paget, que passou por cima do som do público e deixou todos loucos.

A banda soube agradecer a grande presença do público, lembrando o show do dia anterior Tuck disse que estavam vivendo um sonho ao tocar em um dos maiores festivais de música do mundo. Em termos de repertório, o Bullet soube juntar bem os grandes sucessos com as músicas do novo disco, lançado em 2021. A primeira a ser tocada foi "Knives", que manteve o ritmo do show lá no alto.

O show teve muitos destaques e pontos altos, a banda realmente capturou o público desde o início e não o perdeu um minuto sequer. Em "You Want a Battle?", os fãs viraram um quinto integrante da banda, cantando e ainda fazendo todos os coros da música. O refrão pegajoso era repetido de maneira emocionante em todos os momentos. A banda queria mais, e a seguinte "All These Things I Hate", Tuck pediu para que todos os fãs cantassem junto com ele. Mais uma vez ele foi atendido, desde a primeira linha os fãs cantaram junto com ele em outro momento emocionante do show.

O público não deixou em momento algum de demonstrar o amor a banda. A cantoria somente era parada com os gritos dos fãs e as séries de aplausos que vinham em cada música. Os fãs pularam, fizeram a Audio tremer e não descansaram um minuto sequer. "Tears Don’t Fall" foi um dos grandes exemplos e o maior destaque da noite, em um misto de emoção e felicidade que é raro de ver nos shows brasileiros atualmente.

No fim, todo este amor dos fãs foi recompensado com "Hand of Blood", que há muito tempo não faz parte do setlist padrão da banda mas foi tocada como uma recompensa por toda a animação demonstrada pelos fãs. Tuck pediu que o público fosse condescendente com a música já que não ensaiaram ela, mas a garotada não deu a mínima pra isso: curtiram ela como se fosse o melhor presente de todos.

O show foi espetacular e não há como finalizar este texto sem tecer elogios a todos que o tornaram realidade: a banda, a Audio e especialmente os fãs tornaram a noite inesquecível. Toda vez que ocorre um show desse nível, o heavy metal respira mais uma vez.
Setlist:
Your Betrayal
Waking the Demon
Piece of Me
Knives
The Last Fight
Rainbow Veins
4 Words (To Choke Upon)
You Want a Battle? (Here's a War)
All These Things I Hate (Revolve Around Me)
Over It
Shatter
Tears Don't Fall
Suffocating Under Words of Sorrow (What Can I Do)
Scream Aim Fire
Hand of Blood






















Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O artefato antigo que voltou à moda, enfrenta a IA e convenceu Andreas a lançar um disco
O guitarrista vetado na banda de Suzi Quatro que três anos depois vendeu 10 milhões de discos
Tony Iommi elege o maior riff de guitarra de todos os tempos; "difícil de superar"
Com 96 atrações, Sweden Rock Festival fecha cast para edição 2026
A sincera opinião de Ozzy sobre George Harrison e Ringo Starr: "Vamos ser honestos?"
Astros do rock e do metal unem forças em álbum tributo ao Rainbow
Festival Somos Rock é adiado uma semana antes da realização
A música do Iron Maiden que é a preferida de Mikael Akerfeldt, vocalista do Opeth
7 músicas de metal lançadas em 2000 que estavam à frente do seu tempo, segundo a Louder
Com quase 200 atrações, Summer Breeze fecha cast para edição 2026
Ex-vocalista gostaria de participar da turnê que celebra 50 anos do Accept
System of a Down emplaca terceira música no "Clube do Bilhão" do Spotify
Entidade de caridade britânica rompe relações com Sharon Osbourne
O clássico que o Rainbow nunca tocou ao vivo porque Ritchie Blackmore esqueceu o riff
Guitarrista fala sobre empolgação com novo álbum do Dimmu Borgir

5 bandas de metalcore se tornaram "rock de pai", segundo a Loudwire
Bullet for My Valentine anuncia relançamento do EP "Hand of Blood"
Loseville Gringo Papi Tour fechou 2025 com euforia e nostalgia
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista


