Resenha - Gogol Bordello (Kulttuuritalo, Helsinque, 11/06/2022)
Por Anapaula Reisdorfer
Postado em 16 de junho de 2022
A animação dos gypsy punks do Gogol Bordello invadiu a Casa da Cultura em Helsinque. A entrada custou 49 euros e a casa estava cheia. Conhecido por seu folkpunk extravagante, Gogol Bordello esbanjou energia em quase duas horas e meia de show. O repertório foi diverso, tocaram músicas antigas e outras recém-saídas do forno, como "Teroborona" - single lançado semana passada e vídeo no dia anterior ao show de Helsinque.
O show teve uma dose moderada de política, como era de se esperar. O frontman Eugene Hütz, nascido na Ucrânia, foi um dos primeiros a se manifestar quando a onda de solidariedade surgiu em apoio aos ucranianos. Ele declarou seu ativismo cantando o hino nacional da Ucrânia num evento beneficente com ninguém menos que Patti Smith. Uma porção significativa dos lucros do tour será distribuída entre ONGs de ajuda humanitária.
A banda teria soado como um punk qualquer sem a presença do violonista russo Sergey Ryabtsev, pois o acordeon foi abolido. O tambor também teve presença marcante. A censura foi 18 anos e no palco teve vinho tinto, cerveja finlandesa Karhu e muito palavrão.
O carismático Eugene se revezava entre duas guitarras e o caos foi total. Finlandês não é de bagunça, mas dessa vez todos se renderam à energia contagiante da banda. Foi um caos organizado, embora tenha ficado com pena do segurança que correu do começo ao fim do show para buscar copos de água gelada do backstage para a galera da frente (talvez tenha pensado que estávamos passando mal de tanto pular e gritar). Estava me preservando de hematomas para o show do Iggy Pop no dia seguinte, mas chutei o balde assim que o show começou e terminei quase na primeira fila. No final cantaram Undestructable, Eugene passou o tambor para a plateia e literalmente cantou em cima dele, com a bandeira de seu país nos ombros. Obrigada Gogol, estávamos precisando de uma dose de alegria punk.
Setlist:
1. Sacred darling
2. I would never be young again
3. Passport
4. Not a crime
5. Immigrant punk
6. Wonderlust king
7. Saboteur blues
8. My companjera
9. Alcohol
10.Focus coin
11.Teroborona (Civil Defense)
12.Through the roof ´n’ underground
13.Trans-continental hustle
14.Suddenly (I miss Carpaty)
15.Immigraniada (We comin’ rougher)
16.Mishto!
17.Start wearing purple
18.Sally
19.Pala Tute
Encore:
20.Victim in pain
21.Forces of victory
22.Dance around the fire
23.Baro Foro (Undestructable)
Gogol Bordello – Solidaritine Tour (Kulttuuritalo, Helsinque, 11/06/2022)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



5 clássicos do rock cujas letras envelheceram mal
Nazareth abre a turnê brasileira em Vitória com clássicos de cinco décadas
Quando Robert Plant enquadrou uma banda por plágio e levou o troco na mesma hora
Jennifer Finch, baixista da L7, morre aos 59 anos devido a um câncer cerebral
A canção de Alice Cooper que ajudou a mudar os rumos do rock nos anos 70
A música do Toto que se tornou trilha sonora do vôlei na Rede Globo
O dia em que Ozzy Osbourne entrou em um protesto contra ele mesmo e ninguém percebeu
O disco que Roger Waters diz ter acabado com o Pink Floyd de uma vez por todas
A música de Bruce Dickinson que tem riff no estilo Scorpions
O guitarrista que mudou a vida de Steve Vai até ele descobrir um ainda mais revolucionário
Como é tocar com um ex-membro de Shaman e Angra, segundo Paulo Ricardo
A banda esquecida dos anos 60 que Phil Collins considera sua favorita de todos os tempos
A influência de Bon Scott em "Back in Black" (AC/DC) segundo Angus Young
Com Corey Glover (Living Colour) nos vocais, One Tribe Nation lança cover do Black Sabbath
Mick Box, guitarrista do Uriah Heep, conta como Brexit dificultou tudo para bandas britânicas

Resenha e fotos do Sweden Rock Festival 2026 - Keep the Fire burning!
Nenhum de Nós celebra show histórico de número 2.500 com teatro lotado em Belo Horizonte
Resenha e fotos do show da banda Dogma em Porto Alegre
Wolf Alice e Lykke Li transformam o Vivo Rio em ponto de encontro do indie europeu
CDM Metal Fest - Metal como resistência cultural no Sul de Minas Gerais
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil


