Greta Van Fleet: A sensação do momento, queira você ou não admitir
Resenha - Greta Van Fleet (Lollapalooza, São Paulo, 07/04/2019)
Por Rudson Xaulin
Postado em 13 de abril de 2019
Fotos: Fernando Yokota
A sensação do momento, queira você ou não admitir, é o GRETA VAN FLEET. O quarteto veio ao Brasil para alguns shows solo e também era presença confirmada, e muito aguardada, no LOLLAPALOOZA de 2019. Muitos queriam saber o que esses meninos podem mostrar? Ou o que de novo eles têm, se são considerados meras cópias de um gigante como o LED ZEPPELIN? Formado por 3 irmãos (o trio "KISZKA"), a frente, de fato do palco, e pelo atual baterista, amigo e colega dos rapazes, DANIEL WAGNER, o grupo veio com uma áurea de "salvação do rock", grande novidade e até indicado por outros monstros do meio como algo que merece atenção. Logo no início do show, a marca do grupo deu as caras, pode-se ouvir os gritos ensandecidos do vocalista, a guitarra sempre marcante, que flertaram, por um ou dois minutos, antes de tudo. A banda abriu o set com THE COLD WIND, e assim, imediatamente, ganhou o público.
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A trupe está tentando driblar o estigma de cópia mal feita do LED ZEPPELIN, mas para uma nova geração, eles são o LED ZEPPELIN deles, e isso não tem problema. Essa geração vai ir atrás do tal "Led" e vai descobrir uma banda extraordinária, através dos meninos, e não indo na contramão disso. Talvez, para os mais devotos e mais velhos, é claro que é um "LED II", mas quem de fato acha isso ruim hoje em dia? É melhor ter uma banda que está, descaradamente, dizendo, ou melhor, mostrando, que é influenciada por LED (eu vi muito do RUSH neles), do que não termos mais bandas novas? Temos coisas novas, sim! Temos coisas melhores, sim! Mas eles estão na crista da onda, tiveram aval de nomes consagrados, porque eles devem se preocupar por aquilo que o Jãozinho Rocker da esquina acha deles? Se seus heróis estão dizendo para eles seguirem em frente, eles devem parar porque alguém vai ficar apontando o dedo e os chamando de copia? Prefiro que brotem mais e mais bandas "copias" assim, do que ver o rock n’ roll agonizar, e quando tenta ganhar vida, é massacrado pelos "fiéis" do próprio meio.
Talvez, o vocalista precise cuidar muito da voz, porque esse menino está indo para além do limite, é muito, mas muito bonito agora, mas isso pode lhe cobrar um preço alto, ainda mais pelo drive. A banda trouxe um set curto (é ÓBVIO), e teve gente reclamando disso também, mas além de terem apenas um trabalho (e um bom trabalho), eles tinham uma hora para tocar, é simples! Muitas músicas soam parecidas sim, mas para o GRETA VAN FLEET, não que tudo pareça o LED ZEPPELIN, mas tudo parece muito do mesmo, e talvez no segundo disco, eles se encontrem melhor. FLOWER POWER soou bem ao vivo, a banda por si só, parece uma arremetida ao passado, para os velhos tempos do amor e da paz, que precisamos mais no mundo de hoje. Pelo menos no palco, eles passam isso. Destaque para WATCH ME, que mostrou que até no cover, eles mandam bem.
EDGE OF DARKNESS tirou todo mundo do chão e era uma das mais aguardadas. A banda é coesa, sabe o que está fazendo, podem ser novos, mas estão dando duro para chegar, e principalmente ficar, onde tantas e tantas bandas tentam, remam, não conseguem e desistem. Tudo foi curto, fechando com HIGHWAY TUNE, talvez a mais conhecida e uma grande faixa, sim! Ficou claro, que o LED está neles, como o AC/DC está no AIRBOURNE, ou como o AEROSMITH estava no GUNS N’ ROSES. Tenho certeza que eles irão se encontrar, mas vocês já se perguntaram se eles não estão e são exatamente aquilo que querem? Eles não são a salvação do rock n’ roll, longe disso, mas o GRETA VAN FLEET é um bom soldado para guerra que o rock n’ roll está travando, para não sucumbir de vez ao tempo e aos próprios súditos...













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