Solid Rock 2018: Resenha e fotos do festival no Rio de Janeiro
Resenha - Solid Rock 2019 (KM de Vantagens Hall, Rio de Janeiro, 11/11/2018)
Por Gabriel von Borell
Postado em 14 de novembro de 2018
Fotos: Daiana Carvalho
A edição carioca do Solid Rock em 2018 aconteceu no último domingo (11) no KM de Vantagens Hall, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A noite começou cedo, por volta das 19h, quando a banda estreante em solo brasileiro Black Star Riders subiu ao palco, enquanto o público chegava aos poucos na casa de shows.
Competentes, Rick Warwick (vocal e guitarra), Scott Gorham (guitarra), Damon Johnson (guitarra), Robbie Crane (baixo) e Chad Szeliga (bateria) entreteram a plateia com músicas próprias, como "Bloodshot", do álbum "All Hell Breaks Loose" (2013), "The Killer Instict", do disco autointitulado lançado em 2015, e "When the Night Comes In", do CD "Heavy Fire" (2017), além dos clássicos do Thin Lizzy, "Jailbreak" e "The Boys Are Back in Town", já que Warwick, Gorham e Johnson fazem parte da última formação da banda irlandesa.
Pouco antes do previsto, às 20h18, o Alice in Chains surgiu em cena, para delírio da sua legião de fãs. Cinco anos depois da sua apresentação no Rock in Rio, o grupo remanescente do movimento grunge fez um show ainda melhor. Assim como em 2013, o cantor William DuVall segue nos vocais substituindo o saudoso Laney Staley, frontman original do Alice in Chains falecido em 2002, aos 34 anos.
Não deve ser fácil lidar com as comparações, mas DuVall consegue se destacar e mostrar que dá conta do recado. Na guitarra principal e segunda voz, Jerry Cantrell comanda a banda com maestria, assim como Mike Inez (baixo) e Sean Kinney (bateria) continuam afiados. Para abrir o setlist, a banda tocou a explosiva "Check My Brain", do álbum "Black Gives Way to Blue" (2009), fazendo os fãs se agitarem.
Na sequência, vieram "Again", do trabalho homônimo lançado pelo Alice in Chains em 1995, "Never Fade", do mais recente CD do grupo, "Rainier Fog" (2018). A dobradinha de "Them Bones" e "Dam That River", as duas primeiras faixas do clássico álbum "Dirt" (1992), deixou os fãs ensandecidos.
Após "Hollow", presente no disco "The Devil Put Dinosaurs Here" (2013), DuVall e Cantrell apresentaram os outros músicos e executaram a bela "Nutshell", que não havia aparecido no repertório dos shows em Curitiba e São Paulo, e a ótima "No Excuses". Ambas integram o EP "Jar of Flies", de 1995.
A apresentação continuou com "We Die Young", do álbum de estreia "Facelift" (1990), "Stone" e "It Ain't Like That". Antes de "The One You Know", "Man in the Box", hit mais famoso da carreira do Alice in Chains, marcou o ponto mais alto do show. Para fechar a apresentação com a energia lá em cima, o grupo executou "Would?" e "Rooster", levando os fãs a cantarem de olhos fechados e baterem muita cabeça.
Cerca de meia hora depois, era vez do Judas Priest detonar as estruturas do local, retornando à Cidade Maravilhosa três anos depois de sua última passagem para mais uma aula de heavy metal. Com a plateia um pouco mais vazia (parte do público foi embora depois do show do Alice in Chains), Rob Halford, em plena forma vocal aos 67 anos, cantou "Firepower", faixa que dá título ao disco lançado pela banda neste ano.
Em seguida, "Running Wild", do álbum "Killing Machine" ((1978), "Grinder", do "British Steel" (1980), "Sinner", do "Sin After Sin" (1977), e "The Ripper", do "Sad Wings of Destiny" (1976), mantiveram a atenção dos fãs.
Apesar de não contar mais com sua dupla original nas guitarras (Glenn Tipton e K.K. Downing), o Judas Priest tem o performático Richie Faulkner e Andy Sneap se apresentando muito bem. Ian Hill no baixo e Scott Travis na bateria completam a banda.
"Lightning Strike" retomou o setlist aos dias atuais do grupo e "Desert Plains", do disco "Point of Entry" (1981), trouxe o repertório de volta aos primeiros anos do Judas Priest. Entrando na segunda metade da apresentação, Halford e cia executaram "No Surrender", "Turbo Lover", do álbum "Turbo" (1986), e o cover de Fleetwood Mac, "The Green Manalishi (With the Two Prong Crown)".
Entre uma saída e outra do vocalista para o backstage, os fãs puderam acompanhar a balada "Night Comes Down", do disco "Defenders of the Faith" (1984), e a nova "Rising from Ruins", quando Halford empunhou um sabre de luz da franquia "Star Wars". A faixa seguinte do repertório, "Freewheel Burning", trouxe uma homenagem à Ayrton Senna através do telão, levando o público a aplaudir com entusiasmo.
Para encerrar a apresentação antes do bis, o Judas Priest escolheu "You've Got Another Thing Comin'", do disco "Screaming for Vengeance" (1982), "Hell Bent for Leather", que contou com a conhecida entrada de Halford em cima de uma motocicleta, e "Painkiller", do autointitulado álbum de 1990, fazendo os fãs abrirem algumas rodas na plateia.
Na volta para o trecho derradeiro da apresentação, o Judas Priest executou uma sequência matadora para fã nenhum botar defeito com "Electric Eye", "Breaking the Law" e "Living After Midnight".
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