Sons of Apollo: com progressivo animado, banda fez um show impecável

Resenha - Sons of Apollo (Tropical Butantã, São Paulo, 14/04/2018)

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Por Diego Camara
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Uma apresentação impecável, do início ao fim. Essa foi a marca registrada que o supergrupo de rock progressivo Sons of Apollo trouxe para o Brasil. Não se esperava menos de uma banda com o cacife de seus integrantes, sem sombra de dúvidas. Porém, o surpreendente foi entregar o espetáculo com uma animação especial, e uma pegada que deixa as bandas do gênero em geral no chinelo. Focados mais no humor do público que apenas na técnica pela técnica, foi aí que o show ganhou seu brilho especial. Confira abaixo os principais detalhes e imagens do show.

A abertura do show, desta vez, contou com a banda nacional República. O show iniciou com 30 minutos de atraso do que havia sido anunciado anteriormente. Para um público bastante pequeno – que fez o Tropical parecer vazio, pelo seu tamanho – a banda apresentou uma ótima qualidade de som no palco. A apresentação foi ótima, e em alguns momentos animou parte dos presentes. O destaque foi o belíssimo cover do Nine Inch Nails, além da boa apresentação das novas músicas da banda.

Após o show, o palco foi rapidamente tomado pela equipe técnica. Apesar de tudo no palco, o trabalho minucioso da técnica parecia ajustar cada detalhe para a perfeição do show. Não demorou muito para a banda subir ao palco para a apresentação, apesar que os 30 minutos de atraso no início do espetáculo já começaram a custar o preço. A animação, desde o início do show, era latente, tanto entre os fãs da banda quanto no palco. Soto, como sempre, parecia o mais animado deles, e puxou o carro na primeira parte do show, com direito as músicas do disco "Psychotic Symphony" e um cover do Dream Theater de Sherinian e Portnoy, muito bem encaixado neste espetáculo.

O excelente trabalho da equipe técnica ressaltou ainda mais a capacidade dos músicos. O baixo soava forte, retumbante, e puxava junto com a bateria em uma base concisa e muito bem ajustada. O solo de Sheehan, que veio logo em seguida, e mostrou muito bem a explosão de som que foi o Tropical. O destaque negativo, porém, é para a própria estrutura da casa: o som firme que vemos na frente, de estourar os ouvidos, não ressoa tão bem nos camarotes, onde ele perde muito de sua potência, ficando mais baixo – isso não diminui a qualidade do som, mas é um problema recorrente em diversos shows no Tropical.

Outro dos emocionantes momentos do espetáculo foi a apresentação de "Save Me", em homenagem a Joe Lynn Turner, que recentemente sofreu um infarto. "Ele está bem", disse Soto, "mas precisa que enviemos nossas preces para ele". A apresentação foi emocionante, aberta por um solo de vocal de Soto, que tocou o famoso canon de "Prophet’s Song", sendo em seguida encaixada em uma apresentação belíssima com Bumblefoot.

O público estava bastante afiado, igualmente, e cantou a plenos pulmões diversas músicas da superbanda. Em "Lost in Oblivion", os fãs cantaram muito bem o refrão junto com Soto, coisa que também ocorreu em "Alive", que veio pouco depois. O final do show se viu em uma chuva de solos. Primeiro, o tema da Pantera Cor-de-Rosa foi o momento de Bumblefoot mostrar toda a sua técnica e arrancar aplausos do público. "Opus Maximus", com seu estilo de jam, veio em seguida, deixando o público quieto e vidrado na performance dos músicos.

O solo longo de teclado de Sherinian, logo em sequência, pareceu arrastar um pouco o show. Apesar de reter sua qualidade, fica na imaginação do motivo de interligar um trecho tão experimental no palco de uma única vez. Fechando o show, a banda lançou outro clássico do Dream Theater: a interminável "Lines in the Sand". A apresentação incrível desta música reteve o público, a performance impecável de Sherinian ressaltou a dramaticidade da música. É difícil não comparar com seu original, e ver como o Sons of Apollo transmite tão bem as músicas no palco, com uma energia e empolgação que não se vê muito no gênero.

Com o show terminado, muitas pessoas começaram a se retirar da casa, dado o fato de que com o tardar da hora já passava de longe a meia-noite. A banda ressurgiu no palco, devagar e tímida, e Soto apareceu no fundo da pista do Tropical, para delírio dos presentes, que se amontoaram em volta do vocalista. Dali, Soto começou a performance de "And the Cradle Will Rock...", do Van Halen, e cantou a música enquanto atravessava toda a pista em direção ao palco, algo que só um vocalista com seu estilo e sua animação trariam para o show, segurando muita gente que ameaçava deixar a casa.

Sons of Apollo é:
Jeff Scott Soto – Vocal
Ron "Bumblefoot" Thal – Guitarra
Billy Sheehan – Baixo
Derek Sherinian – Teclas
Mike Portnoy – Bateria

Setlist:
Intro: Intruder (música do Van Halen)
1. God of the Sun
2. Signs of the Time
3. Divine Addiction
4. Just Let Me Breathe (música do Dream Theater)
5. Labyrinth
6. Solo de Baixo (Billy Sheehan)
7. Lost in Oblivion
8. The Prophet's Song / Save Me (cover do Queen)
9. Alive
10. The Pink Panther Theme (cover de Henry Mancini)
11. Opus Maximus
12. Solo de Teclado (Derik Sherinian)
13. Lines in the Sand (música do Dream Theater)
Bis:
14. And the Cradle Will Rock... (cover do Van Halen)
15. Coming Home
Outro: Happy Trails (música de Roy Rogers)



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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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