Sons of Apollo: com progressivo animado, banda fez um show impecável
Resenha - Sons of Apollo (Tropical Butantã, São Paulo, 14/04/2018)
Por Diego Camara
Postado em 19 de abril de 2018
Uma apresentação impecável, do início ao fim. Essa foi a marca registrada que o supergrupo de rock progressivo Sons of Apollo trouxe para o Brasil. Não se esperava menos de uma banda com o cacife de seus integrantes, sem sombra de dúvidas. Porém, o surpreendente foi entregar o espetáculo com uma animação especial, e uma pegada que deixa as bandas do gênero em geral no chinelo. Focados mais no humor do público que apenas na técnica pela técnica, foi aí que o show ganhou seu brilho especial. Confira abaixo os principais detalhes e imagens do show.
A abertura do show, desta vez, contou com a banda nacional República. O show iniciou com 30 minutos de atraso do que havia sido anunciado anteriormente. Para um público bastante pequeno – que fez o Tropical parecer vazio, pelo seu tamanho – a banda apresentou uma ótima qualidade de som no palco. A apresentação foi ótima, e em alguns momentos animou parte dos presentes. O destaque foi o belíssimo cover do Nine Inch Nails, além da boa apresentação das novas músicas da banda.
Sons of Apollo - Mais Novidades
Após o show, o palco foi rapidamente tomado pela equipe técnica. Apesar de tudo no palco, o trabalho minucioso da técnica parecia ajustar cada detalhe para a perfeição do show. Não demorou muito para a banda subir ao palco para a apresentação, apesar que os 30 minutos de atraso no início do espetáculo já começaram a custar o preço. A animação, desde o início do show, era latente, tanto entre os fãs da banda quanto no palco. Soto, como sempre, parecia o mais animado deles, e puxou o carro na primeira parte do show, com direito as músicas do disco "Psychotic Symphony" e um cover do Dream Theater de Sherinian e Portnoy, muito bem encaixado neste espetáculo.
O excelente trabalho da equipe técnica ressaltou ainda mais a capacidade dos músicos. O baixo soava forte, retumbante, e puxava junto com a bateria em uma base concisa e muito bem ajustada. O solo de Sheehan, que veio logo em seguida, e mostrou muito bem a explosão de som que foi o Tropical. O destaque negativo, porém, é para a própria estrutura da casa: o som firme que vemos na frente, de estourar os ouvidos, não ressoa tão bem nos camarotes, onde ele perde muito de sua potência, ficando mais baixo – isso não diminui a qualidade do som, mas é um problema recorrente em diversos shows no Tropical.
Outro dos emocionantes momentos do espetáculo foi a apresentação de "Save Me", em homenagem a Joe Lynn Turner, que recentemente sofreu um infarto. "Ele está bem", disse Soto, "mas precisa que enviemos nossas preces para ele". A apresentação foi emocionante, aberta por um solo de vocal de Soto, que tocou o famoso canon de "Prophet’s Song", sendo em seguida encaixada em uma apresentação belíssima com Bumblefoot.
O público estava bastante afiado, igualmente, e cantou a plenos pulmões diversas músicas da superbanda. Em "Lost in Oblivion", os fãs cantaram muito bem o refrão junto com Soto, coisa que também ocorreu em "Alive", que veio pouco depois. O final do show se viu em uma chuva de solos. Primeiro, o tema da Pantera Cor-de-Rosa foi o momento de Bumblefoot mostrar toda a sua técnica e arrancar aplausos do público. "Opus Maximus", com seu estilo de jam, veio em seguida, deixando o público quieto e vidrado na performance dos músicos.
O solo longo de teclado de Sherinian, logo em sequência, pareceu arrastar um pouco o show. Apesar de reter sua qualidade, fica na imaginação do motivo de interligar um trecho tão experimental no palco de uma única vez. Fechando o show, a banda lançou outro clássico do Dream Theater: a interminável "Lines in the Sand". A apresentação incrível desta música reteve o público, a performance impecável de Sherinian ressaltou a dramaticidade da música. É difícil não comparar com seu original, e ver como o Sons of Apollo transmite tão bem as músicas no palco, com uma energia e empolgação que não se vê muito no gênero.
Com o show terminado, muitas pessoas começaram a se retirar da casa, dado o fato de que com o tardar da hora já passava de longe a meia-noite. A banda ressurgiu no palco, devagar e tímida, e Soto apareceu no fundo da pista do Tropical, para delírio dos presentes, que se amontoaram em volta do vocalista. Dali, Soto começou a performance de "And the Cradle Will Rock...", do Van Halen, e cantou a música enquanto atravessava toda a pista em direção ao palco, algo que só um vocalista com seu estilo e sua animação trariam para o show, segurando muita gente que ameaçava deixar a casa.
Sons of Apollo é:
Jeff Scott Soto – Vocal
Ron "Bumblefoot" Thal – Guitarra
Billy Sheehan – Baixo
Derek Sherinian – Teclas
Mike Portnoy – Bateria
Setlist:
Intro: Intruder (música do Van Halen)
1. God of the Sun
2. Signs of the Time
3. Divine Addiction
4. Just Let Me Breathe (música do Dream Theater)
5. Labyrinth
6. Solo de Baixo (Billy Sheehan)
7. Lost in Oblivion
8. The Prophet's Song / Save Me (cover do Queen)
9. Alive
10. The Pink Panther Theme (cover de Henry Mancini)
11. Opus Maximus
12. Solo de Teclado (Derik Sherinian)
13. Lines in the Sand (música do Dream Theater)
Bis:
14. And the Cradle Will Rock... (cover do Van Halen)
15. Coming Home
Outro: Happy Trails (música de Roy Rogers)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As melhores músicas do Sepultura de todos os tempos, segundo Max Cavalera
5 músicas que separam quem apenas ouve metal de quem realmente vive o gênero
O vazio deixado pelo Edguy
A grande surpresa que Axl Rose teve ao finalmente conhecer Ozzy Osbourne
A banda que deu origem ao metal, ao rap, ao punk e ao pop rock, segundo Bob Dylan
A música que Robert Plant considera a mais difícil que já precisou cantar
A grande lição que Blaze Bayley aprendeu com Paul Di'Anno; "não sabem disso sobre ele"
Johnny Ramone achava que Joey Ramone era um "pé no saco"
O guitarrista brasileiro que estava anos-luz à frente dos outros, segundo Liminha
Mike Patton escreveu as letras do álbum "The Real Thing" em menos de duas semanas
"A lenda do Iron Maiden é Paul Di'Anno", diz Blaze Bayley
Vídeo do Machine Head é citado pela Louder como um dos melhores da história do nu metal
A canção que fez Frank Sinatra capitular, depois de passar anos atacando o rock
Exodus "homenageou" Kirk Hammett em primeiro show do guitarrista no Metallica
A pior música do melhor álbum dos Beatles, segundo análise por site especializado
Jimi Hendrix: 12 coisas que talvez você não saiba sobre ele
O maior desafio de Joe Satriani para tocar Eddie Van Halen em turnê com Sammy Hagar
O álbum do Iron Maiden que James Hetfield, do Metallica, usou para aprender a tocar



Masters of Voices (Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre, 13/07/2026)
Com toda sua experiência e talento do seu novo vocalista, Nazareth conquista o público mineiro
Covil Brutal recebe Sentence, Pathologic Noise e Critical Fear em Belo Horizonte
Prime Rock Brasil 2026 reúne gerações do rock nacional em noite histórica no Mineirão
Masters of Voices agita o público em Belo Horizonte
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



