Kadavar: com uma pegada retrô, encantaram público de São Paulo

Resenha - Kadavar (Fabrique Club, São Paulo, 03/03/2018)

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Por Diego Camara
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.






























Não se sabia muito o que se podia esperar da apresentação do Kadavar em São Paulo. A banda tocou em solo brasileiro em 2015, no Inferno Club, e o upgrade para o Fabrique Club (com um espaço maior e melhores condições de show) foi uma tentativa ousada. A banda, porém, parece ter caído nas graças do público brasileiro, levando ao novo local um público bastante fiel, que encheu a casa. Confiram abaixo os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.

Antes do show em São Paulo, com o padrão Abraxas de qualidade, subiram ao palco duas bandas de abertura, responsáveis por aquecer o público para o show do Kadavar. A primeira delas foi a Disaster Cities, com o show começando em ponto às 18h15m. O som forte da banda, com sua pegada ao estilo stoner, foi pegando ritmo no decorrer da apresentação, com a qualidade do som melhorando muito. O trabalho do vocalista é um dos destaques, com o som da banda sabendo fazer muito bem a transição entre as pegadas mais clássicas do rock com a potência do heavy metal.

Em seguida, foi a vez da Grindhouse subir ao palco. Com um stoner rock clássico, focado na força das guitarras e nos vocais, a banda empolgou bastante o público com uma excelente apresentação. A qualidade do som estava ótima, trazendo grandes expectativas para a apresentação principal. O Grindhouse tem uma pegada firme, com uma música mais cadenciada, que utiliza bem o feeling para transmitir sua mensagem, e este parece ser o destaque da banda. Nas músicas mais rápidas, ressalta o belíssimo trabalho dos vocais.

Com um leve atraso, o Kadavar subiu ao palco para a sua apresentação. E estava tudo lá: a empolgação do público, o belíssimo som dos alemães e a consistência da técnica da produção. Abrindo com "Skeleton Blues", do novo disco "Rough Times". As guitarras firmes, unidas a excelente pegada das baquetas levou o público ao delírio desde o primeiro minuto, fazendo os fãs aplaudirem com vontade.

O primeiro grande destaque do show foi "Into the Wormhole". Em uma bela introdução, puxada pelas guitarras, a banda manda um som bastante peculiar, que une um pouco o estilo Southern e Stoner, em um áudio que é capaz de deixar qualquer fã de rock maluco. A banda encaixou em seguida "Die Baby Die", que fez os fãs gritarem de prazer pela sua execução. Com uma pegada firme no sludge, com as guitarras ressaltadas que lembram bandas como Mastodon e Baroness, a banda encantou e mostrou a amplitude do seu som. O público canta junto o refrão com Lindemann, em um momento incrível de participação dos fãs.

Outro grande sucesso foi "Black Sun", onde fica o destaque do excelente trabalho das guitarras na introdução, e o belíssimo trabalho de baixo de Simon Bouteloup, que chega a arrepiar quando se une aos vocais. A banda mostra todo o seu feeling no palco, em uma apresentação incrível ao vivo, que se aproxima muito do que é tocado nos discos. Fechando o show, a banda trouxe ao vivo uma bela exibição instrumental com "Purple Sage", com o caráter psicodélico que nos leva de volta para a década de 70 num piscar de olhos.

Para fechar o show, a banda voltou para apresentar o seu bis e coroar a apresentação incrível que já estavam dando. Distribuindo cervejas ao público, bastante animados, arrasaram com a apresentação de "Thousand Miles Away From Home", levantando o público mais uma vez para o viria em seguida.

Primeiro veio "All Our Thoughts", em sua introdução incrível de pegada blues, que fez o público cantar durante toda a música, e completada pelo sucesso "Come Back Life". A banda pegou firme no final do show, fechando com uma empolgação impressionante, levando o público a loucura e deixando aquele gosto de ter mais show, que é o segredo das grandes bandas.

É difícil tecer comentários gerais sobre a apresentação. É claro que a Abraxas vem fazendo um trabalho consciente e crescendo forte no gênero do rock, seja por apostar no rock insano como o apresentado pelo Kadavar, seja em investindo em lançar novos trabalhos de bandas em seu selo. O Fabrique Club, também, aparece como uma excelente opção de local para apresentações em São Paulo, inclusive inesperadamente, pois o risco era de que ficássemos sem locais de show para apresentações deste tipo.

Setlist:
1. Skeleton Blues
2. Doomsday Machine
3. Pale Blue Eyes
4. Into the Wormhole
5. Die Baby Die
6. Living in Your Head
7. The Old Man
8. Black Sun
9. Forgotten Past
10. Purple Sage

Bis:
11. Thousand Miles Away From Home
12. All Our Thoughts
13. Come Back Life

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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