Red Hot Chili Peppers: Ovacionados do início ao fim no Rock In Rio

Resenha - Red Hot Chili Peppers (Rock In Rio, Rio de Janeiro, 24/09/2017)

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Por Rudson Xaulin, Fonte: Rudson Xaulin
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Ovacionado do início ao fim, o RED HOT CHILI PEPPERS subiu ao Palco Mundo do Rock In Rio com a missão de encerrar o festival. O trabalho foi realizado sem problemas, fazendo da tarefa mais uma grande festa para o grupo. Assim que subiram no palco uma gritaria desenfreada e o público foi ao delírio. A trupe mandou uma jam de aquecimento, seguindo de cara com CAN'T STOP, um hino imortal. Já podíamos ver pessoas em êxtase, algumas foram às lágrimas e sim, o RED HOT estava mesmo fazendo um bom trabalho!

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Na sequência, a ótima SNOW (HEY OH), trazendo o vocalista ANTHONY KIEDIS se comunicando com o público, até arriscou um português que empolgou. O vocalista estava em uma boa noite vocal, o lado positivo do RHCP é que a banda consegue te trazer o som de estúdio, ao vivo, eles soam realmente com aquilo que gravaram, e faz da banda umas das raras exceções de serem quem são quando colocados a prova... O set foi curto, até mesmo pela banda fazer o encerramento, muitas clássicas ficaram de fora, isso decepcionou muitas pessoas, ficou evidente que a banda poderia ter trazido clássicos absolutos, mas preferiu divulgar coisas novas e fazer um set mais direcionado. Para uns, uma pena alguns hinos ficarem de fora, para outros, melhor não ficar sempre no "mesmo". Não se pode agradar a todos, e o RHCP arriscou bastante ao sair da zona de conforto, e dar uma volta perigosa, fazendo um show sem algumas de suas maiores canções.

Pelo menos tivemos espaço para hits certos, como THE ZEPHYR SONG, que obviamente fez todo mundo sair do chão, deixando claro que a banda tinha o público nas mãos. Depois veio a novata DARK NECESSITIES, que até empolgou, mas deixou no ar um claro gosto que os fãs queriam outro grande hit radiofônico na sequência. Depois espaço para DID I LET YOU KNOW e I WANNA BE YOUR DOG... Os fãs podiam berrar como uns doidos, mas a guitarra de JOSH KLINGHOFFER soou estranha em alguns momentos, e um dos pontos negativos dos PEPPERS é que FRUSCIANTE é uma peça difícil de repor, e talvez esse vazio que ele tenha deixado, seja um grande peso ao RHCP. Mesmo com KLINGHOFFER se esforçando, ele passa longe de substituir a altura o eterno ex-guitarrista.

Nem preciso dizer que FLEA é um show a parte, e deu mais um show outra vez. Não parou um minuto, sorriu, gritou, pulou, dançou, e claro tocou, e muito! O baixista é uma lenda cult, e deve ser eternizado assim até os seus últimos dias. O casamento perfeito do RHCP na cozinha, faz deles mais uma vez, uma banda muito coesa ao vivo, o som que você quer ouvir, está lá, não decepciona e segue sendo fiel para aquilo que se refere como característica da banda. Então FLEA e o carismático CHAD SMITH, merecem todo o mérito por tal façanha.

A banda seguiu mesclando seu set, e trouxe todos a insanidade quando CALIFORNICATION ecoou pelo Palco Mundo, clássico absoluto! Foi difícil ver alguém parado, uma das maiores canções do grupo, que não poderia ficar de fora, e por sorte estava presente. Mesmo a banda dando ao público alguns hits e coisas mais recentes, foi nos grandes dinossauros sonoros que o show seguiu alto, como a volta ao passado em UNDER THE BRIDGE! Outro grande ponto alto do show, se não o ponto mais alto, foi em BY THE WAY, ainda mais aqui no Brasil, onde a faixa foi tocada em exaustão em todas as rádios do país, se tornou um dos maiores trunfos do grupo no mundo, mas um prato cheio para os sedentos fãs de nossas terras. Foi um dos momentos mais bonitos da noite, cantada em coro, com uma performance pra lá de energética!

Mais para o final do set, tivemos espaço para GOODBYE ANGELS, uma das últimas lançadas pelo grupo, e isso avisava que infelizmente, o show estava começando a ter sinais de término. O grupo deixou GIVE IT AWAY para ser a canção que finalizaria a apresentação, e foi um tiro nostálgico certeiro. Finalizando assim a passagem do RED HOT CHILI PEPPERS no Rock In Rio, fechando o festival com chave de ouro. Para alguns, a banda deixou de tocar canções épicas, coisas antigas que nunca deveriam ficar de fora, ou até mesmo músicas mais recentes mereciam estar no set, mas foi o que recebemos e agradecemos. Pois sabemos que assim, nos veremos na próxima!

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