Barão Vermelho: Novo vocalista não decepciona
Resenha - Barão Vermelho (Tom Brasil, São Paulo, SP, 01/07/2017)
Por Nelson de Souza Lima
Postado em 04 de julho de 2017
E chegou a vez de São Paulo conferir o novo Barão Vermelho e sua atual turnê #barãoprasempre. Após quatro anos longe dos palcos e com mudanças na formação a banda carioca aterrissou no Tom Brasil, no último sábado, mostrando seu arsenal sonoro composto de vários hits, alguns deles com mais de trinta anos, uma vez que os caras estão juntos desde o começo dos anos 80. Sem o percussionista Peninha, falecido em setembro do ano passado e tendo agora Rodrigo Suricato nos vocais, no lugar de Roberto Frejat, o grupo deixou claro que voltou com sangue nos olhos e rock nas veias. Antes de falar da apresentação em si friso o que rolou antes. O Tom Brasil é muito agradável. Seu hall de entrada monumental permite uma boa circulação do público, a chance de tomar uma bebida e a oportunidade de trocar ideia com a galera que ia chegando. Além do público alguns nomes de destaque do rock nacional pintaram por lá pra conferir o Barão. Estavam lá Marcello Pompeu, vocalista do Korzus e Luis Carlini, guitarrista que já tocou com todo mundo que se possa imaginar. Uma rápida ideia com Carlini e bora pro show. Diria que o público que enfrentou a noite fria pra ver os cariocas foi de muito bom para excelente. Não tanto quanto no do Capital Inicial, mas ainda sim gente pra caramba.
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O público era formado, na maioria, por fãs já passados dos quarenta anos e carentes das boas bandas de rock da década de 80. Entre eles, eu.
Como sempre uma água pra hidratar e vamos aguardar os caras. O show estava marcado pras 22 horas. Contudo um pequeno atraso de 15 minutos não tirou a paciência da galera. Quando as cortinas se abriram e os caras entraram um a um a adrenalina subiu sendo que a grande expectativa era como Rodrigo Suricato se portaria, uma vez que o cara agora ocupa o posto que foi dos grandes Cazuza e Frejat.
Além de Rodrigo Suricato a banda é formada por Guto Goffi (bateria), Maurício Barros (teclados), os dois únicos da formação original, Rodrigo Santos (baixo) e Fernando Magalhães (guitarra).
Um jogo de luz numa incrível tonalidade vermelha cobriu a banda que abriu o show com "Pedra, Flor e Espinho", "Pense e Dance" e "Ponto Fraco". Três da fase Frejat. Porradas pra começar a apresentação com o termômetro lá em cima e espantar o frio. Suricato está bem à vontade. Músico talentoso, além de cantar toca guitarra, gaita e violão ovation, aquele próprio pra tocar blues, uma das marcas do Barão Vermelho.
Suricato canta mais estático, enquanto Santos e Magalhães vão de um lado ao outro do palco fazendo poses, saltando, fazendo caras e bocas. O entrosamento tá bem legal, o que não é novidade, já que os caras são muito talentosos e profissionais.
A cada música tocada o público exaltava a banda. Da época de Cazuza mandaram "Bete Balanço", "Down em Mim" a deliciosa "Eu queria ter uma bomba", "Maior Abandonado", "Bete Balanço", alternando canções de quase todos os discos do grupo.
Maurício Barros que é chamado de maestro pelos seus companheiros interpretou "Não Amo Ninguém", enquanto o baixista Rodrigo Santos mandou bem na endiabrada "Cuidado".
Antes de encerrar as quase duas horas de show o batera Guto Goffi veio aos microfones saudar o público e dizer que está feliz com esta nova formação, que é a terceira geração da banda e que agora vão tocar até o fim dos tempos.
Em seguida a banda deixou o palco fez aquele tradicional docinho e voltou pra encerrar com "O Poeta Está Vivo", "O Tempo Não Para", música de Cazuza, enquanto "Pro Dia Nascer Feliz" fechou uma noite de puro rock and roll.
O Barão ainda vai dar voos muito altos.
SET LIST
Pedra, Flor e Espinho
Pense e Dance
Ponto Fraco
Carne de Pescoço
Bete Balanço
Dignidade
Billy Negão
Eu queria ter uma bomba
Down em Mim
Enquanto Ela Não Chegar
Meus Bons Amigos
Quem me Olha Só
Não amo ninguém
(Maurício Barros on vocal.)
Tão Longe de Tudo
Por Você
Por que a Gente é Assim?
Cuidado
( Rodrigo Santos on vocal.)
Menina Mimada
Declare Guerra
Brasil
(Cazuza song)
Puro Êxtase
Maior Abandonado
Encore:
O Poeta Está Vivo
O tempo não pára
(Cazuza song)
Pro dia nascer feliz
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