Dire Straits Legacy: Um show tecnicamente impecável
Resenha - Dire Straits Legacy (Espaço das Americas, São Paulo, 04/05/2017)
Por Diego Camara
Postado em 10 de maio de 2017
O Dire Straits Legacy é mais uma banda tributo do que realmente uma união de ex-membros. Isso é bem claro ao se olhar quem veio ao Brasil – onde somente o pianista Alan Clarke é realmente considerado integrante da banda. Por outro lado, alguns músicos que tocaram com a banda ao vivo e outros nomes bastante conhecidos da música se uniram ao projeto, trazendo renome ao grupo.
O show começou bem tarde, após as 22h30m. Extremamente tarde para um dia de semana – e sem nenhuma necessidade. O evento poderia ter se iniciado sem problemas com uma hora de antecedência, o que pouparia o público. Os fãs, por sinal, encheram a casa, ocupando especialmente as cadeiras que foram dispostas na área dos fundos da pista.

Desde o início estava bem claro que o show seria emocionante e digno da formação original. A qualidade do som estava perfeita na execução de músicas como "Private Investigations" e "Expresso Love". Na primeira, temos que destacar o ótimo som do sopro, além da voz de Marco Caviglia, que se encaixou como uma luva na música, bastante cadenciada. Na segunda, a música extremamente animada e dançante puxou o público, fazendo com que brotassem focos de pista de dança na casa.

O show começou morno e foi ficando mais animado com o tempo. Em "Tunnel of Love", o público cantou junto e foi embalado pela bateria de Andy Treacey, que estreou pela banda na turnê sul-americana. O público cantou o refrão da música, com vontade.

A sequência de músicas no final, porém, foi realmente a mais esperada. Começando por "Sultan’s of Swing", que levantou o público e fez todos os fãs, dos mais velhos aos mais jovens, dançarem loucamente. "Your Latest Trick", outro clássico da banda, soou maravilhosa e foi alvo de aplausos efusivos de todo o público. A emocionante "On Every Street" veio em seguida, muito bem cadenciada. Fechou o show "Telegraph Road", com uma belíssima pegada de guitarra de Phil Palmer, que arrasou no solo no final juntamente com Mickey Feat e Caviglia.

Nisto já era passado muito além da meia noite, e muitos fãs já se dirigiam para a saída do show, e continuaram saindo durante todo o bis, perdendo aí mais quatro músicas que seriam apresentadas pela banda no seu retorno. O horário no final acabou por prejudicar muita gente, e deixar a parte mais importante do show com um quê de incompleta, deixando músicas como "Brothers in Arms" e "Money for Nothing" sendo tocadas apenas para uma parte privilegiada do público que pode sobreviver até depois das 1h da manhã na rua.





Fotos por Kennedy Silva
Galeria completa:
https://www.facebook.com/kennedysilvaphotos/
Dire Straits Legacy é:
Marco Caviglia – Vocal e Guitarra
Phil Palmer – Guitarra e Vocal
Mickey Feat – Baixo
Alan Clark – Teclas
Primiano Dibiase – Teclas
Mel Collins – Saxofone
Andy Treacey – Bateria
Danny Cummings – Percussão e Vocal
Comente: Esteve no show? O que achou?
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
De "N.I.B." a MBE; Tony Iommi recebe condecoração por serviços à música e à caridade
Rush inicia novo capítulo de uma carreira baseada em fortes convicções
A origem de "Por Quem os Sinos Dobram", que une Raul Seixas e Metallica
Vocalista do Moonspell sobre tradução literária: "É mal pago, mas adoro"
Rush toca "Moving Pictures" na íntegra em terceiro show da nova turnê
A música que Edu Falaschi compôs para entrar no novo álbum do Bruce Dickinson
O pior disco do Paradise Lost, de acordo com a Metal Hammer
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
Show do Kiss deu origem a uma das maiores bandas da história do thrash metal
Nuno Bettencourt (Extreme) exalta importância de Yngwie Malmsteen em sua carreira
Os 25 melhores discos de gothic metal de todos tempos, segundo a Louder
Bangers Open Air divulga as primeiras atrações da edição 2027
Tarja sobre o Nightwish: "Era tão infeliz, não eram tempos felizes"
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos




As bandas cultuadas que Mark Knopfler não curte por serem o oposto do que ele busca na música
Os dois melhores álbuns dos anos 1970, segundo David Gilmour
O solo de guitarra mais difícil do Dire Straits, segundo Mark Knopfler
Belo Horizonte entra na rota do rock internacional
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista


