Testament e Cannibal: Público desafiou chuva e frio em BH
Resenha - Testament e Cannibal Corpse (Music Hall, Belo Horizonte, 22/11/2015)
Por Mário Pescada
Fonte: Mondo Metal
Postado em 30 de novembro de 2015
Dois dos mais queridos e influentes nomes do metal passaram por Belo Horizonte dando sequência a sua turnê sul-americana: TESTAMENT e CANNIBAL CORPSE. Duas verdadeiras escolas do thrash e death metal, respectivamente, aportaram em um domingo frio e ameaçando muita chuva na capital mineira.
Do lado de fora do Music Hall, a grande fila que dobrava a esquina formada por camisas pretas indicava que teríamos casa cheia. A ansiedade em ver as duas bandas, apesar de não ser a primeira vez delas por aqui, era visível no público.
Iniciando os trabalhos, o CARAHTER, banda local de Hardcore/Metalcore, fez um bom show de 30 minutos. Apesar de uma certa indiferença no começo pelo público, terminaram bem recebidos e mandaram bem no seu set, com uma boa presença de palco do vocalista (e atleticano) Renato Rios. Show intenso e na raça, pois o baterista tocou com a mão quebrada!
Uma breve pausa para os roadies montarem o palco para a entrada do CANNIBAL CORPSE, talvez a banda de death metal mais influente da história. A banda segue divulgando A Skeletal Domain, 14º CD da carreira que chegou a alcançar a posição de número 32 dos 200 álbuns mais vendidos dos EUA!
Iluminação da casa desligada, luzes vermelhas no palco e começaram com Evisceration Plague, uma música arrastada para os padrões da banda, para depois arrebentarem tudo com um set list bem pesado onde tocaram, entre outras: Stripped, Rapped And Strangled, Kill Or Become, Sadistic Embodiment, I Cum Blood (anunciada como "uma faixa de amor"), Unleashing The Bloodthirsty, Make Them Suffer, Hammer Smashed Face (essa já se tornou obrigatória em qualquer show deles) e finalizando com uma das músicas mais extremas da banda, Devoured By Vermim. Uma hora e quinze minutos de destruição!
José Ricardo Peret | Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Mais uma vez, George "Corpsegrinder" Fisher e toda banda mandaram muito bem. Impressionante a sincronia e precisão da banda, coisa que só anos de estrada podem fazer. Também não tem como não falar de Alex Webster tocando baixo. O cara parece que tem 10 dedos em cada mão! Showzaço.
Breve pausa e às 22:25 começava o show do TESTAMENT, uma banda que muita gente considera injustiçada, pois mereceria maior destaque (um Big 5 ou Big 6, talvez). Não tem como deixar de elogiar Chuck Billy, um dos vocalistas mais carismáticos do meio, Gene Hoglan na bateria e Steve DiGiorgio, que também é um baixista fora do normal.
Tocaram músicas abrangendo várias fases da carreira, como Over The Wall, The Preacher, Native Blood, Into The Pit, Pratice What You Preach, The New Order, D.N.R. (Do Not Ressuscitate), More Than Meets The Eye, The Formation Of The Dammation e outras sete músicas. Ainda organizaram um wall of death, que felizmente terminou bem para os malucos que entraram ali. Um set list curto, porém muito bem escolhido.
Apesar dos pedidos do público que agitou o tempo, não houve bis. Bem que merecíamos mais umas duas músicas… mesmo assim ótimos shows!
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