Muse: Banda toca um show digno de estádio para um grande público

Resenha - Muse (São Paulo, Allianz Parque, 24/10/2015)

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Por Diego Camara
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Em um fim de semana marcado pelo ENEM, a cidade de São Paulo recebeu os britânicos do MUSE para mais uma de suas apresentações no Brasil. Após o terrível show da banda no Lollapalooza, que desagradou o público e foi marcada por uso de tape e dos problemas de voz de Bellamy. A banda prometeu, porém, que retornaria ao Brasil em breve. A promessa demorou um pouco para ser cumprida, mas o local escolhido – o estádio Allianz Parque – não poderia ser melhor.

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O público demorou um pouco para chegar ao local do show, e pareceu realmente que o Muse voltaria ao Brasil tocando para um estádio com meia capacidade. Porém, perto das 21h, quando o show se iniciaria, o público cresceu e tanto a Pista Premium quanto as arquibancadas estavam completamente lotadas para a apresentação da banda. A pista comum, porém, não ficou cheia, mas mesmo assim havia um bom público na área.

Com 20 minutos de atraso, a banda subiu ao palco, e não demorou muito para que a última apresentação fosse completamente esquecida. A qualidade do palco, a acústica do estádio e o som da banda estavam fantásticos já na música “Psycho”, que abriu o show. O público foi à loucura desde o início, mostrando que a recepção ao “Drones”, novo disco lançado em junho deste ano, foi muito boa entre os fãs. “Reapers”, aberta com um belíssimo solo de guitarra, foi a seguinte.

A banda, porém, não ficou só nas músicas novas, mas também trouxe alguns grandes clássicos. O primeiro a ser tocado foi “Plug in Baby”, com qualidade de som excelente como as anteriores. O estranho, nisto, é que o som do teclado do músico de turnê Morgan Nicholls esteve sumido neste e em praticamente todas as músicas. “Time is Running Out”, do disco “Absolution”, também agradou bastante, e fez o público pular e cantar o refrão com vontade.

“Muscle Museum”, música que foi bastante comemorada no setlist do Lollapalooza divulgado pouco antes do show, mas não foi tocada ao vivo naquele dia, desta vez teve sua apresentação e não foi esquecida pela banda. Outra surpresa foi a música “Citizen Erased”, que foi esquecida no show do Rio de Janeiro mas apareceu na setlist em São Paulo, para alegria dos fãs.

A banda mostrou que esta focando seus setlists nas músicas dos últimos discos. Com pegada mais moderna, de fusão do rock com outros elementos, músicas como “Supermassive Black Hole”, “Starlight” e “Uprising” fizeram muitos fãs caírem na dança. O coro cantado sozinho pelos fãs em “Starlight” inclusive foi um dos momentos mais emocionantes e mágicos da noite, mostrando uma interação especial dos fãs com a carreira da banda.

A fusão dos elementos no Muse, esta banda que considero a mais progressivas do rock alternativo, esta presente ainda nos elementos visuais que a banda apresenta no palco – o uso perfeito do jogo de luzes, dos telões, que completa a arte musical que eles apresentam no palco, além do uso e homenagem à grandes artistas da música, quando a banda utiliza riffs de outros para abrir algumas de suas composições.

Após “Uprising”, a banda voltou rapidamente para executar o bis com a nova “Mercy” e um clássico que não pode faltar em suas apresentações, “Knights of Cydonia”. Aberto pela gaita de Wolstenholme tocando “Man with a Harmonica” de Morricone, o show foi fechado em perfeição pelo coro de Bellamy e dos fãs, unidos, cantando a música, além do belíssimo solo a lá heavy metal executado no fechamento.

Apesar do belíssimo setlist, algumas músicas como “Hysteria” e “Stockholm Syndrome” fizeram falta. A primeira, inclusive, é uma daquelas músicas que esta em praticamente todos os shows da banda, desde que foi lançada em 2003, e é uma surpresa que ela tenha sido removida no show da capital paulista. A apresentação, porém, foi de grife e marcada por um Muse totalmente distinto daquele que se apresentou no Lollapalooza.

Muse é:
Matthew Bellamy – Voz, guitarra e piano
Christopher Wolstenholme – Baixo, segunda voz e gaita
Dominic Howard – Bateria

Setlist:
Intro: [Drill Sergeant]
1. Psycho
2. Reapers
3. Plug In Baby
4. The Handler
5. The 2nd Law: Unsustainable
6. Dead Inside
7. Resistance
8. Muscle Museum
9. Citizen Erased
10. Munich Jam
11. Madness
12. Supermassive Black Hole (com intro “Voodoo Child” de Jimi Hendrix Experience)
13. Time Is Running Out
14. Starlight
15. Uprising
Bis:
16. Mercy
17. Knights of Cydonia (com intro “Man with A Harmonica” de Ennio Morricone)

Fotos: Fernando Yokota

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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