Monstros do Rock: Noitada de Heavy e Thrash em Amapá
Resenha - Monstros do Rock (Latitude Zero Bar, Macapá, Amapá, 18/04/2015)
Por Bruno Blackened
Postado em 28 de abril de 2015
Reunindo um cast excelente, completado por uma boa estrutura de som e iluminação e um ambiente, embora incomum, agradável, no qual todos podem se divertir, assim foi o Monstros do Rock, organizado por Rafael Moreira. Um duelo verdadeiro e épico entre bandas pesadas e agressivas, em uma noitada de muito Heavy e Thrash Metal, headbanguing e cerveja.
Destaco o retorno mais do que esperado do grupo KEONA SPIRIT! Eles estiveram muito tempo longe dos palcos, passando por conflitos entre membros e trocas de formações. Depois de contornar isso, a KEONA finalmente voltou à ativa e incendiou (no bom sentido) o local com novidades no repertório e na formação. Entre elas, a volta do baixista Gabriel Wetch. Outra banda que também retornou depois de algum tempo afastada foi a AMATRIBO. E a espera valeu a pena, pois ambas detonaram!
Por volta das 23h, começou a apresentação da KAIROS. Desta vez, nada de LED ZEPPELIN, SCORPIONS e GUNS N’ ROSES. O set foi focado no Heavy/Power Metal. Hinos como Alexander the Great (IRON MAIDEN cover), The Helion/Electric Eye (JUDAS PRIEST cover), Crazy Train (OZZY OSBOURNE), Living for the Night (VIPER) e War Pigs (BLACK SABBATH) chacoalharam o lugar e os pescoços dos metalheads!
O show foi ótimo, ainda mais pela performance empolgada dos músicos, que agitaram e atiçaram a plateia, capturando-a desde no início. Sucesso, KAIROS!
Depois da troca de periféricos e equipamentos, chegara a hora do tão aguardado retorno da KEONA SPIRIT. O último gig havia sido em agosto de 2013, junto com o power trio feminino NERVOSA, e a expectativa desta apresentação, tanto para Ravel (vocal), Tomil (guitarra), Dyuna (teclado) e Gabriel (baixo) quanto para seus admiradores e seguidores, era gigantesca. Este show também contou com a participação especial de Pedro França na bateria, que teve a honra de tocar com ANDRE MATOS quando o mesmo veio ao Amapá ministrar uma masterclass em abril de 2013.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Do antigo set list, a única que permaneceu foi Lisbon (ANGRA cover). As demais foram Pharaoh (SYMPHONY X cover), Judgment Day e Nothing to Say (ANGRA), Another Day (DREAM THEATER) e Hallowed be thy Name (IRON MAIDEN). A inclusão dos covers Pharaoh e Another Day foram uma grata surpresa e bem acertada.
Dos sons autorais, foram executadas Shadowlord e a inédita Calígula. Composição que começa com um clima misterioso graças ao teclado, logo após ela descamba para um Metal Melódico com um riff de guitarra cavalgado. Ressalto também o solo de bateria no meio da música. Ao final da apresentação, gritos de "KEONA! KEONA!", mostrando que o (agora) quinteto cumpriu bem seu papel.
Hora de conferir o show da AMATRIBO, que também voltou quebrando tudo! Com o tradicional cumprimento gutural "E aí, galeraaaaaa?", Maksuel Martins (vocal), Rulan Leão (guitarra), Salomão Alcolumbre (baixo) e Eto (bateria) começaram explodindo os amps e PAs do lugar e reanimar os headbanguers com Código de Conduta.
Depois de Guerra dos Mundos, vieram os covers de SEPULTURA, para euforia da plateia. Territory, Refuse/Resist, Roots Bloody Roots e Troops of Doom fizeram cabelos esvoaçarem e pescoços ficarem em frangalhos. Assim como a KEONA, retorno em grande estilo!
Os "monstros do Rock" continuaram atacando furiosamente! Era a vez da SLOTH, com os covers Mouth for War (PANTERA), Dead Embryonic Cells (SEPULTURA), Violent Revolution e Reconquering the Throne (KREATOR), Angel of Death e War Ensemble (SLAYER) e Scavenger of Human Sorrow (DEATH). Apresentação para não deixar nenhum pescoço e cabeleira paradas!
A SLOTH também ficará responsável em homenagear o fundador do DEATH no evento vindouro que também acontecerá no Latitude Zero, no dia 09 de maio: Tributo ao Chuck Schuldiner.
Encerrando esse evento monstruoso, ORION, grupo responsável por homenagear o METALLICA. Formada por Almir Jr. (guitarra/vocal), Andrey Góes (guitarra), Alan Nogueira (baixo) e Paulo Carvalho (bateria), os músicos, até então, tocaram apenas nos dois especiais do Metallica (o primeiro em setembro de 2013 e o segundo em março de 2014), mas, ultimamente, estão se apresentando com mais frequência.
Era quase 03:30h da madrugada quando a ORION começou seu set, mas ainda havia energia suficiente para banguear com The Call of Ktulu, That was just your Life, For Whom the Bell Tolls, Through the Never, Fade to Black, One, The Day that Never Comes e a tríade de faixas título Ride the Lightning, Master of Puppets e ...And Justice for All.
Sucesso! Assim pode ser definido o Monstros do Rock, na qual as performances das bandas foram cheias de energia, peso, velocidade e agressividade, do jeito que o Metal pede. Depois de alguns eventos, pode-se dizer que o Latitude Zero Bar, mesmo com seu ambiente não tão Metal, porém convidativo, é a nova sede do Heavy Metal amapaense.
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