Paul McCartney: Uma noite mágica no HSBC Arena do RJ

Resenha - Paul McCartney (HSBC Arena, Rio de Janeiro, 12/11/2014)

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Por Ulisses Araujo
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O que dizer sobre Sir, James PAUL MCCARTNEY? Este que vos escreve presenciou pela terceira vez o que é um clichê, que esse artista é um gênio no que faz, tem uma simpatia de conquistar até quem não conhece a fundo sua obra e uma vitalidade no palco aos 72 anos de dar inveja a qualquer garoto, só que dessa vez em especial porque contava com a companhia de minha esposa grávida de seis meses de nossa primeira filha, Catarina que ainda se prepara para chegar ao mundo já presenciando um dos maiores músicos que já viveu entre nós, sorte a dela, vamos ao que interessa, vou relatar aqui o que aconteceu no HSBC Arena na célebre noite de 12 de novembro de 2014.

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Em uma noite chuvosa no Rio de Janeiro, com um atraso de exatos trinta minutos (provavelmente em decorrência da chuva) o mito PAUL MCCARTNEY entra no palco do HSBC Arena, e sem mais delongas acena para seu público e já começa com a dançante “Eight Days a Week” que levou todos a uma dança típica dos anos 60, literalmente levantando a platéia depois de alguns cumprimentos (em um bom “carioquês” por sinal). Em seguida veio com “Save Us” que é a primeira faixa de seu ótimo último álbum “New” de 2013.

Como estamos ali para ver a veia mais criativa dos BEATLES viva, e ele sabe disso, já mandou “All My Loving” levando os casais apaixonados a dançar loucamente. Macca, como também é conhecido, começou uma seqüência de um de seus trabalhos mais relevantes fora do quarteto de Liverpool, “Listen to What the Man Said” e “Let Me Roll It” de sua fase no WINGS, voltando logo aos BEATLES com “Paperback Writer” fazendo aquela mescla de quem tem muitos sucessos em diversas fases da carreira.

Agora MCCARTNEY escolheu uma linda canção “My Valentine” de seu penúltimo álbum “Kisses On The Bottom” para uma homenagem à sua atual esposa Nancy. Vale a pena frisar os ótimos telões de última geração que sempre são usados em grandes shows exibindo o clipe da música, que conta com a participação do ator e também músico nas horas vagas Johnny Depp e a atriz Natalie Portman, que abrilhantaram ainda mais a apresentação.

Novamente aquela mescla de fases distintas prossegue com “Nineteen Hundred and Eighty-Five” e a maravilhosa “The Long and Winding Road” que dispensa qualquer comentário, e uma que foi tirada da cartola “Maybe I'm Amazed” do seu primeiro disco solo chamado “McCartney” de 1970.

E seguia o baile com “I've Just Seen a Face” e “We Can Work It Out”. Com o público já dominado, MCCARTNEY presta sua homenagem a sua “gatinha” (como ele sempre diz) Linda McCartney, com “Another Day” que mais uma vez mostra todo o seu romantismo e musicalidade, seguindo com “And I Love Her” e a mágica “Blackbird” que ainda mostrou muita modernidade e tecnologia de seu palco, subindo repleto de imagens de flores e pássaros e deixando a apresentação ainda mais linda.

Agora um espaço para uma justa homenagem ao seu grande amigo e companheiro de composição John Lennon, “Here Today” do disco “Tug of War” de 1982, produzido logo após a morte de Lennon, no que foi um dos momentos mais emocionantes do show.

Chegando agora mais duas novas canções, “New” e “Queenie Eye” que foram muito bem recebidas pela platéia, em seguida mais uma seqüência de clássicos dos BEATLES “Lady Madonna” sempre muito dançante levantando todos de suas cadeiras e arquibancadas do HSBC Arena. “All Together Now” e “Lovely Rita” fecharam com chave de ouro essa parte da apresentação.

E vamos a mais uma novidade “Everybody Out There” outra bela música de seu trabalho mais recente. Agora chegou a hora de todos na casa que tenham o mínimo de emoção em suas almas chorarem por “Eleanor Rigby” com uma nova roupagem que tirou lágrimas de meus olhos. Depois “Being for the Benefit of Mr. Kite!”, feita para aqueles que querem aprender a tocar baixo, mostra toda competência de PAUL MCCARTNEY no instrumento que o apresentou ao mundo.

Outro momento emocionante da apresentação chegara, Macca pega o seu Ukulele para mais uma homenagem a um de seus companheiros, o saudoso George Harrison, com a canção “Something” do disco “Abbey Road” com uma ótima execução e aplausos de pé, o grande George foi ovacionado justamente, linda música.

"Vamos dançar?" Paul indagou ao seu apaixonado público, e logo que “Ob-La-Di, Ob-La-Da” foi tocada, todos na casa dançaram e cantaram como se não houvesse amanhã, muito divertido, e aproveitando a empolgação de todos ele já manda “Band on the Run” que mostra mais uma vez como se faz música boa, outra da sua fase WINGS.

Bom, como não existe perfeição em tudo, esse música não chegou a ser ruim, mas por uma questão de gosto de pessoal “Back in the U.S.S.R” dos BEATLES não emocionou esse que vos escreve, mais isso é questão de gosto como falei antes. Porém logo em seguida outra do quarteto mágico foi executada para a minha emoção e de todos os pressentes ali: “Let It Be” foi um turbilhão de emoção, ao ponto de observar pais, filhos e netos abraçados e cantando juntos, muito lindo.

Chegou a hora do circo pegar fogo, PAUL MCCARTNEY, vai executar a que na minha modesta opinião é a sua música mais famosa no WINGS: “Live and Die” canção matadora em que literalmente pega fogo o palco e acende qualquer platéia, não à toa foi gravada por muita gente importante da música. E para acalmar os ânimos e emocionar a todos “Hey Jude” foi muito bem escolhida para fechar esta parte da festa.

Com óbvios gritos de mais um, Paul e sua banda maravilhosa retornam ao palco e como sempre ele conversando com o público ora em português ora em inglês brinca dizendo que tem tocar mais umas, aí que vêm uma ótima trinca “Day Tripper”, “Hi,Hi,Hi” e “I Saw Her Standing There” que logo infelizmente anunciava que a mágica noite estava chegando ao fim.

Então depois de mais uma pausa e a chegada à reta final do show, e para isso foi encarregado da missão a maravilhosa “Yesterday” que realmente mostra que Paul nasceu para fazer lindas canções; mais uma vez fui às lagrimas, e ainda teve tempo para a execução do que diz a lenda ter sido o primeiro Heavy Metal da historia, a eletrizante “Helter Skelter”. Depois ele fechou mais uma linda apresentação sua na cidade maravilhosa com a trinca do grande álbum “Abbey Road” dos BEATLES de 1969, com “Golden Slumbers”, “Carry That Weight” e “The End”, nada melhor para finalizar do que as músicas da banda que o apresentou ao mundo. Vida longa a PAUL MCCARTNEY!!!!!!!

Set list:

Eight Days a Week
Save Us
All My Loving
Listen to What the Man Said
Let Me Roll It
Paperback Writer
My Valentine
Nineteen Hundred and Eighty-Five
The Long and Winding Road
Maybe I'm Amazed
I've Just Seen a Face
We Can Work It Out
Another Day
And I Love Her
Blackbird
Here Today
New
Queenie Eye
Lady Madonna
All Together Now
Lovely Rita
Everybody Out There
Eleanor Rigby
Being for the Benefit of Mr. Kite!
Something
Ob-La-Di, Ob-La-Da
Band on the Run
Back in the U.S.S.R.
Let It Be
Live and Let Die
Hey Jude

Encore:
Day Tripper
Hi, Hi, Hi
I Saw Her Standing There

Encore 2:
Yesterday
Helter Skelter
Golden Slumbers
Carry That Weight
The End

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Post de 15 de novembro de 2014

Sobre Ulisses Araujo

Ulisses Araujo é um carioca da gema, amante do melhor estilo musical já criado em todos os tempos, mas voltado para o Heavy Metal e os Clássicos do Rock dos anos 60, 70,80 e 90. DJ Nas horas vagas, e agora um dos colaboradores do Whiplash. Tudo começou no final dos anos 90, quando uma dupla de irmãos apresentou dois discos: "Better Than Raw", do HELLOWEEN, e o outro foi o primeiro disco do THE DOORS, aí começou toda a loucura.

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