Deep Purple: O show de abertura da turnê brasileira "Now What?!"

Resenha - Deep Purple (Net Live, Brasília, 07/11/2014)

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Por Lincoln Melo
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O Net Live, antigo Opera Hall, talvez viveu um momento único na noite do dia 07 de novembro de 2014, pouco depois das 22 horas, recebendo a maior atração de sua história: a lendária e quase cinquentenária banda DEEP PURPLE abrindo a turnê brasileira Now What?!. A última vez que a banda britânica pisou na capital do rock foi há 17 anos, um longo hiato, que foi observado com a lotação máxima da casa.

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O DEEP PURPLE abriu o show com a música "Après Vous" do novo CD "Now What?!", na qual já poderia observar a grande interação, que ficaria marcada ao longo do show, entre Don Airey e Steve Morse. Algumas músicas do CD novo foram executadas, mas além da faixa de abertura do show, merece destaque a música "Vincent Price" (homenagem ao grande ator, mestre dos filmes de terror e de suspense) lembrando muito a construção musical antiga da banda e sendo bem recepcionada pelo público presente (da frente).

Com as músicas clássicas a galera foi ao delírio começando pela dobradinha "Into The Fire/Hard Lovin Man" do álbum "In Rock". Logo em seguida executaram "Strange Kind of Woman" com um Ian Gillan visivelmente cansado, deixando de cantar alguns versos, mas o público não se importava e ajudava o seu grande ídolo cantando partes da música. A sessão clássica continuou com a batida blues de "Lazy", realizada com maestria pela banda, e a contagiante "Space Truckin'" arrancando os primeiros pulos da plateia.

O êxtase veio com um belíssimo solo de Airey (com direito a "Aquarela do Brasil" acompanhada com palmas) para introduzir a virtuosa "Perfect Strangers". O público vibrou, parecia a comemoração de um gol no estádio, punhos cerrados, cabeças balançado, um coro fantástico e muita emoção dos presentes. O que se viu na reação do público em "Perfect Strangers" aplica-se na sensacional e épica "Smoke on the Water", a casa de show quase veio abaixo e "tremeu" com a força do grito da plateia no refrão, deixando Gillan bastante emocionado encerrando assim a primeira parte do show.

No bis, o DEEP PURPLE começou com um cover de "Green Onions" para emendar logo em seguida "Hush", destaque para um duelo espetacular entre o teclado de Don Airey e a guitarra de Steve Morse. A fúria do solo do baixo de Roger Glover chamou, em seguida, a também aguardada "Black Night" com a galera puxando na garganta a introdução da música e terminando com um Stevie Morse soberbo, solando magistralmente na guitarra e encerrando esse fantástico show.

Ué, mas cadê "Highway Star"? Pois é, essa pergunta foi a que todo mundo fez no final. Quando a banda terminou de executar "Black Night" e despediu-se do palco pela segunda vez a plateia começou a gritar o nome da música e para a surpresa de todos o que se viu foi o pessoal começando a desmontar o palco. Um burburinho de reclamação ficou no ar e o público, um pouco desapontado, esperou ainda alguns minutos a banda voltar, mas sem sucesso. Essa foi a grande frustração da noite.

Mas no geral o pessoal que compareceu ao show ficou em estado de êxtase e a banda continua dando um verdadeiro show de rock. Paice: ditando o ritmo, um baterista espetacular, solos sensacionais e está melhor do que nunca; Glover: brincando de tocar baixo, parece tão fácil; Airey: bem, Jon Lord está bastante feliz onde quer que esteja; Morse: está impecável, um solo mais hipnotizante do que o outro; e Gillan: apesar de uma aparência cansada a banda segurou bem nas suas ausências do palco, e respeitando suas condições atuais a sua presença no palco já vale o ingresso.

Apesar da pequena frustração da noite e o gosto de show inacabado, o DEEP PURPLE cumpriu o seu papel proporcionando um ótimo espetáculo, que pôde ser comprovado pelo público em transe durante o show e muitas vezes com um sorriso no rosto de quem estava se “embriagando” com um excelente show de uma das lendas do rock. Até a próxima e que seja logo.

Setlist:

01 - Après Vous
02 - Into The Fire
03 - Hard Lovin´Man
04 - Strange Kind Of Woman
05 - Vincent Price
06 - Contact Lost
07 - Uncommon Man
08 - The Well Dressed Guitar
09 - The Mule (Ian Paice Solo)
10 - Lazy
11 - Hell to Pay
12 - Don Airey Solo
13 - Perfect Strangers
14 - Space Truckin´
15 - Smoke on The Water

BIS:

16 - Green Onions
17 - Hush
18 - Roger Glover Solo
19 - Black Night

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Sobre Lincoln Melo

Paulistano de nascença, entretanto não é de nenhum lugar, é de lugar nenhum. Acha que o rock mudou o mundo, porém teve o seu mundo mudado por uma pedra preciosa chamada Jade. É eclético dentro do rock, mas cultua o rock britânico (Led, Beatles, Stones, Who, Purple, Clapton...) sem esquecer as origens (Presley, Holly, Lewis, Berry...). Tem uma filha de 4 patas rock and roll, que faz jus ao seu nome: Led (de Led Zeppelin). E tem a certeza de que a vida, como o rock, não acaba aqui.

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