Dave Lombardo: Emocionando fãs com workshow em BH
Resenha - Dave Lombardo (Liverpool Rock Bar, Belo Horizonte, 31/08/2014)
Por Ricardo Bello
Postado em 05 de setembro de 2014
Belo Horizonte teve um final de semana emocionante para os músicos e fãs de bateria. DAVE LOMBARDO, o lendário baterista de bandas como SLAYER e GRIP INC, esteve na capital mineira, no domingo, dia 31 de Agosto, para realizar seu workshow.
O evento aconteceu no Liverpool Rock Bar, uma aconchegante casa de shows, organizado pela escola Bateras Beat em parceria com a Amplific e a RockFreeday. Por volta das 19h no local já havia uma grande fila com os fãs de Lombardo, que naquele exato momento, fazia dentro da casa a passagem de som. O público conseguia ouvir um pouco das batidas do ícone do metal e delirava.
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Lombardo subiu ao palco pouco depois das 20 horas, com a casa bastante cheia, tocou trechos de clássicos do Slayer como "South Of Heaven" e "Raining Blood". A agilidade de Dave é algo que impressiona. Logo no começo do evento já dava para notar o motivo dele ser considerado um dos maiores bateristas do mundo.
Após a demonstração, ele pegou um microfone e se dispôs a responder perguntas da plateia, fazendo antes uma votação para a escolha do idioma em que responderia: inglês ou espanhol. O público preferiu inglês e assim começou o bate-papo informal com o ex-baterista do SLAYER. Dave contou que começou a tocar bateria desde pequeno, ressaltou que escuta diferentes estilos de música para desenvolver seu estilo e que é possível tocar música pesada em diferentes estilos. Perguntado se ele conhece o cenário musical por onde passa, Lombardo disse não ter muito tempo para visitar lugares devido ao trabalho. Citou como exemplo sua turnê brasileira de workshows, onde não teve dia de folga.
Esbanjando simpatia, ele respondeu às mais diversas curiosidades de seus fãs, falou sobre a gravação do álbum "Show no Mercy", que por motivos técnicos teve de gravar separadamente a bateria e os pratos; sobre sua preparação física e alimentação ressaltou que faz caminhadas, evita comer frituras, optando por frutas e alimentos mais saudáveis; a respeito do cansaço das viagens, Dave disse que gosta de estar nos lugares mostrando seu trabalho, o deslocamento as vezes é cansativo,mas é compensado quando ele toca e encontra com o público por onde passa. Sobre o atual trabalho e formação do SLAYER, ele evitou fazer comentários dizendo apenas que concorda sempre com a opinião dos fãs a respeito do grupo "Se eles dizem que não é o Slayer, eu concordo" comentou.
Um dos momentos marcantes também foi quando um senhor da platéia contou ter um filho autista e perguntou se Dave achava importante a utilização da música no tratamento. O baterista se demonstrou emocionado ao saber da história, enfatizou a importância da música para auxiliar no tratamento e citou um vídeo que havia assistido na internet mostrando a reação positiva de um idoso que sofria da mesma doença e reagia bem ao ouvir música.
Questionado a respeito de seu trabalho na trilha sonora de desenhos animados, Dave disse que foi um sonho realizado e mostrou para o público alguns trechos de suas composições que estão em animações da Disney.
Sobre o futuro, o baterista falou de sua vontade de voltar ao Brasil para mostrar ao público as músicas da Philm sua banda atual e ressaltou que não tem vontade de tocar novamente no SLAYER. Ele se mostrou um músico completo, que pesquisa outros estilos musicais, sabe tocar de tudo e não se limita ao heavy metal. Consegue tocar em qualquer estilo e muito bem. Deu até uma canja ao som de uma música do saudoso Ray Charles mostrando sua versatilidade.
Os fãs começaram a sugerir nomes de músicas para que ele tocasse, até que alguém citou "Angel Of Death" e "War Ensemble" para o delírio dos fãs. O baterista pediu ajuda das pessoas para lembrar a introdução da última música, dizendo que não toca há mais tempo.
Após responder as curiosidades, Dave subiu para o camarote da casa onde tirou fotos e atendeu as solicitações de autógrafos. Valeu um registro para os leitores do Whiplash.net!
Foi sem dúvida alguma um evento que vai ficar na história para o público mineiro, que teve o privilégio de dividir informações técnicas e conhecer de perto os trabalhos e pensamentos de um dos maiores bateristas de todos os tempos.
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