Russas Metal Fest: Como foi o evento na cidade cearense

Resenha - Russas Metal Fest (Galpão das Artes, Russas-CE, 24/05/2014)

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Por Leonardo M. Brauna, Fonte: Rock-Ce
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O Ceará é um estado que possui uma veia underground muito pulsante e essa sensação pode ser sentida nos mais diversos pontos. Na cidade de Russas, por exemplo, essa verdade é muito clara e o “Russas Metal Fest” foi realizado no propósito de cultivar esse movimento. Foram cinco atrações entre bandas de Fortaleza e da região do Baixo Jaguaribe (CE), onde todas puderam trocar energias com o público presente.

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FOTOS: André Rocha

O pontapé inicial foi dado com a primeira banda visitante, MARAFA THRASH. Os quatro jovens com idade entre 17 e 19 anos sabem fazer boa música e, sendo Metal, melhor ainda – a exemplo de nomes como Possessed e Sepultura que começaram a surpreender o mundo com a mesma faixa etária, o Marafa também segue seus passos empolgando sua plateia e mandando ver nos riffs. Algumas falhas técnicas quiseram atrapalhar o set, mas a banda cumpriu o dever com temas como ‘Pensamentos De Um Thrasher’ e ‘Chachaça, Drogas e Rock N’ Roll’. Estas integraram sua primeira demo com gravação prevista para este ano, segundo o vocalista Bruno Marafa. O título possivelmente será o nome da última pedrada que eles levaram neste show, ‘B.F.F. (Beber, Fumar e Foder)’.

O Crossover-thrash também esteve presente e quem trouxe foi a banda PARADOXO. Os caras não medem consequência na rapidez, e alguns problemas no microfone de Leandro não foram motivos para o vocalista parar a interação. O quarteto teve todas as suas músicas cantadas pelo público como, ‘Inveja Mata-Então Morra’, ‘Uma Vida Inteira’ e ‘O Valor Da Salvação’, tema de sua demo. A pancadaria também abriu espaço para o cover de SOD (Speak English Or Die), com o batera Juska arremessando partes do kit ao chão (claro que não estavam bem fixados, pelo menos para o Juska). Também homenagearam o RDP com ‘Não Me Importo’ e até tiraram “uma onda” com ‘Raining Blood’ do Slayer. A banda de Limoeiro do Norte (CE) terminou sua apresentação com o clássico ‘Isto É Olho Seco’ do quarteto paulistano.

A outra visitante, DARKSIDE, faz o segundo show com a nova formação que traz Bosco Lacerda na bateria, e “desce a lenha” no Galpão das Artes. O repertório não foi diferente de seu último show um dia antes, assim como também não foi diferente a performance do quinteto. Kaio Castelo (baixo) e Anderson Meneses (guitarra) ocupando os cantos do palco, Marcelo Falcão (vocal) na sua posição de ‘frontman’, Bosco no elevado do palco e Tales Groo (guitarrista) executando suas manobras por todo o espaço. Pronto, a riferama começava a atacar os PAs com canções novas, como ‘Legacy Of Shadows’ e ‘Dust Devil’. Os pescoços não pareciam “sangrar” como queria Marcelo ao começar o set, mas com certeza ‘Born For War’ e a solicitada pelo público, ‘Bubonic’, fez “entortar” muitas cervicais. O vocalista ainda brincou com um boneco de boi bumbá (típico da cultura nordestina) antes de terminar a apresentação com a banda e muitos fãs para registro de imagens.

Depois de alguns minutos, o caminho foi aberto para a última banda de Fortaleza, APOCRIFO. O ‘power trio’ que teve a volta de seu membro fundador, baterista Leonardo Guerra, aproveitou o festival para divulgar a demo ‘No Alvo’, o Thrash Metal da banda foi apreciado pela galera que não demorou em refazer as rodas. O guitarrista e vocalista Jhonatas Reis sempre discursava sobre problemas sociais antes de músicas como, ‘Quem É O Culpado’ e ‘Ordens Receber’. Em palco, a banda mantém sua técnica cadenciada com momentos mais soltos. Outras canções da demo foram executadas, como ‘Carniceiro De Plainfield’ com seus riffs perfeitos também ao vivo (não há como não dizer que esta é a melhor faixa da demo). Ainda houve uma “ode” ao velho Metal nacional com ‘Troops Of Doom’ do Sepultura, complementando também, a festa do público em seus ‘circle pits’.

O evento chega ao final com o Hard Rock de JOGADOS NA SARJETA, a banda de Limoeiro do Norte é uma das poucas em todo o estado do Ceará que investem em um estilo fora do Metal extremo, mas felizmente a união da cena permite o compartilhamento do mesmo espaço. O set dos ‘rockers’ é bem diversificado, com músicas de artistas que representam e muito as suas influências, como Made In Brazil e Led Zeppelin em meio às próprias canções. O encerramento com o “Jogados” foi uma escolha muito certeira e mostra a versatilidade da cena daquela região.

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Sobre Leonardo M. Brauna

Leonardo M. Brauna é cearense de Maracanaú e desde adolescente vive a cultura do Rock/Metal. Além do Whiplash, o redator escreve para a revista Roadie Crew e é assessor de imprensa da Roadie Metal. A sua dedicação se define na busca constante por boas novidades e tesouros ainda obscuros.

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