Focus: Mais um dia de rock clássico no Teatro Rival do RJ

Resenha - Focus (Teatro Rival, Rio de Janeiro, 15/04/2014)

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Por João Paulo Linhares Gonçalves
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Outra terça-feira chuvosa, mais um dia de outono, e mais um dia de rock clássico no Teatro Rival, no Rio de Janeiro. O Focus, banda holandesa de rock progressivo, passou a limpo mais de quarenta anos de carreira em um show empolgante e arrebatador de pouco mais de duas horas.

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Ao chegar ao teatro, por volta das 19h, a casa ainda estava a meia capacidade, com muitas cadeiras vazias. Rapidamente este quadro iria se alterar: quando as luzes se apagaram, por volta das 20h, todos os lugares estavam tomados e se via alguns fãs em pé nas laterais. Luzes apagadas, cortinas se abrindo, e a banda entra tocando temas conhecidos para ganhar o público, que ainda consumia em suas mesas.

A formação atual da banda (constante desde 2011) conta com o líder e multi-instrumentista Thijs Van Leer, o guitarrista Menno Gootjes (que já tinha tocado com o Focus em 1999), o baixista Bobby Jacobs (com a banda desde 2002) e o veterano baterista Peter Van Der Linden, outro remanescente da formação mais clássica da banda, nos anos 70. Todos brilhando em seus instrumentos, sem dúvida, mas Van Leer conduz o show com toda a sua experiência, compartilhando estórias engraçadas, contando a origem de suas composições, brincando com a plateia e fazendo inúmeras caretas.

Musicalmente, a banda flui do rock progressivo, com pegadas mais hard rock em alguns momentos, a momentos totalmente jazzísticos de improviso, incluindo o vocal único de Thijs, cantarolando sons sem sentido que acompanham a melodia e encantam os fãs. Tudo isto em um crescendo que foi empolgando os fãs presentes no Teatro Rival, passando pelas principais canções, incluindo novas músicas do último álbum da banda, "X", e solos de todos os músicos, em especial de Van Leer, que pega sua flauta, se levanta e passeia de um canto a outro do palco tocando, sem microfone, em um momento especial do show. Com todos os músicos de volta ao palco, chega a hora do clímax total do show, a execução do maior clássico da banda, "Hocus Pocus", com a plateia cantarolando a plenos pulmões ao comando de Van Leer. Ao final, todos de pé aplaudindo merecidamente um show sensacional que ainda teve espaço para o bis. A banda agradeceu tamanho reconhecimento e parecia visivelmente tocada pelo público. Apesar de não ser a primeira vez do Focus nem no Brasil nem no Rio de Janeiro, acho que este show ficou marcado como um dos melhores da banda nas nossas terras. Uma coisa é certa: o público saiu extasiado e extremamente satisfeito com a performance. Particularmente, fui surpreendido por uma apresentação acima da média que vai ficar na minha memória por um longo tempo. Um muito obrigado a estes senhores holandeses que vieram nos brindar com este excelente show!

Eis o set list do show (retirado do site setlist.fm):
1 - "Focus II"
2 - "House Of The King"
3 - "Aya-Yuppie-Hippie-Yee"
4 - "Focus I"
5 - "Eruption" (com solo de bateria)
6 - "Sylvia"
7 - "Birds Come Fly Over (Le Tango)"
8 - "All Hens On Deck"
9 - "La Cathredale De Strasbourg"
10 - "Harem Scarem" (com solos de guitarra e baixo)
11 - Solo de Thijs Van Leer (flauta e teclados)
12 - "Hocus Pocus" (com solo de bateria)
13 - "Focus III" / "Answers? Questions! Questions? Answers!"

Alguns vídeos do show:

"Focus II":

"House Of The King":

"Hocus Pocus":

Confira esta e outras resenhas no blog Ripando a História do Rock: http://ripandohistoriarock.blogspot.com.br. Grande abraço!!




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Sobre João Paulo Linhares Gonçalves

Roqueiro convicto, de carteirinha, desde os treze anos de idade. Já tive diversas bandas preferidas: de Iron Maiden, Metallica e Black Sabbath a The Who, Pink Floyd e Rolling Stones. O heavy metal sempre me atraiu muito, mas o rock praticado nos anos 60 e 70 é fascinante e estou sempre escutando. De vez em quando, dou chance ao punk, rock alternativo, blues, até ao jazz e MPB, pra variar.

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