Whitesnake e Aerosmith: Mais uma noite de rock na Apoteose
Resenha - Whitesnake e Aerosmith (Praça da Apoteose, Rio de Janeiro, 18/10/2013)
Por João Paulo Linhares Gonçalves
Postado em 22 de outubro de 2013
Mais uma noite de rock na Apoteose, pouco mais de uma semana depois da catarse provocada pelo Black Sabbath. Desta vez, foi a noite do hard rock do Whitesnake e do Aerosmith, este último ausente da cidade por quase vinte anos!
A entrada para o show me pareceu um pouco mais organizada que no show do Sabbath: sim, havia uma longa fila (ela chegava na estação de metrô Praça Onze), porém esta andou mais rapidamente. Quando ainda caminhava na passarela, caiu um toró forte que se repetiu no final do show do Whitesnake. A chuva fina insistiu em cair durante quase o tempo todo, e talvez seja uma das justificativas para a fraca presença de público: acredito que menos da capacidade total estava preenchida. Foi muito tranquilo assistir às apresentações, sem empurrões, sufoco, espaço de sobra para curtir.
Perto das 21h, "My Generation", do The Who, começa a tocar no PA e o logo da banda foi exibido no telão - era a deixa para o show do Whitesnake, que desta vez trouxe o baterista Tommy Aldridge destruindo na bateria - sua performance foi a melhor parte da apresentação. A dupla de guitarristas Reb Beach e Doug Aldrich também se saíram muito bem, auxiliando nos backing vocals e dando energia aos velhos clássicos da banda de David Coverdale. O som, de onde eu estava (pista comum), me pareceu mediano, indo e voltando em alguns momentos. Coverdale esteve também com altos e baixos: sua voz falhou bastante; sua performance em 2011, abrindo para o Judas Priest, foi bem melhor. O repertório prestigiou um pouco mais os discos antigos, com apenas duas canções do último álbum da banda, "Forevermore" ("Love Will Set You Free" e "Steal Your Heart Away"). Destaco "Fool For Your Loving" e "Still Of The Night", esta última sempre um ponto alto num show da banda. Durante a execução de "Burn", a chuva caiu mais forte e a voz de Coverdale falhou feio, deixando a apresentação se encerrar em um tom um tanto quanto melancólico. Melhoras para a garganta dele...
Eis o set list do Whitesnake:
"Give Me All Your Love"
"Ready An' Willing"
"Love Ain't No Stranger"
"Is This Love"
"Slide It In" / "Slow An' Easy"
"Love Will Set You Free"
"Pistols At Dawn" (duelos de solos de Doug Aldrich e Reb Beach)
"Steal Your Heart Away" (solo de bateria de Tommy Aldridge)
"Fool For Your Loving"
"Here I Go Again"
"Still Of The Night"
"Burn" (com trecho de "Stormbringer")
Tivemos mais ou menos uma hora de intervalo entre os shows, onde muitos preferiram se esconder debaixo das arquibancadas, para se proteger da chuvinha fina que insistia em cair (na hora do show principal, diminuiu e eventualmente parou). Por volta de 23:10, os Toxic Twins invadiram o palco caprichando na abertura com "Back In The Saddle", deixando a plateia louca e gritando bastante. O palco tinha uma rampa que invadia a pista premium, aumentando a interação da banda com o público. O som melhorou bastante para este show principal, mas ficou aquém do show da semana anterior. O Aerosmith escolheu a primeira metade do show para desfilar seus talentos de banda de rock de primeira, com um repertório calcado nos anos 70, com o reforço de alguns sucessos dos anos 80/90, como "Janie's Got A Gun" (pouquíssimo tocada nesta turnê, o Rio pode se considerar privilegiado!) e "Dude (Looks Like A Lady)" (sempre que a escuto, lembro do filme "Uma Babá Quase Perfeita"). A dupla de guitarristas Joe Perry e Brad Whitford estava inspirada cuspindo riffs e solos calcados no blues e no melhor do rock. Steven Tyler fez o de sempre, apresentação de primeira com sua forte presença de palco e voz em boa forma. Na segunda metade, a banda resolveu desfilar suas diversas baladas para o público carioca, incluindo a desnecessária "I Don't Want To Miss A Thing". A plateia cantou junto e vibrou bastante, o que me reforçou a ideia de um perfil mais pop da plateia, já que a maioria meio que ignorou os clássicos dos anos 70, como "Last Child" e "No More No More". No final, uma grande versão para "Come Together", dos Beatles, que foi cantada em uníssono, e a clássica "Walk This Way" encerrando o show. No bis, um piano branco é instalado para Tyler tocar e cantar "Dream On", sucesso do primeiro álbum da banda, de quarenta anos atrás. O clássico "Sweet Emotion" vem a seguir, estendida para solos inspirados de Joe Perry, e no final muito papel picado pra comemorar uma bela apresentação da banda. Ainda deu tempo pra eles mandarem outra do primeiro disco, "Mama Kin", que ficou tão conhecida por aqui graças ao cover do Guns, um trecho da balada "Crazy" e o final com o clássico "Train Kept A Rollin'". O Rio de Janeiro merecia um show de primeira para compensar uma ausência de quase vinte anos, e foi isso que teve - quase todos os sucessos incluídos, duas horas de rock de primeira e público bem satisfeito. Este blogueiro queria menos baladas e mais canções dos anos 70; entretanto, saiu bem satisfeito também!!
Aqui está o set list do Aerosmith:
"Back In The Saddle"
"Love In An Elevator"
"Toys In The Attic"
"Oh Yeah"
"Janie's Got A Gun"
"Dude (Looks Like A Lady)"
"Rag Doll"
"Cryin'"
"Last Child"
"Jaded"
"Stop Messin' Around"
"What It Takes"
"Livin' On The Edge"
"I Don't Want To Miss A Thing"
"No More No More"
"Come Together"
"Walk This Way"
Bis:
"Dream On"
"Sweet Emotion"
"Mama Kin"
"Crazy"
"Train Kept A-Rollin'"
Alguns vídeos:
Whitesnake - "Here I Go Again":
Aerosmith - "Janie's Got A Gun":
Aerosmith - "Walk This Way":
Acompanhe esta e outras resenhas no blog Ripando a História do Rock: http://ripandohistoriarock.blogspot.com.br. Um abraço rock and roll e até a próxima!!
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