Aerosmith: emocionando o público no Rio de Janeiro
Resenha - Whitesnake e Aerosmith (Praça da Apoteose, Rio de Janeiro, 18/10/2013)
Por Gabriel von Borell
Postado em 21 de outubro de 2013
Depois de trazer suas últimas turnês apenas para São Paulo, o Aerosmith finalmente voltou a incluir o Rio de Janeiro em sua rota de excursão. Steven Tyler e cia não se apresentavam na Cidade Maravilhosa desde 1994, quando foi uma das atrações do extinto Hollywood Rock.
Fotos: Alessandra Tolc
E nem a chuva que insistia em cair na capital fluminense na sexta-feira (18) diminuiu a empolgação dos fãs cariocas que se dirigiam para a Praça da Apoteose naquela noite para encontrar (ou reencontrar) aqueles figurões do hard rock, que até hoje conseguem se manter em alta na insdústria musical.
A abertura do show ficou por conta do Whitesnake, outra banda de hard rock extremamente popular. Sem atrasos, David Coverdale e seus companheiros de grupo subiram ao palco pontualmente às 21h, quando boa parte do público, cerca de 18.000 pessoas, ainda chegava à Praça da Apoteose, já que a chuva que caía na cidade atrapalhava o trânsito e complicava o roteiro dos fãs.
O Whitesnake, que há pouco mais de dois anos também abriu o show do Judas Priest no Rio de Janeiro, mais uma vez fez uma memorável apresentação de abertura. E o repertório do grupo mudou pouca coisa de 2011 para cá. No show Coverdale não dispensou clássicos com "Love Ain't No Stranger", "Is This Love', "Still of the Night" e 'Here I Go Again". E também mandou sucessos do álbum mais recente do grupo, "Forevermore" (2011), como "Love Will Set You Free" e "Steal Your Heart Away".
David Coverdale e banda aqueceram o público, mesmo debaixo de forte chuva, por cerca de 1h10 de show e depois os cariocas precisaram aguentar, aproximadamente, mais uma hora para ficar cara a cara com Steven Tyler. Tudo pelo Aerosmith. E quando o vocalista entrou no palco, com suas roupas mega chamativas e seu microfone coberto de lenços compridos e coloridos, ao lado de Joe Perry (guitarra), David Hull (baixo), substituto de Tom Hamilton, que não pôde vir ao Brasil por motivos de saúde, Joey Kramer (bateria) e Russ Irwin (teclado), todo o incômodo provocado pela chuva passou e os fãs só queriam saber de aproveitar aquele momento ao máximo.
Em excelente forma vocal e física, Steven comandou a plateia a todo momento com suas dancinhas, firulas, berros, gritos, caras e bocas, e seu talento musical, óbvio. Sem deixar de sensualizar por um instante, até para a câmera, e com muita simpatia, inclusive, o cantor começou o show do Aerosmith por volta de 23h10 e de cara mandou a chuva se f****. Então a banda executou "Back in the Saddle Again", do álbum "Rocks" (1976), para incendiar a Praça da Apoteose e fazer o público esquecer de vez a chuva.
"Love in an Elevator" e "Toys in the Attic" pareciam ter a mesma missão de criar uma atmosfera super quente em contraste com o mau tempo. Depois veio a nova "Oh Yeah", presente no CD "Music From Another Dimension!", lançado em 2012. E à medida que o Aerosmith mandava seus clássicos, como "Janie's Got a Gun", "Dude (Looks Like a Lady e "Rag Doll", a animação da plateia carioca aumentava.
Mas foi com "Cryin" que a apresentação do grupo atingiu seu ponto máximo de conexão com o público. Enquanto Tyler cantava os conhecidos versos da canção, os fãs acompanhavam com coro, gritos, pulos, choros e abraços coletivos. Uma loucura. Depois a apresentação seguiu com "Last Child", "Rag Doll" e o cover de Fleetwood Mac "Stop Messin' Around".
Já em "What it Takes", o vocalista jogou para galera e o público cantou a primeira parte da música, à capela. Depois Tyler assumiu os vocais de volta e a banda entrou junto na canção. Em seguida, já sem chuva, veio "Livin' on the Edge" e "I Don't Want to Miss a Thing", outra que causou extrema comoção na plateia. Mais tarde, "Come Together", cover dos Beatles, e "Walk this Way", que fez todo mundo dançar com o suíngue da música, fecharam o set do Aerosmith à 00h40. Logo depois um piano entrou no palco e Steven Tyler apareceu para emocionar o público com uma interpretação inspirada de "Dream On".
O retorno da banda foi completado por "Sweet Emotion" e "Mama Kin", e então novamente o Aerosmith saiu de cena, pouco depois de 1h. No segundo bis, os fãs pediram "Crazy" em uníssono e, sendo já previsto ou não, a banda executou o primeiro trecho da música, para delírio da plateia carioca. Depois Tyler e cia emendaram no cover de Tiny Bradshaw "Train Kept A-Rollin'", fechando duas horas de apresentação. Ainda houve tempo para o grupo de Boston, Massachusetts, se despedir prolongadamente dos fãs do Rio de Janeiro. E claro que Tyler não iria embora sem sensualizar com a câmera pela última vez. Agora fica somente o desejo dos cariocas de que não demore outros 19 anos para que o Aerosmith apareça novamente na cidade onde ele, empolgado ao extremo, até beijou uma fã de língua e quase botou as partes íntimas para fora.
Setlist:
1- "Back in the Saddle"
2- "Love in an Elevator"
3- "Toys in the Attic"
4- "Oh Yeah"
5- "Janie's Got a Gun"
6- "Dude (Looks Like a Lady)"
7- "Rag Doll"
8- "Cryin'"
9- "Last Child"
10- "Jaded"
11- Stop Messin' Around" (cover de Fleetwood Mac)
12- "What It Takes"
13- "Livin' on the Edge"
14- "I Don't Want to Miss a Thing"
15- "No More No More"
16- "Come Together" (cover de The Beatles)
17- "Walk This Way"
Bis 1:
18- "Dream On"
19- "Sweet Emotion"
20- "Mama Kin"
Bis 2:
21- "Crazy"/ "Train Kept A-Rollin'"














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