Metallica: como foi o show no Ginásio do Ibirapuera em 1989

Resenha - Metallica (Ginásio do Ibirapuera, São Paulo, 06/10/1989)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Alessandro Eduardo
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O Metallica aportou em nosso país para mais uma apresentação na edição de 2013 do Rock In Rio. Mas, em meados dos anos 80 isso ainda era um sonho, que tomou forma em dezembro de 1989. Relembre (quem foi) ou imagine como foi essa apresentação matadora.

0 acessosBlend Guitar: em vídeo, Top 10 Heavy Metal Bands5000 acessosMTV Unplugged: As 25 melhores apresentações da história


É difícil de acreditar, mas eles vieram mesmo. Podíamos esperar qualquer outra banda, menos aquela que está em primeiro lugar entre as melhores de thrash no mundo. Com todos os seus quatro LPs lançados aqui, o público de som pesado sonhava vê-los pelo menos desde 84. Os boatos se concretizaram e o Metallica chegou ao Brasil para o epílogo da turnê ... And Justice for All, depois de mais de 250 shows por todo o planeta.

Até o pessoal do interior veio em massa. Filas gigantescas e muita expectativa era o que se via por toda a parte. Infelizmente, parte do cenário original não veio: a estatua da justiça marca registrada da turnê que, como a bateria, deveria ser desmontada no decorrer do show. Lá estavam apenas o pano de fundo e alguns degraus no palco, parte das ruínas romanas que compõem o clima do espetáculo. No Brasil, nada é como deve ser, embora isso não parecesse importar muito à plateia. Exatamente às nove e meia (o show estava marcado para as nove horas), as luzes do ginásio do Ibirapuera se apagaram levando todos aos berros, contidos na espera.

Lars Ulrich surge atrás da bateria apontando para cima, enquanto James Hetfield instiga à plateia a loucura com os riffs de "Blackened". Foi brilhante: a presença deles no palco é tribal, ao mesmo tempo em que transborda profissionalismo. Kirk Hammett corre de um lado para o outro do palco, revezando posições com o baixista Jason Newsted. Todos se vestem de preto e Hetfield exibe a cabeça recém-raspada dos lados e bigodes ruivos, combinando muito bem com sua performance agressiva e imponente. Ao término da segunda canção todos saem deixando Jason só, embarcando num solo de baixo carregado de delay, distorção e pedal de volume. Ele é bem aplaudido, mas deixa no ar certa saudade do falecido Cliff Burton.

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

Quando a banda retorna, Kirk está empunhando uma Gibson Les Paul, fato inédito. O público canta junto todas as músicas e a troca de energia atinge seu máximo em "Fade to Black" e "Master of Puppets". Impossibilitado de subir ao palco pela forte proteção, o pessoal teve de se contentar com os banhos de cerveja atirados por Hetfield entre uma música e outra. Por mais uma hora, somos presenteados com milhões de decibéis até que a banda se retira sob o coro uníssono pedindo bis.

As luzes se apagam no ambiente e se inicia um playback com som de bombas e metralhadoras, até eles retornarem com "One". Nem o público nem a banda parecem cansados. Kirk detona um excelente solo de guitarra com uma Stratocaster para que tudo se encaixasse perfeitamente, com bastante wah-wah e um trecho de "Little Wing" de Jimi Hendrix, que mostraram o que aprendeu nas aulas com Joe Satriani. Do cacete! Mas eles acabam voltando para um novo set, desta vez com mais clima de final de show´. Tocam "Blitzkrieg" e "Am I Evil" do Diamond Head com os instrumentos invertidos - Hetfield na batera e Lars encarnando Bruce Dickinson nos vocais. É uma jam memorável. Com "Last Caress", do Misfits, o ginásio quase veio abaixo. Pelo público, eles tocariam a noite inteira, mas eles encerram com "Bread Fun", para tristeza geral.

Revista Bizz 1989.

5000 acessosQuer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Robert TrujilloRobert Trujillo
O que ele achou do seu filho tocar com o Korn?

0 acessosBlend Guitar: em vídeo, Top 10 Heavy Metal Bands0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Metallica"

Metal para BebêsMetal para Bebês
Canções de ninar para filhos headbangers

LoudwireLoudwire
Top 10 bandas americanas de metal

MetallicaMetallica
Se encontrar James Hetfield, não peça para bater uma foto

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de Shows0 acessosTodas as matérias sobre "Metallica"

MTV UnpluggedMTV Unplugged
As 25 melhores apresentações da história

Lady GagaLady Gaga
Tão empolgada que até pagou peitinho em show de Rock

MetallicaMetallica
"Membros são mensageiros de Deus", diz pastor

5000 acessosEm 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil5000 acessosSkid Row: a tensão que levou à demissão de Bach5000 acessosGuitarristas: os 5 melhores para conhecer as últimas décadas5000 acessosThisBlogRules: site lista os dez maiores shows já realizados5000 acessosSérgio Moro: feliz por estar à frente de Bono, do U25000 acessosDave Grohl: ele estava chapadão e foi salvo por Taylor Swift

Sobre Alessandro Eduardo

Encontrou o caminho aos 9 anos, quando adquiriu CREATURES OF THE NIGHT, do KISS. Mas o caminho foi tortuoso, teve que vender garrafas de champanhe vazias, pedir dinheiro aos tios e tias para comprar o disco. Pois seus pais não iriam dar, por se tratar de música do demônio. 40 anos, casado com uma diva, chamada Diva, três maravilhosos filhos e dois cachorros. 31 anos de rock, pop, thrash, glam, heavy, hard, soul, funk, blues, jovem guarda e afins. Enjoy the silence!

Mais matérias de Alessandro Eduardo no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online