Girlschool: demolição sonora no Hangar 110 de São Paulo
Resenha - Girlschool (Hangar 110, SP, 29/06/2013)
Por Milena Mori
Postado em 07 de julho de 2013
Foi a primeira passagem da banda britânica pela cidade de São Paulo, antes, em turnês brasileiras, a "escola de garotas" só havia estado em Rio Claro no interior do estado para o evento Rock Feminino.
Fotos: Milena Mori
A abertura do evento ficou a encargo de duas bandas. O A.V.C e o Armadilha, ambas bandas paulistas cantadas em português.
O A.V.C. com seu som etílico "a la Motorhead" foi a primeira banda da noite, tocando seu repertório contagiante além de versões energéticas de clássicos do Rock como "Johnny B. Goode" e "Minha Vida é o Rock N’ Roll" do Made in Brasil, destaque para as excelentes canções "Na Contra Mão", "Sinfonia dos Vadios" e "O Rock é meu Pastor".

A segunda banda foi o Armadilha, banda que estava mais que apropriada para a abertura do evento, vez que nasceu das entranhas do Midnight Ride (Girlschool Cover Oficial do Brasil) e contou com ajuda e conselhos das lendas britânicas (que além de ídolos, são amigas do baterista Pedro Zupo).

A banda tocou apenas o repertório do seu CD "Choque Elétrico" cujo lançamento foi no mesmo dia. O show do Armadilha ainda foi gravado para um lançamento ao vivo e teve como seu principal destaque a música "A Minha Casa é o Bar" composta em homenagem a suas mentoras do Girlschool (tal música inclusive contaria com a participação da guitarrista Jackie Chambers ao vivo, que de última hora não pode tocar por conta de um problema estrutural que a impediu de conseguir plugar sua guitarra para a Jam com a banda).

Então, foi chegada a hora da banda feminina há mais tempo em atividade tocar seu primeiro show em São Paulo, as sirenes já anunciavam a demolição que viria, e com a música "Demolition" a banda tocou seu repertório, focando principalmente nos dois primeiros álbuns "Demolition" e "Hit N’ Run".

O calor do Hangar 110 era superado facilmente pelo calor do público e pela energia do "Motorhead de saias", que emendando vários de seus clássicos rendeu à plateia um dos melhores shows já feitos no Hangar 110.

As guitarristas Jackie Chambers e Kim Mcaullif esbanjavam carisma, enquanto que a postura da baixista Enid Willians hipnotizava até o mais alienado dos fãs, e por fim a sempre lendária baterista Denise Dufort espancou as peles do instrumento sem dó.

Goste ou não, depois de ouvir ao vivo tantos clássicos como "Demolition", "Not For Sale", "Future Flash", "I Spy" (dedicada ao grande Ronnie James Dio), "Never Say Never", "Kick it Down", "Everythings the Same", "Screaming Blue Murder", "Race With The Devil", "The Hunter", "Watch Your Step", "Tush" (cover de ZZ Top) e as pérolas de sua discografia "C’mon Lets Go" e "Emergency", se percebe o porque de toda garota que pegou em uma guitarra, baixo ou bateria até hoje, dever tudo a elas!



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