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Edu Falaschi - Vera Cruz

Panzer Fest: o metal brasileiro vai muito bem, obrigado

Resenha - Panzer Fest (Cine Jóia, São Paulo, 15/06/2013)

Por Durr Campos
Em 19/06/13

Eu poderia iniciar este texto enumerando os predicados do metal feito no Brasil, listar as bandas mais proeminentes na cena, falar de suas alegrias, dores, amores, sabores, temores, etc. Mas quer saber? O discurso nos últimos tempos – com honrosas exceções – ficou burocrático, resmungão e contraditório demais pro meu gosto, mesmo percebendo que não faltam motivos para não sair da batalha e muito menos baixar a cabeça. A música pesada produzida neste país foi, é e sempre será única. Como o meu amigo Sérgio Baloff, vocalista do Headhunter DC, comenta, temos o "Typical Brazilian Metal", algo que fulano ou beltrano jamais tirará de nós, pois é nato. Assim como o é nos demais lugares deste mundão metálico que nos cerca. Eu sou daqueles que se aproxima dos seus semelhantes, por conta disso prefiro chegar junto da turma do tirando-o-traseiro-da-cadeira-para-fazer-alguma-coisa-ao-invés-de-buscar-culpados. O bom é que não interessa o tamanho de sua ação, mas o que te leva a realizá-la. Quer um exemplo classe A? O PANZER FEST. Estivemos no último dia 15 no Cine Jóia para acompanhar de perto o resultado de um conjunto de belas atitudes e, sem exageros, o evento é melhor do que eu esperava. Logicamente que um cast composto, na ordem de entrada no palco, FORKA, NERVOCHAOS, PANZER, WOSLOM e COMMAND6 ajudou bastante. Vamos ao resumo dos acontecimentos.

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Texto: Durr Campos
Fotos: Diego Cabral da Camara - veja uma galeria de imagens do show no link abaixo.

Panzer Fest: galeria de fotos do evento em São Paulo

O Cine Jóia é muito bacana, além de central e perto do metrô. A movimentação nas imediações do local não era das maiores, mas durante a apresentação da primeira banda, Forka, o público foi chegando. E o que falar deste furioso nome? Experiência os caras tem pelos 10 anos de estrada e três álbuns nas costas. O mais recente deles, "Black Ocean", lançado este ano, não só manteve toda a fúria característica como elevou a qualidade do quinteto a uns dois níveis acima, pelo menos. Mesmo desfalcados do baixista Ricardo Dickoff, acidentado recentemente, e dada a importância do instrumento no estilão crossover do Forka, sua ausência foi suprida pelo poder das guitarras de Samuel 'Pastor' Dias e Alan Moura, que é qualquer coisa de covardia. Tu assiste aos caras por alguns minutos e já vira fã! São completamente diferentes no estilo de tocar as seis cordas e postura cênica, mas completam-se perfeitamente. O mesmo pode ser dito do frontman Ronaldo Coelho, um exemplo de vocalista no estilo. Dono de um gogó privilegiado, Coelho mescla perfeitamente urros e aquela gritaria metalcore típica. Completa o time o baterista Caio Imperato, outro monstro na precisão e rapidez. Das músicas tocadas posso mencionar "Last Confrontation", a maravilhosa faixa-título do mais recente álbum, "Black Ocean" e o cover destruidor para "Angel Of Death", do Slayer, que encerrou a devastação sonora inicial.

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Sites Relacionados:
http://www.facebook.com/ForkaOfficial
http://www.myspace.com/forkametal

Nem bem retomei o fôlego e o Nervochaos já entrava em cena sem piedade. Recentemente os vi em Amsterdã durante a turnê europeia ao lado do já mencionado Headhunter DC em um dos shows mais brutais que pude assistir no Velho Mundo. E no Brasil os caras tocam com um ódio extra, haja visto o tema escolhido para abrir, a sensacional "Total Satan". O line-up atual conta com Guiller na voz e guitarra, Quinho também na guitarra, o baixista Felipe Freitas e Edu Lane, baterista, membro fundador e um dos maiores batalhadores do underground no mundo! Quando Guiller brada "God is not here today...", sabemos que é a deixa para, talvez, a minha favorita ter início: "Pazuzu is Here", um dos hinos mais imundos da história do death metal brasileiro na opinião deste que vos escreve. Há algo único na linha de bateria desta que, sei lá, não deixa nenhum ser em paz, esteja ele vivo ou morto. A música que batiza o mais recente trabalho de estúdio do quarteto, "To The Death", foi outra das mais apreciadas pelos bangers, assim como a que abre este novo registro, "Mark Of The Beast". Foram cerca de 30 minutinhos da mais pura aniquilação! Em tempo, vale lembrar que o Nervochaos prepara o primeiro DVD, gravado na Europa recentemente.

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Sabendo da responsabilidade, os anfitriões do Panzer não se intimidaram e já chegaram do jeito que sabem, isto é, sem delongas e mandando ver! Os caras eram os veteranos do rolê, tendo surgido no começo dos anos 90. Após 22 anos de carreira, assistir ao show deles é constatar o que a estrada é capaz de fazer de bom a uma banda. Se bem que a formação mudou bastante, sendo a mais significativa a adição do vocalista Rafael Moreira. Eu já acompanhava meio de longe seu trabalho ao lado do UpStairs e Sacrament, dois ótimos nomes da cena mineira, mas foi com o Reviolence que realmente tive a prova da capacidade deste pequeno grande frontman. Rafael domina o palco por inteiro, agita pra caralho e ainda esbanja simpatia junto ao público. Os veteranos Edson Graseffi (bateria) e André Pars (guitarras) formam uma das mais eficientes duplas do metal desta terra, tanto tecnicamente quanto pela criatividade dos arranjos em seus respectivos instrumentos. Já o baixista Rafael DM é um show a parte, provocando a plateia sem parar, oferecendo cerveja a quem trajasse a camiseta mais legal (nota do redator: O escolhido usava uma do "Antes do Fim", clássico da Dorsal Atlântica), pedindo mosh e, pasmen!, descendo no meio da muvuca para agitar na roda. No repertório músicas dos trabalhos "Inside" (1999) e "The Strongest" (2001), bem como canções do single "Rising", editado ano passado, e do aclamado EP "Brazilian Threat", do qual tocaram – dentre outras – a excepcional "Red Days". O set ainda incluiu a novíssima "The Last Man". Pela qualidade dela já podemos pressupor o primor que virá o próximo no CD.

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A próxima atração era uma das mais aguardadas. Senão vejamos. O Woslom lançou recentemente um dos discos mais interessantes e especiais dos últimos anos, o já aclamado "Evolustruction", editado de forma independente. O título do álbum, uma mescla entre as palavras "evolution" e "destruction", não poderia sintetizar melhor a bolachinha, mas de nada adiantaria a bela sacada se o conteúdo não fosse ainda melhor. Para este redator "Evolustruction" já figura na lista de melhores do ano, mas ainda faltava conferir as músicas no palco, local que o Woslom domina como poucos. Falar dos talentos individuais dos músicos é até complicado, pois a unidade do quarteto é ímpar. Eu destaco sempre as atuações de Rafael Iak, um ás nas guitarras, além do Silvano Aguilera, guitarrista rítmico e responsável pelos vocais na banda, mas seria uma injustiça não mencionar o exímio baixista Francisco "Chicão" Stanich Jr. e o ótimo batera Fernando Oster, dono de uma pegada bem particular. Durante a apresentação dos rapazes, a Bay Area de São Francisco parecia estar a alguns quilômetros do Cine Jóia. Silvano está com a voz mais próxima do Chuck Billy, da lenda Testament, nos tempos áureos de sua potência ali até o "Souls of Black" (1990). Antes que os fãs da banda – dentre os quais me incluo – venham com ofensas desnecessárias, deixo claro que aprecio TODAS as fases do quinteto californiano, apenas situei no quesito timbre vocal. Chuck continua mandando bem, em especial pelos problemas que passou em sua luta contra um câncer raro testicular que se espalhou por seu peito e coração. Voltando ao nosso Woslom, como já era de esperar foram extremamente bem recebidos. O repertório focou o novo álbum, mas os hinos "Time to Rise" e "Soulless (S.O.T.D.)" não poderiam ser deixados de lado. Infelizmente precisaram diminuir o set pelo avançar do horário, deixando de fora diamantes como "Mortal Effect" e "Breathless", minhas favoritas no debut e em "Evolustruction", respectivamente.

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Fechando o Panzer Fest, o Command6 iniciou já após a meia-noite e com a casa bem mais vazia. Percebi que boa parte do público deixou o Cine Jóia por conta da limitação de horário do transporte público. Uma pena pois perderam um puta show! A banda paulistana de soltar no mercado o seu segundo disco, "Black Flag", o qual continua podendo ser baixado gratuitamente no site oficial cujo link você encontrará ao final desta resenha. Percebendo a ingrata tarefa que é encerrar festivais, o quinteto formado por Wash (vocais), Johnny Hass (baixo), Bugas (bateria), além da duplas de guitarras Bruno Luis e Attilio Negri, entregaram-se 200% em cena, apesar de quê pela naturalidade com a qual fizeram denota a atitude como algo corriqueiro. Eu os via ao vivo pela primeira vez, portanto cabe aos nossos leitores confirmarem o que acabo de supor nos comentários mais abaixo. O destaque maior é com certeza o vocalista Wash, daqueles sem-medo-de-ser-feliz no que diz respeito a dançar, acenar, fazer suas caretas espertas, chamar a galera para o "abraço" ou soltar a voz, algo que o rapaz faz com uma propriedade tamanha. Sua versatilidade é impressionante, eu diria que estávamos ali diante do nosso Mike Patton (Faith No More), salvas as devidas proporções. Particularmente gostei muito das performances de "Crush The World", que abre o mais recente trampo de estúdio, também "You Wanted, You’ve Got It", esta do debut "Evolution?" (2009), além das excelentes "Black Flageles" e "Dawn of a Man". Um set bem redondo e certeiro, ninguém poderia negar. Parabéns a todos os envolvidos ao PANZER FEST, não só pela ótima produção, mas pelo carinho que imprimiram ao evento.

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Europa, onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar Napalm Death, seguido de algo do New Order ou Depeche Mode, daí viajar com Deep Purple, bailar com Journey, dar um tapa na Bay Area e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo.

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