Roça n Roll: o maior festival do interior do país

Resenha - Roça and Roll (Varginha, MG, 01/06/2013)

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Por Pedro Henrique Ruas/Cleo Batista
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Se nós dissermos que em Minas Gerais tem Metal isso será um coisa óbvia, agora se dissermos que em Minas tem um festival que chega aos seus 15 anos de estrada com milhares e milhares de histórias, diversas bandas de diversos estilos e nacionalidades isso não será uma coisa tão óbvia, afinal o Roça n Roll mesmo nos seus 15 anos de existência e sendo o maior festival do interior do país, ainda é um festival desconhecido por muitos.

A 15° edição do festival veio nos mesmo moldes das últimas edições, esse ano tendo como atrações principais o GRAVE DIGGER, ORPHANED LAND e MARTIN WALKER & TUATH DE DANANN, além de várias outras atrações totalizando cerca de 20 bandas e um público estimado de 5 mil pessoas para o ultimo dia. Esse ano além das atrações musicais ainda havia o lançamento do DVD ROÇA n ROLL - 15 ANOS DE ESTRADA E MUEÇÃO, documentando os 15 anos de existência do festival.

O festival teve inicio na quinta-feira 30/05, tendo a abertura como o evento do dia. A abertura do show seria uma festa realizada na mesma fazenda, onde seria o restante dos shows, porém por alguns motivos técnicos a festa foi transferida para um galpão na entrada da cidade, algo pequeno apenas para deixar os fãs que já estavam na cidade com aquele ar de "amanhã o bicho pega".

Como já dito antes o inicio foi bem singelo tendo como destaque maior o carisma, o profissionalismo, a atenção e a vontade de deixar todos à vontade dos anfitriões do festival o Bruno Maia (TUATHA DE DANANN, BRAIA) e o Ivanei Salgado, se bem que esse carisma, profissionalismo, atenção e alguns outros adjetivos positivos não faltavam, pois mesmo nas horas mais tensas eles sempre estavam lá para lhe dar atenção e sempre preocupados com o seu bem estar.

Já no primeiro dia o frio estava intenso, a névoa cobria toda cidade inclusive a placa do local onde seria a festa de abertura, o Plug Rock Eventos. A festa teve inicio com a banda SILENT HALL, que fez uma bela participação agradando ao público em geral. Logo após entrou em cena a banda SANTO GRAAAL, banda já conhecida dos moradores de Varginha. A festa durou até a madrugada.

Diferente da noite anterior, o festival tendia a ser mais longo, mais intenso e mais frio, afinal o segundo dia do festival já era na Fazenda Estrela situada próxima de Varginha. O local ainda não estava muito cheio já que a grande expectativa era para os shows internacionais do sábado, porém bandas nacionais com trabalhos muito bons se apresentaram.

O atendimento nas barracas de comida e bebida foi muito bem feito, com pessoas atenciosas e educadas e os preços módicos, nada muito diferente de um bar na cidade. Os palcos estavam muito bem montados permitindo a visão de qualquer lugar da área do evento, seja sentado nos bares, na frente do palco, no meio do gramado, a visão foi privilegiada para todos. Havia uma linha de ônibus que fazia o transporte do publico da cidade para o evento e vice-versa.

Na noite fria a única forma de se esquentar era chegando bem próximo do palco e “bangeando” um pouco, com isso se formava um público considerável em frente ao menor dos palcos, na verdade o público se alternava entre a frente do palco e os quiosques de bebidas e comidas. enquanto a música rolava estavam em frente ao palco, na transição de uma banda para outra se aglomeravam nos quiosques.

Tendo no seu 2° dia um total de 7 bandas, o festival teve seu primeiro ápice quando o HAGBARD, uma banda de folk/viking, subiu ao palco para tocar. A banda que gravou recentemente seu primeiro album anunciou na mesma semana do festival que a masterização e finalização do album ficará a cargo de Jerry Torstensson (DRACONIAN). Ainda no 2° dia os presentes ainda veriam uma banda formada e na ativa desde 1989. O DEADLINESS subiu ao palco mostrando toda seu profissionalismo e carisma com o público, após esse show foi possível se esquentar um pouco pois a intensidade foi insana, sem dúvida a hora mais insana do 2° dia do festival.

No 3° e último dia do festival e também o mais esperado. Teria as bandas GRAVE DIGGER e ORPHANED LAND e MARTIN WALKER & TUATHA DE DANANN como bandas principais. Mas não era apenas elas a se apresentarem afinal muitas bandas nacionais dividiram os três palcos do evento, intercalando entre si a utilização de cada um.

Se formos fazer um apanhado das bandas nacionais a presença incondicional do público fez grande diferença, fato que vem engrandecendo mais ainda show nacionais. Nas apresentações nacionais tivemos grande show com o DROWNED, que fez um verdadeiro espetáculo no palco apresentando seu ultimo álbum, sendo um dos melhores show do festival. Ainda nas apresentações nacionais tivemos como destaque o MOTOSERRA TRUCK CLUBE, MALEFACTOR e GLITTER MAGIC.

As duas bandas internacionais fizeram shows bem diferentes, o ORPHANED LAND fez um show um tanto quanto “morno” se compararmos ao show deles ano passado no Metal Open Air, além disso teve a participação pífia de uma dançarina de dança do ventre. No repertório era possível ver clássico e músicas mais novas, mas nem as antigas nem as mais novas conseguiram animar totalmente o público. Já o show do GRAVE DIGGER “FOI DO CARALHO”. O show foi intenso do inicio ao fim, tendo músicas novas, velhas, clássicos e tudo que um bom show do GRAVE DIGGER tem, músicos muito bons destaque para a banda toda que fez um showzaço e animou todo o público para o show que ainda viria.

Como chave de ouro todos já aguardavam a apresentação de Martin Walker & TUATHA DE DANANN, Martin que já é um velho conhecido dos fãs de folk metal e um “pinguço” assumido (de acordo com Bruno Maia) subiu no palco para cantar músicas da sua banda SKYCLAD e músicas do Tuatha, que não se apresentava há um bom tempo, e ao final do show era possível ver a satisfação estampada no rosto dos caras do Tuatha, no rosto do Martin, no rosto do Bruno Maia e principalmente no rosto do público presente que acompanhou mais uma edição do maior festival do interior do Brasil: ROÇA n ROLL.

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