Grave Digger em SP: Heavy Metal é o segredo da juventude

Resenha - Grave Digger (Manifesto Bar, São Paulo, 02/06/2013)

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Por Monica Prado
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Um show fantástico na única apresentação acústica dos alemães de sua história. O local escolhido, Manifesto Bar, reuniu um grande número de pessoas para assistir este momento único para a banda.

Veja uma galeria de imagens do show no link abaixo:
855 acessosGrave Digger: galeria de fotos do show em São Paulo

Às 20:57hs de uma noite fria em São Paulo, o bar Manifesto recebeu um convidado ilustre. Ao descer as escadas que terminavam no palco, Hans Peter "H.P." Katzenburg, cujo rosto está sob a máscara de uma caveira, é ovacionado. Logos após, os demais integrantes da banda Grave Digger se juntam a ele no palco, e tem início o show.

A banda de heavy metal nascida em 1980 em Gladbeck, pequena cidade na Alemanha, está ativa até hoje, tendo apenas se ausentado do cenário do rock no período de 1987 a 1991. No currículo a banda possui nada menos do que 16 álbuns de estúdio e sua formação atual é: Chris Boltendahl (vocal), Axel Ritt (guitarra), Jens Becker (baixo), Stefan Arnold (bateria) e Hans Peter "H.P." Katzenburg (teclado).

O público de aproximadamente trezentas pessoas estava ansioso para ver um show que já prometia ser diferenciado, um show acústico de uma banda com histórico de peso na cena do heavy metal. E, com certeza, o resultado foi extremamente gratificante.

Chris Boltendahl cumprimenta o público com um simpático: “Boa noite meus amigos, como estão vocês?” e revela que primeira vez que estiveram no Brasil, em 1997, eles estavam totalmente bêbados. A primeira música é The Round Table, muito bem recebida pelo público. Já na sequência, Chris pede palmas para acompanhar o refrão de Curse of Jacques, e é prontamente atendido.

Antes de iniciar a terceira música, Home at Last, Chris diz que esta noite é uma noite diferente, e que espera que todos estejam gostando. Não é pra menos, o clima intimista do show envolve toda plateia. Chris sabe como cativar o público e confessa que está muito feliz que todos vieram para ver o show acústico do G.D., e anuncia que a próxima faixa se encaixa muito bem nesta versão: The House.

O formato acústico permite aos artistas apresentarem seus repertórios com uma nova roupagem, e os fãs podem aproveitar de uma outra forma. Sem dúvida, a banda se mostra bem à vontade e na sequência apresenta The Last Supper, Ballad of Mary, uma da mais aplaudidas, e Medusa.

Chris descobre que é aniversário de 20 anos de uma fã que está presente, e começa a cantar Happy Birthday, mas não na versão original, e sim na versão que ficou imortalizada na voz de Marilyn Monroe que em 19 de Maio de 1962 cantou para o então presidente dos Estados Unidos: J. F. Kennedy: “Happy Birthday to you, Happy Birthday to you, Happy Birthday Mr. President, Happy Birthday to you”. A plateia não se contém e ouve às gargalhadas.

O show continua, os fãs estão contagiados pelo clima descontraído e a proximidade entre fãs e banda é perfeita. Yesterday, Dark of the Sun, Rebellion e HM Breakdown são as últimas faixas apresentadas. Chris oferece o Setlist para que o público escolha a próxima música a ser tocada, e temos Pray, e HM Breakdown novamente.

Às 22:30hs Chris pede que esperem dez minutos pois eles voltarão para dar autógrafos e tirar fotos. Logo, eles juntam-se aos fãs e carinhosamente atendem aos pedidos. Ao posar ao lado do baterista, Stefan Arnold, pergunto: “Qual o segredo da sua juventude?” Ele mostra ser, além de talentoso, um grande sábio ao responder: “Heavy Metal”.

Setlist:
1. Intro
2. The Round Table (Forever)
3. The Curse of Jacques
4. Home At Last
5. The House
6. The Last Supper
7. The Ballad of Mary (Queen of Scots)
8. Medusa
9. Yesterday
10. The Dark of the Sun
11. Rebellion (The Clans are Marching)
12. Heavy Metal Breakdown
Encore:
13. Pray
14. The Round Table (Forever)
15. Heavy Metal Breakdown

Formação:
Chris Boltendahl (vocal)
Axel Ritt (guitarra)
Jens Becker (baixo)
Stefan Arnold (bateria)
Hans Peter "H.P." Katzenburg (teclado)

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Sobre Monica Prado

Sou formada em Engenharia pela E. E. Mauá e atualmente curso Filosofia na FFLCH-USP. Sou professora e tradutora de Inglês. Amo música e curto desde música clássica até o Heavy Metal. Música brasileira não é meu forte, mas sei apreciar um som de qualidade. A música me ajuda a sobreviver neste mundo, e ele ainda vale a pena por causa dela!

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