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Demon Hunter: emoção e brutalidade no show de São Paulo

Resenha - Demon Hunter (Inferno Club, São Paulo, 27/04/2013)

Por Diego Camara
Em 28/04/13

Bastante emoção e brutalidade. Isto foi o que o Demon Hunter entregou em sua primeira passagem pelo Brasil. Os americanos do metal cristão, em show curto com pouco mais de uma hora, mostraram toda a sua força em um repertório bastante variado que mostrou todas as nuances do som da banda.

O show começou exatamente às 20h para um Inferno Club bastante lotado. O som pesado da banda já abriu com a famosa "Someone to Hate", que em sua introdução já explodiu o público do local, com uma técnica apurada e a pegada firme que fizeram deles famosos. Outro destaque foi para o fantástico solo de guitarra. O palco parecia pequeno para o número de integrantes da banda, o que reduziu sem dúvidas a mobilidade deles, o que não impediu o trânsito, especialmente do vocalista.

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A banda seguiu o show tocando outras três músicas bastante conhecidas e que mostraram também ótima execução. O público já estava bastante afinado e cantou junto com a banda, comandados pelo vocalista Ryan Clark. "The World is a Thorn" e "Lifewar" mostraram toda a agressividade da banda, que recebeu da plateia punhos no ar.

A banda agradeceu toda a receptividade dos fãs, dizendo que estavam em sua primeira passagem pela América do Sul. "Ouvimos bastante sobre os fãs brasileiros e gostaríamos de dizer que era tudo verdade, vocês são ótimos!", disse arrancando gritos e aplausos da plateia.

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No meio do show o destaque veio para as músicas "My Destiny" e "God Forsaken", ambas bastante conhecidas do público que mostraram fãs extremamente afinados quando Clark os fez cantar junto o refrão. O belo e emocionante solo de guitarra de "God Forsaken" que levou a todos em uníssono baterem cabeça junto com o Demon Hunter. O excelente resultado do som, ainda, foi concluído com as baquetas de Timothy Watts, que comandaram a base de toda a música.

Na saída do palco duas grandes músicas. A banda tocou o seu maior hit até o momento, "Collapsing", onde a plateia cantou o tempo inteiro junto com Clark. O solo de guitarra, mais uma vez fantástico e cheio de adrenalina, completou uma execução perfeita da música.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

A música seguinte caiu como um presente para todos os fãs paulistas. "Esta música nunca foi tocada, e é especial para o público brasileiro", disse Clark ao público. Executaram então a música "Roots Bloody Roots", cover do Sepultura que fez a plateia inteira cantar junto e foi condecorada com um grande solo de guitarra. A plateia sem dúvidas adorou o presente inesperado.

Para o bis, a banda trouxe duas grandes músicas. "Carry me Down" mostrou toda a emoção do Demon Hunter e se encaixou perfeitamente com o retorno da banda ao palco. A plateia fez silêncio inicialmente, e depois cantou junto com Clark na canção que foi tocada de um jeito mais intimista que no álbum, puxando ainda mais para os vocais em acompanhamento de uma guitarra. Arrancaram, ainda, palmas de todos os fãs.

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A última música já era bastante conhecida como final de todos os shows da banda. "Storm the Gates of Hell" retornou o som brutal da banda, sendo executada com bastante rapidez e agilidade pelo Demon Hunter. Os fãs à frente levantaram os braços e cantaram junto com a banda, que ainda teve tempo para no final terminar a música com um firme solo de bateria e um "obrigado" de Clark.

Se tudo não era as mil maravilhas como o Demon Hunter, o Inferno Club desta vez não estava em suas maiores condições. O som, apesar de muito bem executado pelos integrantes, pareceu um pouco estranho nos pontos altos das músicas, mas nada que pudesse prejudicar a força de vontade da banda, que incansavelmente mostrou porque é uma das grandes revelações do mainstream do momento e está, como disse Clark, há 10 anos nos palcos, com uma base fiel de fãs.

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Setlist:
1. Someone to Hate
2. Undying
3. The World is a Thorn
4. Lifewar
5. Not I
6. My Destiny
7. Not Ready to Die
8. We Don’t Care
9. God Forsaken
10. My Heartstrings Come Undone
11. Collapsing
12. Roots Bloody Roots (Sepultura cover)
Bis:
13. Carry me Down
14. Storm the Gates of Hell

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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