Resenha - Tributo a Fabio "Garage" Costa (Garage, RJ, 13/01/2013)
Por Sigried Neutzling Buchweitz
Fonte: Rio de Metal
Postado em 20 de janeiro de 2013
Poucas vezes na história do Garage, que eu me lembre, um show começou na hora: os atrasildos como eu sempre ganhavam uma colher de chá, pra não perder o show da primeira banda. Desta vez, como de costume, cheguei atrasada e não consegui ver a Bala n'Agulha. É, quem me deu carona certamente não contava com isso também. E sinceramente, nem eu! Senão, teria sido mais chata com essa questão de horário.
Quando cheguei, estava no palco Z1bi do Mato, com seu som altamente enlouquecedor. O teatro ainda não estava cheio, mas a galera presente se divertia com as maluquices de Löis e companhia. Ele tinha anunciado uma surpresa no fim do show e ela era... O fim da banda. Após a plateia manifestar alguns lamentos, ele usou seu jeito leve e divertido para encerrar com um clássico "hino" que sempre fecha os shows da banda.
Logo depois veio a igualmente insana Sex Noise, que agitou a galera com sua performance visceral. Enquanto o show rolava, mais gente aparecia e ia se embalando no ritmo intenso das composições da banda e na expressiva interpretação das letras, por parte do vocalista Larry Antha.
As primeiras bandas, com seu jeito louco, deixaram o público pronto pra mais. Com a casa ainda enchendo, começou o show da banda Unmasked Brains. E devo dizer que, desde que voltaram aos palcos, seus shows só têm melhorado. Fora alguns percalços resolvidos "sem perder a pose", como disse o vocalista Reinaldo Leal (o baixista conseguiu arrebentar uma das cordas do seu baixo; a mais grossa, por sinal, e a correia da guitarra do próprio Reinaldo também arrebentou), a performance deles foi excelente.
Se você perguntar a algum dos integrantes, vão sempre dizer que faltou alguma coisa, que tocaram uma ou outra música um pouco diferente do que gostariam... Faz parte do jeito preciosista deles, sempre querendo algo mais. O que eu vi, no entanto, foi o público erguendo as mãos muitas vezes, gritando e aplaudindo ao final de cada música, formando rodas e pulando ao som de New Order of Disorder (vulgo "Pula Porra"), Break my Will e a clássica A Máquina, numa impressionante resposta ao metal energético da banda. Apesar dos pedidos da plateia, a tradicional cover de Holy Wars não rolou. Pessoalmente, prefiro assim: gosto quando resolvem fazer um show 100% autoral, sem se apoiar em nenhuma música de outra banda mais conhecida; eles podem fazer isso. Vi também todos os integrantes bem à vontade no palco, interagindo com a platéia, curtindo o momento. E vi muita gente se emocionando ao assistir o vídeo preparado especialmente para a ocasião.
Como se a galera já não estivesse quente, a coisa pegou fogo quando entrou a Mc's HC. Com sua potente mistura de Funk e Hardcore (também conhecido como Miami Rock), fizeram o público vir abaixo. Nem os poucos que estavam no bar conseguiram ficar parados. Atenção, desavisados, neste som está contido o verdadeiro Funk: tocado ao vivo e no fundo da alma, com o som de instrumentos reais e pessoas cantando. Aqui não tem pedaços de música dos outros, recortados, colados e exaustivamente repetidos, tampouco batidas eletrônicas acompanhadas de gritos desafinados e sem sentido. Até podia, como complemento da música, mas não: ali estavam baixo, guitarra, bateria e backing vocals de verdade.
E estava também BNegão, que fez todo mundo pular ao som da Dança do Patinho. Ao final, a subida de Jennyffer Costa ao palco também emocionou bastante. Muito legal ver ali a filha do Fabio, participando de algo que o pai dela tanto amava e sendo recebida por todos de braços abertos.
Já estaria uma noite perfeita, mas tinha mais. Quem lê o Rio de Metal sabe que este não é um blog que fale muito de cover, tributo... Mas tenho que dar o braço a torcer: os rapazes do The Trooper mandam muito bem: deixaram a platéia muito animada e descontraída, especialmente o Luiz Syren. As fotos desta resenha não me deixam mentir.
Gostei muito de ter visto todo tipo de pessoas ali: várias idades, várias tribos, tudo misturado: do mais velho ao muito mais novo, do aparentemente normal ao declaradamente insano. Se querem saber, até uma fada encontrei!
Foi bom demais. Tudo. As bandas, as pessoas, o astral pra lá de positivo... Contudo, não pude evitar uma pontinha de tristeza ao olhar pro lugar onde o Fabio costumava ficar, sempre rodeado de pessoas. Ele não estava mais ali. Mas deve estar feliz por ter recebido como homenagem uma noite tão especial.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O pedido que Steve Harris negou a Nicko McBrain no primeiro show com o Maiden
Isa Nielsen anuncia nova banda de death metal e toca Sarcófago com Aquiles Priester
As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes
O único membro do Metallica que saiu por conta própria, segundo Lars Ulrich
Skid Row anuncia seu novo vocalista, Justin Sargent
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
U2 anuncia quarto e último show no Brasil da Tour The Greatest Show On Earth 2027
O tempo que Lemmy Kilmister levou para escrever "Mama, I'm Coming Home"
Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
A mensagem que Ronnie James Dio quis passar em "Stand Up and Shout"
O vocalista que deu cano em Slash, e o guitarrista descobriu que ele estava com medo
A música do Iron Maiden que é a preferida de Nicko McBrain; "ela é muito especial para mim"
O apelido debochado que os fãs dos EUA deram ao Alter Bridge, segundo Mark Tremonti
Ed Motta diz que não é muito fã do Rush por conta da voz de Geddy Lee
Os oito discos essenciais do thrash alemão, segundo a Ultimate Guitar
A controversa opinião de Andre Matos sobre a cantora Marisa Monte
Iron Maiden: veja Bruce abandonando o palco em 1999
Led Zeppelin: a origem do anjo símbolo da banda

Black Label Society faz show histórico em Belo Horizonte e emociona fãs
Between the Buried and Me - um show especialmente feito para os metal geeks brasileiros
The Gathering - uma das turnês mais esperadas pelos fãs de vocais femininos
Ginger and the Peppers - O novo Rock pulsa na Casa de Cultura
Helloween - Em Porto Alegre, 2 horas e 20 minutos que pareceram passar em instantes
Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida



