Behemoth: fotos e resenha da apresentação em São Paulo

Resenha - Behemoth (Carioca Club, São Paulo, 21/10/2012)

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Por José Antonio Alves
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Fotos: Pierre Cortes

Depois de quatro longos anos de espera, um dos ícones do Metal extremo polonês, ao lado de nomes como VADER, DECAPITATED e HATE, a banda BEHEMOTH finalmente voltou a solo brasileiro, desta vez para uma apresentação única na cidade de São Paulo. Depois de 9 álbuns de estúdio e mais de vinte anos de estrada, Seth (guitarra), Orion (baixo), Inferno (bateria) e o frontman Nergal (vocal/guitarra) praticamente lotaram as dependências do Carioca Club, em São Paulo, nesta terceira passagem por território tupiniquim.

Por volta das 18h30 a entrada dos fãs começou a ser liberada, e era grande a expectativa para a apresentação, afinal veríamos Nergal pela primeira vez ao vivo após enfrentar uma dura batalha contra uma leucemia, que causou comoção entre fãs e que foi curada graças a um transplante de medula óssea. A ansiedade dos fãs crescia a cada minuto, e em alguns momentos eles bradavam o nome da banda em alto e bom som, e de certa forma chamavam os poloneses ao palco.

Finalmente, por volta das 20h40, os pedidos foram aceitos e a cada membro que surgia havia uma vibração intensa, e nem preciso comentar qual deles foi o mais ovacionado pelo público. Logo de cara, "Ov Fire And The Void", uma das ótimas faixas do último trabalho de estúdio da banda, “Evangelion”, de 2009, começou o espetáculo de forma magistral, com um perfeito “Headbanging sincronizado” entre Seth, Orion e Nergal.

“Demigod” e sua introdução que nos leva a uma atmosfera sombria e infernal impressionante foi a responsável por “abrir a roda”, logo emendada com “Moonspell Rites”, que mostrou um Nergal agitando a cada momento o público, com grande vitalidade, o que sem dúvida deixou os presentes satisfeitos. Discorrendo sobre o quão bom era estar de volta ao Brasil, Nergal anuncia “Conquer All”, do álbum “Demigod”, de 2004, que contou com grande performance em solo do mesmo na faixa, mostrando a boa qualidade do som que foi a tônica da apresentação.

Chegava a hora de jogar os cristãos aos leões com a aclamada “Christians To The Lions”, que destacou o trabalho infernal (com o perdão do trocadilho) do baterista Inferno. Outro ponto importante a se destacar é a iluminação usada nesta apresentação. Ela procurava causar uma certa pertubação e recriar um clima infernal e maldito, que funcionou (não muito para fotos) e fez pano de fundo para a roda que rolava solta.

Com uma dobradinha do último registro de estúdio dos poloneses, “The Seed Ov I” e “Alas, Lord is Upon Me” prepararam o espaço para aquela que é uma das músicas da banda mais apreciadas por este que vos fala, e também uma das mais brutais: “Decade Of Therion”. Que performance matadora! Se ainda havia qualquer dúvida a respeito da performance de Nergal e cia no palco, esta definitivamente acabaria ali. Mais uma vez o baterista Inferno mostrou toda sua competência aliada a muita agressividade e técnica.

Destaques também devem ser atribuídos para as faixas “Chanton For Eschaton 2000” (uma das melhores do show, e que ganhou um “1, 2, 3 4 em português, inclusive) e a que encerrou o show, “Lucifer” (mais uma do álbum “Evangelion”, cantada em polonês, e uma das grandes composições do CD).

Talvez o grande defeito do show foi o curto setlist, que deixou os fãs com o gosto de quero mais (seria incrível incluir a faixa “Lam”, por exemplo), mas mesmo assim, de forma alguma, quem é fã da banda saiu decepcionado com a apresentação! E o melhor de tudo foi ver Nergal mostrando seu talento novamente após um período conturbado e que pôs em dúvida o seguimento do grupo. Resta agora aguardar o que estes poloneses farão nos próximos trabalhos e esperamos que não demorem mais uma Copa do Mundo para aparecerem por aqui.

Setlist:

Ov Fire and the Void
Demigod
Moonspell Rites
Conquer All
Christians to the Lions
The Seed ov I
Alas, Lord Is Upon Me
Decade of Therion
At the Left Hand ov God
Slaves Shall Serve
Chant for Eschaton 2000
Lucifer

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