Liberdade ao Rock: 4 anos do evento amapaense
Resenha - Liberdade ao Rock (Praça da Bandeira, Macapá, Amapá, 13/10/2012)
Por Bruno Blackened
Postado em 17 de outubro de 2012
Existem iniciativas que, bem sucedidas ou não, tentam promover o Rock/Heavy Metal. Nosso país ainda não tem uma Cultura Heavy Metal bem estabelecida, mas este que vos escreve torce para que este fato mude. Uma destas iniciativas foi o M.O.A. (Metal Open Air), promovido pela Negri Concerts, CK Concerts e Lamparina Filmes e Produções e que aconteceu em São Luiz (MA). Opiniões divergem: alguns defendem que foi um completo fiasco, enquanto outros dizem que valeu apenas pelos shows que tiveram.
Ainda com relação aos shows, 2012 ficará marcado pela despedida de um festival: Marreco’s Fest, o mais importante da região Centro-Oeste e idealizado por Fábio Marreco. No caso amapaense, só temos que comemorar: neste final de semana, o Liberdade ao Rock completou 4 anos. Com uma estrutura de palco, iluminação e som dignas, o evento aconteceu,como de costume, em "casa"(entenda-se: na Praça da Bandeira) e um dos objetivos é dar oportunidade às novas bandas mostrarem seu som.
No dia 12, o destaque ficou por conta do show de retorno da banda PROFETIKA, que havia anunciado encerramento das atividades em maio deste ano. Felizmente, a banda voltou à ativa e tocou seu repertório composto pelos clássicos Assassinato à Sangue Frio, Serial Killer (cantada em uníssono pelo público), Mãos ao Alto, Início do Final, Mercenário e Ele Vem Para Roubar, Matar e Destruir. Uma apresentação impecável! Parabéns, PROFETIKA! Sucesso no futuro!
Já no dia 13, os banguers festejaram pra valer ao som das bandas KEONA SPIRIT e MYSTERIAL. Problemas de queda de energia elétrica atrapalharam, por alguns instantes, a estreia da KEONA no Liberdade ao Rock, mas não prejudicou a continuidade da apresentação. O repertório Heavy/Power Metal estava lá:Paranoid (BLACK SABBATH cover), Angels Cry (ANGRA), Lisbon (ANGRA) e The Number of the Beast (IRON MAIDEN).Mais um excelente show, completado pela interação dinâmica entre plateia e banda.
Sem muito demora, a MYSTERIAL subiu ao palco e detonou em um repertório composto por composições próprias e um cover (Rock the Earth, de ROB ROCK). Glory, Hypocrisy e Days of Pain foram efusivamente bangueadas e aplaudidas pelo público, com direito a um ótimo discurso de Vanessa antes do show começar.
Reservo-me o direito de desejar parabéns ao Liberdade ao Rock, pois não é qualquer iniciativa que consegue completar quatro anos de existência. Para isso, é preciso muito esforço e dedicação, atributos que, certamente, todos têm para com este estilo musical tão amado por muitos e odiado por outros.
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