G3: muitos solos e virtuosismo no Rio de Janeiro

Resenha - G3 (Citibank Hall, Rio de Janeiro, 11/10/2012)

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Por João Paulo Linhares Gonçalves
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Vou falar sobre os shows do G3, a turnê de guitarristas que passou pelo Rio de Janeiro na última quinta-feira, 11/10/2012, no Citibank Hall. Steve Morse, John Petrucci e Joe Satriani agitaram o público com muitos solos e virtuosismo para os presentes que encheram a casa para assisti-los.

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Foi um dia de muita chuva no Rio de Janeiro (de novo! No show do Jon Anderson já tinha chovido bastante...), com a chegada de uma frente fria que estragou o feriado dos cariocas. Para os que conseguiram chegar cedo no Via Parque (shopping onde fica localizada a casa de shows Citibank Hall), a boa notícia foi a entrada para o show por dentro do shopping, sem precisar pegar chuva (a entrada costuma ser em uma rampa no estacionamento do shopping, do lado de fora). Ao entrar na casa de shows, por volta de 21h, percebo que o público ainda era pequeno - quando chove, os engarrafamentos no Rio se multiplicam. Meia hora depois, o público melhorou, mas ainda havia diversos clarões; mesmo assim, respeitando o horário, as luzes se apagaram e Steve Morse e sua banda adentraram o palco com seu som altamente variado, com muitas improvisações. Apesar de ser Morse a estrela do show, quem se destaca absurdamente é o baixista Dave LaRue, que deu um show a parte. LaRue é parceiro antigo de Morse (desde os tempos de Dixie Dregs) e tornou a apresentação ainda melhor. O repertório escolhido pelo guitarrista passeou por sua carreira solo e pelo grande clássico dos Dregs, "Cruise Control", que fechou o show - nada do Deep Purple que ele participa agora.

Com um intervalo bem curto, rapidamente temos John Petrucci e banda no palco do Citibank Hall. O fantástico Dave LaRue retornou ao palco para tocar - ele gravou o único disco da carreira solo de Petrucci e já tinha tocado com o guitarrista na turnê do G3 que passou pelo Brasil em 2006. A novidade na banda de Petrucci era o baterista: se na turnê anterior ele trouxe o companheiro de banda Mike Portnoy, desta vez ele repetiu o padrão e também trouxe o baterista de sua banda principal - desta vez, quem assumiu as baquetas foi Mike Mangini. Mangini colocou um peso colossal nas faixas, com uma pegada que transparecia empolgação e transbordava energia. Petrucci resolveu nos presentear com três canções inéditas, provavelmente do próximo disco solo do guitarrista. As músicas novas se misturaram bem com as mais conhecidas do disco solo "Suspended Animation" e empolgaram bastante o público carioca, que a esta altura já enchia bastante o espetáculo com toda sua admiração por este ícone das "sete cordas". Veja o vídeo abaixo com o final de seu show, com a canção "Glasgow Kiss".

O último show da noite também começou após um rápido intervalo, quando adentrou ao palco nosso velho conhecido, carequinha, de óculos escuros, Joe Satriani, o mentor das turnês G3. Com uma banda mais completa, contando com um tecladista, o veterano Mike Keneally, Satch foi ovacionado intensamente pelo público. Com um vasto repertório a sua disposição, Satriani preferiu presentear o público carioca com seus maiores clássicos, aqueles temas ultra-conhecidos que ele criou no final dos anos 80, começo dos anos 90. Assim, as três primeiras e as duas últimas do set list de Satch vieram de seus álbuns mais antigos, com maior concentração para o sensacional "Surfing With The Alien". No mais, o show de Satriani seguiu o roteiro de sempre, com muitos solos, muita desenvoltura do carequinha, que já tem uns 30 anos de estrada e sabe exatamente o que fazer para conquistar uma plateia que já o idolatra faz tempo. A plateia gritava em uníssono o nome do guitarrista, com coros de "Joe! Joe!", e cantava tudo que Satriani tocava.

Pra encerrar, Satriani chama ao palco Steve Morse e John Petrucci para encerrar em alto estilo mais um show do G3. Como o forte dos três nunca foi cantar, Satriani convocou seu tecladista Mike Keneally e seu baixista Allen Whitman para cantarem as duas primeiras covers da jam final: "You Really Got Me", cover dos Kinks, que ficou muito conhecida na versão do Van Halen, e "White Room", do Cream de Eric Clapton. Muitos solos e improvisações foram a tônica aqui. Pra encerrar a noite, a tradicional cover do Neil Young com "Rockin' In The Free World" com vocais do próprio Satriani e muito mais solos para todos os presentes que se extasiaram e saíram extremamente satisfeitos com mais um festival de guitarras que Joe Satriani traz ao Brasil. Já estamos na expectativa pelo próximo show, e que não demore outros seis anos!!

Os set lists:
Steve Morse:
"Name Dropping"
"Highland Wedding"
"On The Pipe"
"Vista Grande"
"John Deere Letter"
"Baroque 'n Dreams"
"Rising Power"
"Stressfest"
"Cruise Control" (cover do Dixie Dreggs)

John Petrucci:
"Damage Control"
"Cloud Ten" (tocada pela primeira vez ao vivo)
"Jaws Of Life"
"Zero Tolerance" (tocada pela primeira vez ao vivo)
"Glassy-Eyed Zombies" (tocada pela primeira vez ao vivo)
"Glasgow Kiss"

Joe Satriani:
"Ice 9"
"Satch Boogie"
"Flying In A Blue Dream"
"Crystal Planet"
"God Is Crying"
"Always With Me, Always With You"
"Surfing With The Alien"

Jam - os três guitarristas juntos:
"You Really Got Me" (cover dos Kinks)
"White Room" (cover do Cream)
"Rockin' In The Free World" (cover de Neil Young)
(set lists retirados de setlist.fm)

Alguns vídeos:

Steve Morse - "Rising Power":

John Petrucci - "Glasgow Kiss":

Joe Satriani - "Surfing With The Alien":

Confira, na página no Facebook do blog Ripando a História do Rock (http://www.facebook.com/ripandohistoriarock) fotos do show. Até a próxima!!




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Sobre João Paulo Linhares Gonçalves

Roqueiro convicto, de carteirinha, desde os treze anos de idade. Já tive diversas bandas preferidas: de Iron Maiden, Metallica e Black Sabbath a The Who, Pink Floyd e Rolling Stones. O heavy metal sempre me atraiu muito, mas o rock praticado nos anos 60 e 70 é fascinante e estou sempre escutando. De vez em quando, dou chance ao punk, rock alternativo, blues, até ao jazz e MPB, pra variar.

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