Dr. Sin: Apresentação profissional e "redonda" em Salvador
Resenha - Dr. Sin (Groove Bar, Salvador, 30/09/2012)
Por Fábio Cavalcanti
Fonte: Rock em Análise
Postado em 05 de outubro de 2012
Salvador nunca foi um grande "palco" de shows de bandas já consagradas. Mas, em um daqueles raros momentos especiais, a cidade recebeu os paulistas do Dr. Sin, em uma legítima festa 'hard rocker' no agradável ambiente do Groove Bar - mais conhecido entre os providos de bom senso e maturidade musical como o "reduto das bandas covers" da capital baiana.
Em primeiro lugar, vale citar a desnecessária polêmica em torno do preço médio de R$40 pelo ingresso, como se não vivêssemos uma realidade em que tal preço não chega a ser considerado um absurdo, em qualquer outra cidade do país. De toda forma, uma boa quantidade de pessoas compareceu ao local, o que trouxe um fim digno ao suposto problema.
Às 20h, após um desnecessário atraso de duas horas - vale ressaltar que o show ocorreu em um domingo -, a banda soteropolitana Lo Han sobe ao palco para fazer a abertura do show. Apostando em um acertadíssimo repertório de músicas próprias (aprendam, típicos frequentadores do Groove Bar!), o sexteto mostrou que aprendeu muito bem as lições deixadas pelos seus ídolos dos anos 70, além de evidenciar a sua ótima química a nível instrumental.
Destaque para o divertido e carismático vocalista RB, que conseguiu convencer o público a criar uma intimidade imediata com as suas novíssimas canções. Se há algo que qualquer banda precisa aprender a fazer, ao apresentar uma música nova ao vivo, é justamente isso aí! Após uma hora de show, o grupo deixou o palco, e deixou também a promessa de que algo muito bom vem por aí...
Às 21h30, o Dr. Sin sobe ao palco, para a alegria de fãs, que já se encontravam em estado de êxtase. O trio abriu o show com a veloz "Animal", faixa-título do seu novo álbum, e emendou faixas já conhecidas do grande público, como "Time After Time", "Fire", "Howling in the Shadows" e a semi-balada "Miracles".
A única ressalva do set list ficou por conta da não inclusão de "May The Force Be With You" e "Those Days", justamente os dois 'singles' do novo trabalho da banda. Por sinal, o público aceitou muito bem a igualmente nova "Lady Lust", candidata forte ao posto de novo 'hit' do trio.
Outro ponto fraco foi o aparente desconforto de Eduardo Ardanuy com algo que ainda parece ser um mistério para todos aqueles presentes no local. Após aproveitar duas oportunidades de sair do palco, e descarregar suas frustrações no álcool, o guitarrista forneceu uma performance mais divertida e energética na segunda metade da apresentação.
Os irmãos Andria (vocal/baixo) e Ivan Busic (bateria/vocal), por outro lado, se divertiram ao extremo, e consequentemente divertiram todo o público na mesma proporção. E o grupo mostrou, mais uma vez, que sabe "brincar" com seus instrumentos, especialmente nas suas típicas 'jams' instrumentais - recheadas de pequenas homenagens aos grandes nomes do rock.
Chegando ao final do show, o Dr. Sin fez todo mundo cantar de cabo a rabo o sucesso "Emotional Catastrophe". Outro momento inusitado foi o belo clima intimista com um cover de "It's Alright" (Black Sabbath), cantado por um sorridente Ivan Busic. E para fechar o show em clima de festa... "Futebol, Mulher & Rock n' Roll", claro!
Em quase duas horas de show, o Dr. Sin mostrou mais uma vez que o rock nacional possui ao menos alguns músicos que entendem bem a importância de se fazer uma apresentação profissional e "redonda", sem perder a boa dose de alto astral. E que os caras voltem em breve!
Foto Lo Han: Luciano Peixoto
Fotos Dr. Sin: Miguel Paixão
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Nirvana: "In Bloom" e o recado para quem canta sem entender a letra
O único instrumento que Gerson Conrad, do Secos & Molhados, era proibido de tocar
A banda de hard rock que irritava Tony Iommi, mas que vendeu mais que o Black Sabbath
A banda que nunca gravou disco e virou o "Black Sabbath brasileiro", segundo Regis Tadeu
Os 10 melhores álbuns de 2025, segundo Mike Portnoy do Dream Theater
Garotos Podres - A banda punk que brigou feio porque um era de esquerda e outro de direita
A bronca que John Paul Jones tinha com os Beatles; "Eles escrevem boas músicas, mas..."
Quem criou o vocal gutural? Alex Webster fala das origens do death metal e cita Lemmy
Os cinco melhores álbuns de Power Metal depois de 2000
Alex Skolnick relembra momento de rivalidade entre Testament e Exodus
Nervosismo, exaustão e acidente marcaram primeiro show oficial de Nick Menza com o Megadeth
Como o tempo provou que o desapego do Lynyrd Skynyrd fazia todo o sentido
As 11 melhores músicas de metal progressivo de 2025, segundo o Loudwire
O solo de guitarra "colossal" que Brian May disse estar fora da sua alçada; "Nem em mil anos"
O rockstar que sofreu na mão de Lemmy; "acho que ele não vai me perdoar"
Público pequeno, guitarra desafinada e "cano" do baixista marcaram primeiro show do Sepultura
Cinema: 60 filmes pra quem ama Rock e Metal
Roqueiro doidão não tem mais vez no mercado, afirmam produtores musicais

O último grito na Fundição Progresso: Planet Hemp e o barulho que vira eternidade
Pierce the Veil - banda dá um grande passo com o público brasileiro
Tiamat - aquele gótico com uma pegada sueca
Boris - casa lotada e público dos mais diversos para ver única apresentação no Brasil
Molchat Doma retorna ao Brasil com seu novo álbum Belaya Polosa
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente



