Creedence Revisited: show previsível, mas empolgante em SP
Resenha - Creedence Clearwater Revisited (Credicard Hall, São Paulo, 25/03/2012)
Por Jorge A. Silva Junior
Postado em 27 de março de 2012
Não é novidade para o público brasileiro que o CREEDENCE CLEARWATER, ícone do rock nos anos 70, ganhou um tributo de luxo quando Stu Cook e Doug "Cosmo" Clifford - ambos da formação original - resolveram substituir a palavra REVIVAL por REVISITED e excursionar pelo mundo tocando os antigos sucessos. Mais uma vez na capital paulista, a banda seguiu o roteiro de sempre: apresentar as mesmas canções que seus fãs não cansam de escutar. Prova disso foi o bom número de pessoas que compareceram ao Credicard Hall no último domingo (25) para ver um show previsível, mas empolgante.
Assistir uma mesma banda duas vezes em curto espaço de tempo pode ser interessante. Repertório, ânimo dos integrantes e qualidade de áudio estão entre as principais comparações a serem feitas. Há pouco mais de um ano, o Whiplash.net acompanhou o CREEDENCE CLEARWATER REVISITED durante show em São Paulo, na Via Funchal. De volta à cidade, desta vez no Credicard Hall, praticamente nada mudou desde a última vez.
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A começar pela formação, que, além de Stu Cook (baixo) e Doug "Cosmo" Clifford (bateria), ainda conta com Tal Morris (guitarra), Steve Gunners (guitarra/teclado) e o carismático John Tristao (vocal). O bom humor já característico e a interação com os fãs se repetiram. A seleção das músicas - foi praticamente a mesma. O som da casa, por sua vez, não teve qualquer tipo de problema.
No palco, a banda continua afiada e competente naquilo que propõe a fazer. Acostumada a ser assistida por um público pouco exigente, hits não faltaram durante uma hora de meia. "Born On The Bayou" abriu o show, seguida por "Green River" e "Lodi", que teve seu refrão cantado pelo público após o pedido de Tristao. Daí pra frente foi como escutar uma coletânea ao vivo. A versão de 10 minutos em "Suzie Q" empolgou mais uma vez, assim como algumas baladas certeiras e indispensáveis, como "Who'll Stop The Rain" e "Long As I Can See The Light".
Óbvio que os grandes sucessos comerciais foram os pontos altos da noite, principalmente durante "Hey Tonight", "Proud Mary" e "Have You Ever Seen The Rain". Já os fãs assíduos também puderam agitar ao som de "Fortunate Son" e "Travelin' Band". Também teve tempo para os tradicionais solos de guitarra, baixo e bateria - o último, mesmo simples e curto, foi ovacionado.
Fato curioso foi a banda fazer o bis duas vezes. Na segunda, Stu Cook brindou o público com uma garrafa de cerveja e fechou a apresentação recheada de clássicos com "Up Around The Bend", regravada por inúmeros músicos ao longo dos anos. Se em time que está ganhando não se mexe, o CREEDENCE CLEARWATER REVISITED continua invicto em território tupiniquim.
Abertura
Escolhida para abrir a noite, a banda paulistana CRACKER BLUES, na ativa desde 2000, fez uma apresentação de 45 minutos. Como o próprio nome entrega, seu estilo segue a linha do blues texano com uma pitada de country. O diferencial são suas letras, todas em português. A influência de STEVIE RAY VAUGHAN é descaradamente notada. O público, além de assistir a um "pocket show" bem animado, ainda ganhou alguns CDs ("Entre o México e o inferno", 2009) jogados pelas belas backing vocals.
CREEDENCE CLEARWATER REVISITED em São Paulo
Data: 25 de março de 2012
Local: Credicard Hall
Duração: 1h30
Vocal/Guitarra: John Tristao
Baixo: Stu Cook
Guitarra: Tal Morris
Guitarra/Teclado: Steve Gunner
Bateria: Doug "Cosmo" Clifford
Setlist
1. Born On The Bayou
2. Green River
3. Lodi
4. Commotion
5. Who'll Stop The Rain
6. Suzie Q
7. Hey Tonight
8. Long As I Can See The Light
9. Down On The Corner
10. Lookin' Out My Back Door
11. I Heard It Through The Gravepine
12. Midnight Special
13. Bad Moon Rising
14. Proud Mary
15. Fortunate Son
Bis 1
16. Have You Ever Seen The Rain
17. Travelin' Band
Bis 2
18. Molina
19. Up Around The Bend
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