Dark Funeral: Passagem polêmica pelo Brasil
Resenha - Dark Funeral (Churrascaria Floresta, Brasília, 14/12/2011)
Por Pedro Humangous
Fonte: Hell Divine
Postado em 17 de dezembro de 2011
Quarta feira, 14 de dezembro. Dia chuvoso na capital do Brasil. Na mesma cidade, aconteceria o show da banda sueca de Black Metal, Dark Funeral. Primeiramente, a produção do Aliança Underground está de parabéns pela atitude e coragem de trazer uma banda desse porte para Brasília. Confesso que não esperava um grande público, afinal, era um dia de semana e a cena local não costuma lotar os shows do underground, menos ainda de bandas desse estilo. Mesmo assim, saí cansado de mais um dia árduo de trabalho e fui em direção ao local do show. O evento estava marcado para começar às 20 horas, mas como sabemos, nenhum show começa na hora determinada nos flyers. Como saio do trabalho por volta das 19 horas, fui direto para o show, a fim de encontrar uma boa vaga para o carro e conversar com os produtores, amigos, etc. Chegando lá, já encontro os bons e velhos bangers bebendo do lado de fora e aguardando a abertura dos portões. Após o cadastramento de imprensa, entrei no salão onde aconteceriam as grandes apresentações.
Foto da chamada: Pierre Cortez
As bandas de abertura eram: Ain Sof Aur, Vultos Vocíferos e Omfalos. Logo de cara, encontrei com o Ítalo Guardieiro (vocalista da banda Device), Caio Duarte (vocalista da banda Dynahead), Zé Misanthrope (vocalista do Omfalos) e mais tarde apareceu o Daniel Moscardini (baterista da banda Coral de Espíritos). Ficamos trocando umas idéias enquanto a galera passava o som. O tempo passa e nada dos portões abrirem para o público e nada dos shows começarem. Enquanto isso, os roadies do Dark Funeral aproveitavam para fazerem uso de substâncias ilícitas.
Depois de mais ou menos uma hora de atraso, as pessoas começam a entrar e a banda Omfalos sobe ao palco, tentando montar seu equipamento e regular o som. Foi nesse momento que a noite – que tinha tudo pra ser sensacional – se tornou em um verdadeiro caos. Após um pequeno desentendimento entre um roadie dos suecos e o guitarrista do Omfalos, os ânimos se exaltaram e quase saiu uma briga, daquelas de soco na cara mesmo. Como eu estava do lado oposto do palco, fiquei olhando atentamente de longe vendo aquela palhaçada aparentemente por nada. Quando o mesmo guitarrista pluga sua guitarra no amplificador destinado ao Dark Funeral, a coisa ficou feia.
Mais uma vez os roadies praticamente se descabelaram e mandaram desligar. A banda, por sua vez, resolveu não tocar. Houve um pequeno tumulto nos bastidores entre a produção e os roadies. Foi notório que os gringos estavam afim de confusão na noite, tudo era motivo pra falar mais alto e com ar de superioridade. A banda já ficou famosa poucos dias antes quando se recusou a se apresentar no Rio de Janeiro pelo simples motivo do hotel não ser cinco estrelas. Estava pressentindo algo parecido por aqui. As outras duas bandas de abertura que restavam se recusaram a tocar também diante tanta confusão e prepotência da equipe do Dark Funeral. Todos os músicos, revoltados, se retiraram do local e não ficaram para ver a banda principal.
Após uma nova longa espera, sobe ao palco o quinteto já caracterizado com seu corpse paint. Para minha surpresa, o público estava muito bom e todos muito animados. O show da banda é inegavelmente incrível, com qualidade de som e performance. Durante o show, alguém da platéia atirou uma garrafa no rosto de um dos guitarristas, que imediatamente largou seu instrumento no chão e desceu furioso no meio da galera em busca do indivíduo. A banda toda para e fica esperando a situação lamentável se resolver.
No final da apresentação, a segurança não deu conta e algumas pessoas subiram no palco, provocando mais uma confusão com os roadies. Mais uma briga começava. A banda saiu rapidamente e ficou aquela bagunça generalizada. A noite tinha tudo para ser marcante. E foi. Pena que da maneira errada. Difícil dizer de quem é a culpa e nem quero apontar o dedo a nenhuma das partes. O fato é que o Dark Funeral chegou cheio de pompa, se achando estrelas do metal mundial. Praticamente um Madureira querendo ser Real Madrid. Para que o metal se mantenha forte e unido, é preciso primeiramente respeito. E esse não compareceu no dia.
Texto e fotos: Pedro Humangous (Editor Chefe da revista Hell Divine)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Nevermind" (Nirvana) ultrapassa "Back in Black" (AC/DC) e "Dark Side..." (Pink Floyd) em vendas
A pior banda gaúcha de rock de todos os tempos, segundo Rogério Skylab
Blaze Bayley traz turnê comemorativa "Iron Maiden 30th Anniversary" ao Bangers Open Air
Marko Hietala arrisca palpite sobre o que levou Floor Jansen a sair do Nightwish
Noodles se afasta dos shows do Offspring por problema de saúde; leia comunicado
Para Nicko McBrain (Iron Maiden), Donald Trump deveria estar na cadeia
O roqueiro brasileiro que se queimou com Jô Soares após falar mal de Ayrton Senna
O disco do Iron Maiden que fez integrantes do Metallica perderem o controle dentro de um avião
Caveira Velha Metal Fest estreia em São Paulo neste sábado (24) com seis bandas
Aerosmith publica novas fotos e confirma retorno do baterista Joey Kramer
Roger Waters diz o que mudaria em "Dark Side" se o Pink Floyd tivesse a tecnologia atual
Bernie Taupin discorda da história que Elton John conta sobre o início da dupla
Por que King Crimson é melhor do que Dream Theater, segundo Mikael Åkerfeldt do Opeth
Floor Jansen quebra silêncio sobre saída do Nightwish em vídeo: "Também estou triste"
Revolução feminina? Perfil vê padrão nas saídas recentes de cantoras do metal sinfônico
Jimmy Page revela suas três músicas preferidas do Led Zeppelin
A maior banda de rock de todos os tempos, segundo Slash do Guns N' Roses
O hit do Capital Inicial com frase que confunde por causa de condição climática atípica


A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente



