RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas

imagemO grande amor de Renato Russo que durou pouco mas marcou sua vida para sempre

imagemThiago Bianchi explica sucessão de problemas durante show de Paul Di'Anno

imagemMustaine tentou fazer hit radiofônico e acabou escrevendo a "música mais idiota" do Megadeth

imagemO clássico da banda Evanescence que a vocalista Amy Lee odiava

imagemOs 4 fatores determinantes que levaram Renato Russo a dependência química

imagemA opinião de Paul McCartney sobre a música dos Sex Pistols

imagemA música de Raul Seixas que salvou a carreira de Chitãozinho e Xororó

imagemOs 10 maiores vocalistas de heavy metal de todos os tempos, em lista do Ruthless Metal

imagemA opinião de Slash sobre Dave Mustaine e "Rust In Peace", clássico do Megadeth

imagemIron Maiden, RATM e Soundgarden são indicados ao Rock And Roll Hall Of Fame

imagemOmelete diz que heavy metal pertence agora à nova geração e não ao tiozão headbanger

imagemO dia que João Gordo xingou Ayrton Senna por piloto se recusar a dar entrevista a ele

imagemPara John Lennon, os Beatles poderiam ter acontecido sem George e Ringo

imagemComo Tommy Lee e o Mötley Crüe ajudaram Axl Rose a escrever "November Rain"

imagemMike Portnoy escolhe os álbuns preferidos de sua adolescência


Stamp

Ringo Starr: Uma noite mágica para os fãs em Porto Alegre

Resenha - Ringo Starr (Gigantinho, Porto Alegre, 10/11/2011)

Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 13 de novembro de 2011

Para muitos beatlemaníacos, a oportunidade de conferir PAUL MCCARTNEY ao vivo – um sonho que foi realizado pelos gaúchos em novembro de 2010 – parecia mais do que suficiente. No entanto, um ano após o show espetacular proporcionado pelo vocalista/baixista mais famoso do rock n’ roll em todos os tempos, um despretensioso boato se tornou uma ótima notícia para os fãs da banda. Pela primeira vez no país, o baterista RINGO STARR passaria também pela capital gaúcha. O show marcado para o Gigantinho atraiu cerca de oito mil pessoas e evidenciou para todos o carisma do outro ex-BEATLES que ainda resta vivo.

Fotos: Estúdio By Paz

Como não poderia de ser diferente, o público dava imensas voltas pelo pátio do Complexo Beira-Rio por volta das 19h, horário em que os portões da casa foram oficialmente abertos. A abertura da noite, proporcionada pela banda DINGO BELLS, não chegou a empolgar a plateia como deveria, mesmo que tenha mostrado um indie rock muito potente. Com cerca de trinta de minutos de espetáculo, o grupo formado por Rodrigo Fischmann (vocal), Diogo Brochmann (vocal/guitarra) e Felipe Katz (baixo) concentrou em seu show as músicas do primeiro álbum da banda, intitulado "Dingo Bells" (2010). No entanto, os problemas técnicos – o trio subiu ao palco sem a bateria de Rodrigo Fischmann – foi o que nitidamente prejudicou o resultado do show. As músicas "Os Jornais" e a nova "Lobo do Mar" evidenciaram que o trabalho do grupo tem futuro. Não por acaso que eles deixaram o palco do Gigantinho aplaudidos por volta das 20h30.

Com o palco armado de um modo muito simples para o show principal da noite, por volta das 21h a nova All Star Band – que acompanha RINGO STARR desde 2010 – entrou em cena sem nenhum tipo de cerimônia. A banda formada por veteranos e excelentes músicos conta atualmente com Wally Palmer e Rick Derringer (guitarras), Richard Page (baixo), Edgar Winter e Gary Wright (teclados), Mark Rivera (saxofone) e Gregg Bissonette (bateria). A estrela da noite – o famoso baterista de setenta e um anos que por uma década tocou com os BEATLES – subiu ao palco em meio as primeiros acordes de "It Don’t Come Easy", música em que RINGO STARR atuou apenas como cantor. O público foi ao delírio com um dos primeiros sucessos da carreira solo do baterista inglês.

A preferência por músicas animadas se mostrou uma das principais virtudes do set-list montado por RINGO STARR para a sua primeira turnê brasileira. Com um carisma acima da média, o músico inglês assumiu a bateria e manteve o microfone durante "Honey Don’t", música escrita originalmente por CARL PERKINS. O pique excelente do show foi mantido com "Choose Love", faixa que infelizmente evidenciou a pouca destreza do ex-BEATLES como cantor. Porém, a plateia gaúcha pouco parecia se importar com essa pequena falha e se mostrou extremamente envolvida com o espetáculo como um todo, que evidenciava desde o seu início uma qualidade sonora surpreendente, sobretudo para a acústica pouco favorável do Gigantinho. A vontade e a alegria de RINGO STARR em estar pela primeira vez em território brasileiro era de se encher os olhos.

Para quem esperava um show comandado unicamente por RINGO STARR, a sequência do espetáculo surpreendeu os mais desavisados. Em "Hang On Sloopy", quem assumiu o posto de frontman foi Rick Derringer, o guitarrista que por anos comandou o THE MCCOYS. A música da sua ex-banda agradou os gaúchos que ovacionaram o clássico sessentista ao seu fim. Em seguida, foi a vez do pianista Edgar Winter adotar o microfone durante "Free Ride" – outra faixa em que o ex-BEATLES atuou apenas como coadjuvante. Com um quê bem rock n’ roll e algumas influências do blues, a música capitaneada pelo tecladista de cabelos broncos evidenciou toda a qualidade da sua voz. Impossível não se envolver com os desdobramentos do espetáculo assinado pela All Starr Band.

Entretanto, "Talking in Your Sleep" música escrita e executada pelo guitarrista Wally Palmer (ex-THE ROMANTICS) infelizmente não atingiu o mesmo resultado do que as anteriores. Embora com um andamento bem animado, a faixa não conquistou a plateia de imediato, que apenas contemplou a performance da banda veterana. Para quebrar o clima aparentemente pouco favorável, RINGO STARR reassumiu o microfone em "I Wanna Be Your Man", música do THE BEATLES que deixou claro quais que seriam os momentos mais bem recepcionados pelo público. Com Wright de vocalista, a All Starr Band executou a primeira balada do repertório, "Dream Weaver". Com um português bem articulado, o tecladista animou muito os presentes, mesmo que a faixa não seja um destaque absoluto no repertório escolhido por RINGO STARR.

[an error occurred while processing this directive]

O revezamento no palco do Gigantinho continuou e Richard Page assumiu a linha de frente durante outra balada: "Kyrie". A música – uma das melhores do repertório – precedeu o retorno de RINGO STARR ao posto de cantor da All Starr Band. No entanto, "The Otherside of Liverpool" não foi capaz de animar a plateia como muitos imaginaram que seria. Em certo modo, muito porque o baterista possui a voz mais limitada entre todos os membros do seu grupo. De qualquer forma, a banda permaneceu armada dessa forma durante o primeiro ápice da noite. A faixa "Yellow Submarine" – um dos hits principais dos BEATLES – colocou todo mundo para cantar junto com RINGO STARR. No meio da plateia surgiram balões amarelos que proporcionaram um clima único durante a sua performance. Não há dúvidas de que esse foi o momento mais aguardado por uma significativa parcela do público.

[an error occurred while processing this directive]

Na sequência do espetáculo, RINGO STARR deixou o palco do Gigantinho para que a All Star Band executasse uma música instrumental sozinha. Com o comando novamente do tecladista Edgar Winter – provavelmente o principal nome do show – a progressiva "Frankenstein" impressionou muita gente pela complexidade dos seus arranjos. Com o baterista inglês de volta, o hit "Back Off Boogaloo" manteve o pique da performance inesperadamente rock n’ roll ao extremo. No entanto, com Wally Palmar e Rick Derringer respectivamente, o espetáculo ficou um pouco em cima do muro durante "What I Like About You" e "Rock and Roll, Hoochie Koo". Por mais que o público tenha cantando muito na primeira e Derringer tenha executado um ótimo solo na segunda, as duas faixas certamente não estão entre os melhores momentos da noite.

[an error occurred while processing this directive]

Em "Boys" – outra música dos THE BEATLES – a plateia mostrou novamente tudo o que esperava de RINGO STARR: faixas da sua ex-banda. Por mais que o baterista tenha montado um set-list coeso para a sua turnê brasileira, as diferentes músicas e influências distintas criam um repertório pouco homogêneo e repleto de altos e baixos – mesmo que os baixos não sejam tão baixos assim. As faixas "Love is Alive", outra faixa assinada pelo tecladista Gary Wright, e "Broken Wings", novamente com Richard Page como vocalista, provaram que o público aguardava mesmo os maiores hits de RINGO STARR e da sua ex-banda, que poderiam ser mais explorados em turnês inéditas – como essa brasileira.

[an error occurred while processing this directive]

Na reta final do espetáculo, RINGO STARR atraiu para si os holofotes e emendou músicas aparentemente aguardadas – como "Act Naturally" e "Photograph" – essa última um dos seus primeiros sucessos em carreira solo nos anos setenta. Entretanto, o melhor realmente ficou para o final. O Gigantinho praticamente veio abaixo com a obrigatória "With a Little Help from My Friends" e com um trecho de "Give Peace a Chance" (JOHN LENNON). Em duas horas de show, RINGO STARR mostrou que os seus mais de setenta anos pouco importaram para que o baterista proporcionasse uma noite mágica – e estrelada – para todos os gaúchos que podem dizer agora que viram os BEATLES ao vivo.

[an error occurred while processing this directive]

Site: Dingo Bells – www.dingobells.com.br

Set-list:

01. It Don’t Come Easy
02. Honey Don’t
03. Choose Love
04. Hang On Sloopy
05. Free Ride
06. Talking in Your Sleep
07. I Wanna Be Your Man (The Beatles)
08. Dream Weaver
09. Kyrie
10. The Otherside of Liverpool
11. Yellow Submarine (The Beatles)
12. Frankenstein
13. Back Off Boogaloo
14. What I Like About You
15. Rock and Roll, Hoochie Koo
16. Boys (The Beatles)
17. Love is Alive
18. Broken Wings
19. Photograph
20. Act Naturally
21. With a Little Help from My Friends (The Beatles)
22. Give Peace a Chance (John Lennon)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Siga e receba novidades do Whiplash.Net:
Novidades por WhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Beatles: Ringo Starr odeia tecnologias modernas


publicidadeAdemir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | André Silva Eleutério | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Euber Fagherazzi | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Henrique Haag Ribacki | José Patrick de Souza | Julian H. D. Rodrigues | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.
Mais matérias de Paulo Finatto Jr..