Stay Heavy: aniversário com imprensa, músicos, amigos e fãs

Resenha - Stay Heavy Metal Stars (Blackmore Rock Bar, SP, 08/10/2011)

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Por Durr Campos
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O Stay Heavy já é bastante conhecido pelo país, especialmente em São Paulo, onde vive a dupla que apresenta o programa de TV especializado em metal. Anfitriões da noite, Vinícius Neves e Cíntia Diniz não pouparam na hora de montar o roteiro da festa. Comemorando oito anos no ar, desta vez o Blackmore Rock Bar recebeu o Stay Heavy Metal Stars, iniciativa que há alguns anos reúne imprensa, músicos e amigos para jams descontraídas e shows de grandes nomes do cenário musical brasileiro.

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Texto: Durr Campos/ Fotos: Pierre Cortes


Envolto de muito mistério, o evento prometia uma atração surpresa, desvendada assim que os veteranos do Korzus puseram seus pés no palco. Já presenciei sua performance em umas cinco oportunidades este ano e sempre comento que são um exemplo de como se portar em cena. O repertório não mudou muito desde a última vez que os vi e pelo que notei a intenção deles era essa mesmo. Também, quem possui itens como “Truth”, “What Are You Looking For”, “Internally”, a nova “I am Your God”, “Guilty Silence” e “Agony” pode fazer uso deles a vontade e, mesmo assim, ter o público nas mãos de ponta a ponta. Recado dado, agradeceram a oportunidade dada pelo Stay Heavy e saíram ovacionados.


Vinícius vai ao palco e sem perder tempo convida alguns amigos, a saber, Detonator (Massacration), Dick Siebert e Rodrigo Oliveira (baixista e baterista do Korzus, respectivamente) e, empunhando uma guitarra signature do saudoso Dimebag Darrel (Pantera), ataca de “Orgasmatron”, clássico do Motörhead. Versão bastante despojada, foi o suficiente para preparar o público à atração seguinte, o recém-formado Bittecourt Project, banda solo do guitarrista do Angra, Rafael Bittecourt. Afirmo ter curtido o debut Brainworms part 1 (2008), mas tive a impressão de que faltou um “algo a mais” na apresentação do grupo naquela noite. Pura opinião pessoal, mas o set não empolgou. Para não passar por chato, destaco a ótima “Holding Back the Fire”, esta sim entoada com notável satisfação por parte dos músicos, em especial pelo excelente baterista Marcell Cardozo e “Out of This World”, canção bastante desconhecida do Angra, presente na versão japonesa do álbum Aurora Consurgens (2006). Enfim, o importante foi a interação com a plateia e esta pareceu apreciar a banda em ação.


Era chegada a hora das citadas jams. A ideia é boa: juntar músicos dos mais diferentes estilos para tocar clássicos do metal. Desta vez, no entanto, a regra indicava que apenas hinos de bandas nacionais poderiam ser apresentados. A primeira delas trouxe nos vocais o ótimo João Luiz, do King Bird, sendo apresentado como o “Dio brasileiro” por Vinícius Neves. Exageros a parte, o rapaz canta que é uma beleza e posso afirmar que sua versão de “Rebel Maniac”, do Viper, ficou até melhor que a originalmente registrada sob a voz de Pit Passarell. Logicamente estou falando apenas do desempenho de João, mesmo tendo apreciado a atuação dos músicos que o acompanhou.


Breve pausa para recados e sorteio de brindes, Tito Falaschi (Symbols) e novamente Detonator são convidados ao palco. Juntamente ao exímio baterista Eloy Casagrande (André Matos e Glória) mandaram uma versão velocíssima de “Carry On”, hit inquestionável do Angra. A junção das vozes ficou bem legal, mas a equalização do som não valorizou os músicos como deveria. Nada assim tão grave, talvez uma segunda opção – levando alguma música menos rápida – viria bem a calhar.


A madrugada avançava e por volta das 03:30h outra jam era anunciada. O vocalista inicialmente convidado, Nando Fernandes (ex-Hangar), acabou não esperando – posteriormente me disseram que ele tivera assuntos pessoais a resolver – e “Guerreiros do Metal”, do já mencionado Korzus, precisou contar com os vocais improvisados de Antônio Araújo, guitarrista da banda homenageada. E não é que ficou bom o negócio? Na verdade eu já havia ouvido sua voz durante “War Inside My Head” (Suicidal Tendencies) no show do Rock in Rio e o resultado foi deveras positivo. Além do mais, a versão ganhou tons de bom humor com o “auxílio” do guitarrista Heros Trench (Korzus). O refrão foi singelamente modificado de “nós lutamos pelo metal” para “nós lutamos pelo meu p...” e daí para baixo.


A sucessão do evento seguiu a mesma linha totalizando nove jams. Entrevistei Vinícius e Cíntia alguns dias antes, quando explicaram que o Stay Heavy Metal Stars é a confraternização do metal brasileiro, a valorização das bandas que fazem a cena do nosso país acontecer. Pela limitação de tempo nem todos os presentes puderam tocar, mas quem esteve no Blackmore comemorou, bateu muito papo e provavelmente marcou shows juntos para um futuro próximo. Esta edição, que comemorou oito anos de Stay Heavy no ar, teve o maior número de bandas envolvidas. Passaram por aquele palco membros do Angra, Shaman, Andre Matos Band, Dark Avanger, Attomica, Salário Mínimo, Centúrias, Stress, Carro Bomba, Baranga, Reviolence, Threat, Ace4Trays, Red Front, Genocídio, Comando Nuclear, Woslom, Ancesttral, Command6, Krusader, Chaosfear, Em Ruínas, dentre outros, fizeram a alegria de uma plateia bastante animada. Segundo a organização, cerca de 50 artistas se revezaram nas performances.

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Europa, onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar Napalm Death, seguido de algo do New Order ou Depeche Mode, daí viajar com Deep Purple, bailar com Journey, dar um tapa na Bay Area e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo.

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