Resenha - Eric Clapton (HSBC Arena, Rio de Janeiro, 09/10/2011)

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Por João Paulo Linhares Gonçalves
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Domingo, 09/10/2011: todos os presentes na HSBC Arena precisam agradecer a oportunidade de assistir a uma performance sagrada do deus da guitarra. Com um repertório enxuto, num clima bastante intimista, Eric Clapton nos presenteou com performances inspiradas, de qualidade, para deixar qualquer músico com inveja. Vejamos mais detalhes sobre este super show.

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Quem chegou cedo ainda pode conferir a abertura de Gary Clark Jr., um guitarrista negro do Texas, que nos trouxe um blues rock forte, encorpado, fortemente influenciado nos power trios do final dos anos 60, em especial o Cream e o Jimi Hendrix Experience. As performances do guitarrista com certeza vão lhe angariar mais alguns fãs aqui no Brasil, com esta oportunidade que ele está tendo de abrir os shows de Clapton.

Mas o público queria mesmo era ver o que o coroa que atravessou décadas enfrentando problemas com drogas, tragédias pessoais e desamores poderia ainda oferecer musicalmente. Pra início de conversa, Clapton se cerca de músicos de extrema qualidade: Chris Stainton e Tim Carmon nos teclados (o primeiro com um som mais de piano acústico e o segundo arrasando no órgão), Willie Weeks no baixo, Steve Gadd na bateria e a dupla de vocalistas Michelle John e Sharon White. Durante todo o show, os músicos provaram seu talento com performances mais que inspiradas.

O set list foi o mesmo que tem sido tocado em toda a turnê, 16 canções. O palco ganhou uma decoração que lhe fez lembrar os grandes anfiteatros onde Clapton costuma se apresentar lá fora. O show começa com "Going Down Slow", um começo morno que logo engata com dois grandes blues: "Key To The Highway" e "Hoochie Coochie Man", canções tradicionais que Clapton incrementa com seus solos cheios de feeling. Mas a inspiração e feeling corre solta mesmo na canção "Old Love", um dos pontos altos do show, tema lento de sua composição que acaba bem longa com os solos dos dois tecladistas e de Clapton. A primeira parte do show se encerra com a canção de Bob Marley que Clapton ajudou a tornar conhecida: "I Shot The Sheriff".

A segunda parte se inicia apenas com Clapton no violão, tocando o blues "Driftin'". Mantendo o clima acústico, temos "Nobody Knows When You're Down And Out", em versão bem parecida a que foi feita no MTV Unplugged. De volta a guitarra, mais ainda sentado, Clapton relembra um de seus primeiros sucessos da carreira solo, "Lay Down Sally", e em contraste a seguir toca a única música do seu último álbum, "When Somebody Thinks You're Wonderful". Uma sequência de clássicos é iniciada com uma versão mais calma e tranquila de "Layla", seguida de "Badge", canção do Cream que George Harrison ajudou a escrever.

A linda "Wonderful Tonight" tem espaço e é tocada de forma rápida, sem grandes solos, para a seguir dar lugar a dois grandes blues: "Before You Accuse Me" e "Little Queen Of Spades". O show já chegava em seu momento derradeiro e era hora de um grande sucesso: "Cocaine". A banda deixa o palco mas retorna logo a seguir para encerrar o show com mais um clássico do blues, "Crossroads", que Clapton gravou com o Cream. Fim de um show magnífico, mais um que Clapton faz aqui no Rio de Janeiro. Pela reação do público, um show que agradou demais; os comentários eram todos positivos, apenas lamentando que ele não tocou mais músicas.

Muita gente andou reclamando/criticando a interação de Eric Clapton com a platéia, resumida a alguns agradecimentos. Ora, Clapton sempre teve esse comportamento, seja aqui ou lá fora. Seus shows se concentram única e exclusivamente no principal: a música. Quem quer interação, corinhos e show de grandes sucessos, melhor procurar outros artistas...

Alguns vídeos do show:

"Hoochie Coochie Man":

"Layla":

"Wonderful Tonight":

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Sobre João Paulo Linhares Gonçalves

Roqueiro convicto, de carteirinha, desde os treze anos de idade. Já tive diversas bandas preferidas: de Iron Maiden, Metallica e Black Sabbath a The Who, Pink Floyd e Rolling Stones. O heavy metal sempre me atraiu muito, mas o rock praticado nos anos 60 e 70 é fascinante e estou sempre escutando. De vez em quando, dou chance ao punk, rock alternativo, blues, até ao jazz e MPB, pra variar.

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