Resenha - Symphony X (Fundição Progresso, Rio de Janeiro, 05/06/2011)
Por Rodrigo Simas
Postado em 09 de junho de 2011
Devido à falta de organização do evento, os portões da Fundição Progresso só foram abertos praticamente na hora que o show estava marcado, às 18:30. Uma hora depois, a banda de abertura, o Scarlet Horizons, subia ao palco da casa para uma apresentação morna que, se não chamou a atenção, também não prejudicou o espetáculo. O público, que já enchia a pista (e que compareceu em peso no decorrer da noite), respeitou o grupo novato, que agradeceu e abriu espaço para o Symphony X – mais meia hora de espera e as luzes foram apagadas para a introdução "Oculus Ex Inferni", para delírio da platéia.
Com o sinal para os músicos entrarem no palco, os primeiros acordes da poderosa "Of Sins And Shadows" explodiram pelos PAs – a banda, se mostrando bastante empolgada, era só sorrisos, com Russel Allen interagindo constantemente com os fãs e se movimentando muito, mostrando uma grande presença de palco. O som, que estava muito bom para os padrões da Fundição, destacava bem sua voz, enquanto cantava com perfeição um dos maiores clássicos do Symphony X, em uma interpretação digna de um dos melhores vocalistas da atualidade.
"Domination" e "Serpent’s Kiss", ambas do excelente "Paradise Lost", deram sequência ao show, sem deixar a bola cair. A primeira novidade da noite, a novíssima "End Of Innocence" do vindouro "Iconoclast", foi bem recebida pelos presentes, enquanto a quase balada "Paradise Lost" foi dedicada aos fãs cariocas – com direito a coro "Rio, Rio", já que esta foi a primeira apresentação da banda no Rio de Janeiro - e mostrou mais uma vez toda a qualidade de Russel Allen, com uma performance irretocável.
Ele mesmo puxou o início da próxima, como se regesse uma orquestra, enquanto Michael Romeo e Michael Pinnella executavam o intrincado início da aguardadíssima "Smoke And Mirrors", única faixa do álbum "Twilight in Olympus" (1998) – nessa hora, algumas rodas se abriram na pista, no momento mais energético da apresentação, que continuou com "Eve Of Seduction" e a aptesentação de todos os músicos da banda, que ainda conta com o baixinho Jason Rullo na bateria e o baixista Michael Lepond.
Com o público na mão, a banda tirou da manga outra novidade, a pesadíssima (e excelente) "Dehumanized" - que também estará presente em "Iconoclast" - com os riffs de Michael Romeo ecoando pelo salão. A sequência com "Set The World On Fire" marcou de uma vez por todas a presença maciça de músicas do último trabalho de estúdio, "Paradise Lost", e fechou a primeira parte da apresentação, que ainda guardava a maior surpresa da noite.
De volta ao palco para o bis, o Symphony X iniciou a épica "The Odyssey" para o êxtase dos fãs. Com mais de 20 minutos, a faixa foi tocada na íntegra, com suas diversas passagens, solos, viradas e quebradas de ritmo, mostrando todas as vertentes da música do grupo. Depois de agradecerem, os músicos foram saindo do palco da Fundição dando adeus para uma platéia que pouco tinha do que reclamar: talvez a duração pequena do show, ou a ausência de composições de algumas fases do grupo – nada que pudesse abalar o saldo mais do que positivo da noite.
Set List:
Oculus Ex Inferni
Of Sins and Shadows
Domination
Serpent's Kiss
End of Innocence
Paradise Lost
Smoke and Mirrors
Eve of Seduction
Dehumanized
Set the World on Fire (The Lie of Lies)
Bis:
The Odyssey








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