A diferença entre o power metal americano e o europeu, segundo baixista do Symphony X
Por Gustavo Maiato
Postado em 08 de fevereiro de 2026
Com três shows confirmados no Brasil em março, celebrando 30 anos de carreira, o Symphony X volta a circular intensamente pela América Latina e, como de costume, reacende discussões sobre estilo e identidade musical. Durante entrevista ao Whiplash.Net, o baixista Michael LePond comentou sobre um tema recorrente entre fãs e músicos: afinal, qual é a real diferença entre o power metal americano e o europeu?

A pergunta surgiu a partir da própria posição do Symphony X dentro do metal. Embora frequentemente rotulada como progressive metal, a banda sempre incorporou elementos de power metal, o que costuma gerar interpretações distintas dependendo do continente. LePond reconheceu que essa confusão é comum - e faz sentido.
"Eu realmente acho que o power metal europeu e o power metal norte-americano são um pouco diferentes", explicou o músico. Para ilustrar, ele citou exemplos claros de cada vertente. Ao falar do estilo europeu, mencionou nomes como Blind Guardian, Helloween e Stratovarius.
Já quando o assunto é o power metal dos Estados Unidos, a lista muda bastante. LePond apontou bandas como Iced Earth, Metal Church e Savatage como representantes mais fiéis da vertente norte-americana.
Segundo o baixista, a principal diferença está na abordagem musical. "Eu acho que o power metal europeu é um pouco mais melódico, um pouco mais próximo do pop, se comparado ao power metal norte-americano", afirmou. Para ele, as bandas americanas tendem a carregar mais peso, agressividade e influência direta do heavy metal tradicional e do thrash.
Ao falar especificamente do Symphony X, LePond adotou um tom conciliador. "No nosso caso, eu acho que a gente já fez um pouco dos dois", disse, reforçando que a banda nunca se limitou a uma única escola. Essa mistura ajuda a explicar por que o grupo consegue dialogar tanto com fãs de metal progressivo quanto com públicos ligados ao power metal, em diferentes partes do mundo.
A fala ajuda a contextualizar a trajetória do Symphony X, que mantém a mesma formação desde 1999 e não lança material inédito desde Underworld (2015), mas segue em alta no circuito de shows. A turnê de 30 anos, que passa por Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, também funciona como um panorama vivo dessas influências cruzadas que marcaram a identidade da banda.
Confira a entrevista completa abaixo.
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